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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Revelações preocupantes
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Os brancos que se entendam!


Como repercutiu a notícia que o ex-procurador-geral da República do país, Rodrigo Janot, admitiu, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, ter entrado armado no Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes e depois se matar? As revelações constam no livro de suas memórias “Nada menos que tudo”, que será lançado na próxima semana. O motivo seria porque Gilmar disse que a filha de Janot poderia “ser credora por honorários advocatícios de pessoas jurídicas envolvidas na Lava Jato”. Isso é muito grave!
O ministro Gilmar Mendes fez várias declarações sobre o comportamento do ex-procurador, dentre as quais que Rodrigo Janot “procure ajuda psiquiátrica”. Mas uma chamou a atenção dos que desconfiam das decisões da nossa Justiça. Disse Gilmar Mendes: “se a divergência com um ministro do Supremo o expôs a tais tentações tresloucadas, imagino como conduziu ações penais de pessoas que ministro do Supremo não eram”. Sabe-se que a população não morre de amores pelos membros do STF, mas poucos apoiam o que Janot pretendia fazer.
Quem pensava que a intolerância estava restrita aos que valorizam a segregação das pessoas por divergências de ideias, precisa rever suas convicções. Se nem as manifestações populares devem acabar em confronto violento entre as pessoas, imaginem um assassinato seguido de suicídio nas dependências da instância maior da Justiça do país. Parece que a maioria não vê a necessidade de um basta nas agressões verbais, na disseminação do ódio, na clara intenção de promover a desarmonia entre as autoridades da Alta Administração. Por que isso?
Por que uma simples divergência poderia acabar em tragédia? Será que uma atuação imparcial da Justiça evitaria problemas desta natureza? Ou a superexposição de alguns membros do STF, PGR e outras instituições que compõem o Judiciário estimulam os que tem sede de poder a fazer declarações indevidas? Qual é a cota de responsabilidade da mídia sobre vazamentos irresponsáveis sobre casos que deveriam ser tratados de outra forma? Enquanto o ambiente tumultuado interessar aos manipuladores muita coisa desagradável será divulgada.
Há algum tempo que as notícias através dos meios de comunicação tradicional são recheadas de coisas ruins. Corrupção, mortes por balas perdidas, apreensão de quantidade significativa de drogas ilícitas, rebeliões nos presídios e demonstração do poder do crime organizado, como ultimamente em Fortaleza, a capital do Ceará. No arremate de tudo isso vem o desemprego e o anúncio da queda na previsão do PIB. Quem ainda tem vontade de assistir os telejornais para tomar conhecimento disso? O pior é que ninguém sabe como sair desta situação.
Mas a vida deve seguir em frente, diz o ditado. A dúvida é saber se estamos preparados para enfrentar o que vamos encontrar pelo caminho. O que vemos pelo retrovisor não agrada de jeito nenhum, mas não temos a mínima ideia do que nos espera mais na frente. Será um abismo de profundidade inimaginável? A uma conclusão o nosso presidente Mito já chegou: estamos no fundo do poço! Se ele que sabia como nos tirar da crise não fala o que temos de fazer, qual é a alternativa para os que esperavam tudo dele? O seu filho falou que com democracia nada muda.
A verdade é que entramos no último trimestre do ano e pouca coisa mudou. Talvez a percepção de alguns sobre o comportamento do presidente – em campanha para 2022 – não se justifica. Quem pretende se reeleger procura fazer um bom governo, estabelecendo prioridades e focando nas soluções dos problemas que melhoram a vida do cidadão. Os admiradores do Mito negam que expectativa gerada pela chegada da extrema direita ao poder está muito aquém sob a ótica da realidade. Quantos estão preocupados com a pendenga entre Gilmar Mendes e Janot?


J R Ichihara
30/09/2019

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