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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Praias nordestinas e STF: o assunto da semana
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Será que a isenção de visto é o grande atrativo?


Por um momento as manchas de óleo que surgiram em algumas praias do litoral nordestino brasileiro saiu das manchetes nacionais para dar lugar à votação do STF sobre a prisão em segunda instância. Um dos motivos de tanta atenção sobre isso é por causa da polêmica prisão do ex-presidente Lula. Afinal, mesmo preso há mais de um ano, ele continua a ser notícia no Brasil e no mundo – pelos admiradores e pelos que o odeiam. Nem poderia ser diferente. O problema das praias é essencialmente regional, enquanto o caso Lula incomoda até o governo federal.
Mas no meio das informações que chegam ao cidadão brasileiro, uma provocou indignação nos que cobram providências do Ministério Púbico do Rio de Janeiro: um áudio onde o desaparecido Queiroz, o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República, negocia cargos na Câmara e no Senado, citando valores envolvidos. Ao ser perguntado sobre isso, o presidente Bolsonaro, em viagem à Ásia, disse que é um “áudio bobo”, deixando claro que nada tem a ver com isso. Será que fosse outra pessoa o caso seria tratado assim?
Quem já se acostumou – uma paródia ao “melhor Jair se acostumando” – com as respostas deste governo sobre situações delicadas que exigem uma postura à altura do cargo não se surpreende com mais nada. A primeira providência é apontar um culpado. Caso isso não seja comprovado, vem a declaração que não quis dizer o que declarou. Se alguém da mídia insistir no esclarecimento, a conclusão é que a imprensa vive inventado mentiras sobre o presidente. Medidas corretivas mesmo nem os fãs incondicionais do Mito viram nos recentes casos graves.
Girando os holofotes para o STF, o assunto é mais delicado ainda. O pavor das pessoas de bem é que se este Tribunal decidir que ninguém deve ser preso antes de esgotar todos os recursos, além do ex-presidente Lula, deverão ser soltos milhares de presos. Isso é um desastre, segundo alguns que clamam por Justiça imparcial. Os mais revoltados postam nas redes sociais mensagens convocando manifestações populares a favor da manutenção de Lula na cadeia. Virou assunto político, ao invés de jurídico, mas também pode ser comparado às torcidas de futebol.
O julgamento continuará nos dias 6 e 7 de novembro próximo, mas o resultado parcial indica que 4 ministros (Alexandre Moraes, Edson Fachin, Luiz Roberto Barroso e Luiz Fux) votaram a favor da prisão após a condenação em segunda instância e 3 (Marco Aurélio Mello, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski) votaram contra. Como em qualquer julgamento que se conhece, independentemente da Constituição vigente, os argumentos dos ministros recebem críticas e apoio da população. Mas a decisão tem de ser respeitada porque é a palavra final.
As manifestações no Chile por causa do aumento no preço da passagem do metrô deixaram as manchetes na mídia local por causa dos temas que atingem os brasileiros. Mas o que preocupa a população é que a Reforma da Previdência proposta em andamento, que foi aprovada em primeiro turno no Senado, tem como modelo o regime implantado no Chile. A situação dos aposentados chilenos é de miséria, mas o ministro Paulo Guedes, um dos responsáveis pela atual Previdência chilena, insiste que é o melhor para o país. Exemplo alheio não serve para nós?
Uma informação que chamou a atenção dos que atuam na área do Turismo foi a declaração do presidente Bolsonaro, em visita à China, que vai isentar o visto dos chineses para entrar no Brasil como turista ou a negócios. Em princípio não haverá reciprocidade nem tem data certa para entrar em vigor. A ideia seria elogiável se a infraestrutura para essa finalidade estivesse à altura para atender os visitantes. Ele já fez isso para os Estados Unidos, Austrália, Japão e Canadá. Mas será que as praias poluídas e as queimadas na Amazônia são atrativos para eles?


J R Ichihara
25/10/2019

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