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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Livre ou preso o incômodo é o mesmo
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

A importância da convivência com as divergências


Causou muita polêmica a decisão do STF votar contra a prisão do réu sem esgotar todos os recursos que a Lei permite no Brasil. Será porque com isso o ex-presidente Lula sairia da prisão? Ou porque outros em situação semelhante também seriam beneficiados? Como qualquer decisão judicial, mesmo esta que foi vista como eminentemente política, as divergências de opiniões dos especialistas e dos leigos são absolutamente normais. Da mesma forma que muitos o queriam preso para o resto da vida, outros gritavam pela sua liberdade. Justiça é isso?
O grande problema entre as pessoas atualmente é que as opiniões viram agressões verbais, com o uso de palavras de baixo calão, ofensas morais e outras situações desagradáveis que passam longe da civilidade e do direito de expressar o seu entendimento. A polarização PT – PSDB deu lugar aos contra e a favor de Bolsonaro, num claro posicionamento dos que acham que tudo melhorou, apesar da falta de evidências disso, assim como outros que não enxergam nenhum sinal de mudanças no cenário econômico, social e político. Mas isso faz parte da Democracia.
De concreto mesmo é o aumento da rejeição do presidente Mito nas regiões onde foi vitorioso nas eleições, como o Sul e o Sudeste. Além disso alguns parlamentares desembarcaram da canoa por incompatibilidade com os filhos de Bolsonaro. Talvez a nova forma de fazer política esteja mostrando a cara com os novos ocupantes do Planalto. O fato é que até alguns militares deixaram os cargos nesta gestão. A legenda que sustentou a sua candidatura, o PSL, também foi desqualificada pelo presidente da República. Muitos não entendem o que pretende ele quer fazer.
A saída de Lula da prisão talvez coloque mais lenha na fogueira onde ardem as paixões políticas da sociedade brasileira. Segundo a mídia, o presidente Bolsonaro nada comentou sobre o assunto, mas certamente o fato não o agradou de maneira nenhuma. Por outro lado, as revelações sobre o comportamento do ministro Moro, o ex-juiz que condenou Lula, não param de alimentar a desconstrução da sua reputação e mostrar a parcialidade usada no processo da Operação Lava Jato. Os opositores acham que Moro será fritado e descartado como os outros.
Para aumentar a suspeita que a condenação de Lula foi apenas para evitar que ele disputasse a presidência da República com Bolsonaro, este declarou que o trabalho bem-feito de Moro possibilitou a sua chegada ao poder. Como as declarações do Mito geralmente são desfeitas depois, os interessados em saber o que ele quis dizer precisam esperar por uma possível versão sobre o que ele disse. Se ele se sentia desconfortável com o Lula na prisão... O incômodo com este solto deve ter aumentado consideravelmente. Melhor deixar as postagens e mostrar trabalho.
Mas a saída de Lula em nada mudará a situação crítica que vivemos há mais de 4 anos. Os sinais de melhora na economia não mostraram a cara. A promessa de empregos com a Reforma Trabalhista não aconteceu. Os bilhões de investimentos anunciados por empresas estrangeiras não passam de apoio à Reforma da Previdência. As denúncias sobre corrupção não causam mais indignação entre as pessoas de bem. Os gastos excessivos com o cartão corporativo não revoltam os desempregados. Enfim, tudo mudou para melhor com a nova gestão. Ainda bem!
Infelizmente as decisões do STF nunca agradam. Os mesmos ministros que deveriam receber impeachment porque votaram beneficiando Lula, foram elogiados em outras decisões. Quando o Gilmar Mendes impediu Lula de ser ministro da Dilma, recebeu aplausos e elogios porque atuou corretamente. Da mesma forma que Toffoli quando arquivou o processo contra o senador Flavio Bolsonaro, o filho do atual presidente da República. Rosa Weber foi justa quando condenou Jose Dirceu, sem provas, porque a literatura permitia. Dois pesos e duas medidas?


J R Ichihara
11/11/2019

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