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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Excluídos há mais de 130 anos
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quem se atreve a ficar no caminho da elite?


Neste 15 de novembro comemora-se a Proclamação da República no Brasil. Mas será que o fato ocorrido naquele ano de 1889 ia de encontro à vontade da maioria? Os registros históricos revelam que o núcleo que articulou e consolidou este ato estava longe de representar o povo. Fala-se que a falta de reconhecimento aos militares depois da guerra do Paraguai e a Lei Áurea geraram insatisfações entre os militares e fazendeiros, portanto motivos bem distante do atendimento às necessidades da população como um todo. Foi considerado um golpe militar.
Curioso é que existe informações que citam que houve uma antecipação do dia 20 para 15 porque circulou um boato que o líder do movimento, o marechal Deodoro da Fonseca, um antigo simpatizante da monarquia, havia sido preso. Por conta disso, os militares ocuparam o Ministério da Guerra, derrubaram o gabinete do Visconde de Ouro Preto, prenderam os políticos monarquistas e ordenaram que a Família Real deixasse o Brasil. O apoio veio dos cafeicultores, advogados e outros profissionais liberais, além da elite urbana em ascensão. Mas o povão...
Qual a serventia de se estudar a História do Brasil, da Humanidade ou de qualquer outra área de interesse geral das pessoas? Tem como mudar os fatos ocorridos? Ou é importante saber que há acontecimentos que são cíclicos, sendo repetidos em décadas, séculos e milênios? Se não podemos mudar o passado, não temos como evitar decisões erradas no presente que podem comprometer o futuro? Por isso é importante que a História seja contada de forma que não atenda aos interesses particulares. Qual o sentido da tentativa de mudar um fato conhecido pela maioria?
Trazendo os fatos seculares a valores presente, vemos que o modismo de espalhar boatos, os tais fake news da atualidade, remonta a épocas passadas onde nem se pensava em redes sociais. Da mesma forma que o golpe militar nunca saiu do menu para assumir o poder quando suas pretensões são contrariadas. Será que os simpatizantes da monarquia pensaram que a mudança atenderia seus anseios? Vê-se também que a História mostra que a vontade popular é a que menos conta quando se trata de assumir o poder. Não tem como mudar isso?
Aos críticos ferrenhos dos partidos progressistas, os que pelo menos tentam olhar para os desfavorecidos, é preciso comprovar que o neoliberalismo melhorou a vida das pessoas onde isso é a bandeira de luta de um governo. Emprego sem direitos? Jornadas excessivas sem remuneração? Isentar empresas de pagar suas contribuições sociais? Previdência sem garantias oficiais? Educação e saúde totalmente privadas? Quantas pessoas no Brasil têm condições de sobreviver sob essas condições? A realidade é bem diferente do Paraíso que prometem.
Durante a fase do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff o que mais se ouvia era que havia a necessidade de ressuscitar o “espírito republicano”. O que seria isso? Como não apoiar algo tão grandioso, voltado para os interesses de todos? Passados mais de 3 anos do episódio histórico, onde até um reconhecido torturador foi publicamente homenageado, os desvalidos continuam em situação igual ou até pior. Qual lição aprendida ficou para o povão? Certamente que os donos do poder estão se lixando para os excluídos, como sempre foi.
Toda mudança exige sacrifícios dos envolvidos que esperam melhoria em suas vidas. Isso é vendido como o único caminho para sair de uma crise financeira e conhecer o progresso. Voltando os holofotes para o nosso torrão natal... Onde se identifica que a austeridade para aliviar os cofres públicos está sendo aplicada? Na Alta Administração dos Três Poderes? Outra falácia é que a desigualdade se combate com emprego e renda, via desoneração das empresas privadas, que provocará uma enxurrada de investimentos na atividade produtiva. Quantos acreditam nisso?


J R Ichihara
15/11/2019

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