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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Fartura no pacote de maldades contra os pobres
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Alguém soube qual será o sacrifício dos ricos?


A cada novo anúncio de medidas salvadoras do governo atual para reduzir as despesas no Brasil, a população treme porque sabe que o aperto só vai acontecer no pescoço dos mais pobres. Para quem duvida disso, basta analisar, sem paixão político-partidária, o farto cardápio de ofertas generosas para os assalariados de baixa renda. Invertendo o questionamento: qual medida comprovadamente vai melhorar a situação do pobre desempregado ou na atividade informal? Como ignorar o apoio das empresas e dos que nunca precisaram dos serviços públicos na vida?
Mas para os fãs incondicionais do presidente Mito, o caminho está mais do que certo. Para apoiar as opiniões citam, sabe-se lá de qual fonte, que tudo melhorou. Segurança, inflação, desemprego, investimentos estrangeiros... Em pouco tempo seremos o Paraíso que todos sonham. Para os críticos que exigem ações fora das redes sociais, nunca estivemos tão ruins no cômputo geral. Violência estimulada pelas autoridades, inflação sem controle, emprego sob condições inaceitáveis, fechamento de empresas. Em quais dados a população deve confiar?
Causou revolta e indignação entre os atingidos as declarações sobre a taxação de 7,5%, para o INSS, sobre o seguro-desemprego. Da mesma forma que a extinção do seguro DPVAT, o compulsório de todos que possuem veículos automotores, que dava assistência aos acidentados no trânsito. Novamente as divergências engrossam as filas dos contra e dos a favor. Polêmica desnecessária? Os a favor alegam que a corrupção desviava o dinheiro e nunca chegavam aos necessitados. Quem é contra pergunta como as vítimas serão atendidas sem este recurso.
O grande problema no Brasil é que se houver uma denúncia de irregularidade, a única solução é fechar o órgão que gerencia os recursos financeiros. É a política do 8 ou 80, não existindo um meio-termo que mantenha a fonte e puna quem se apropriou indevidamente do bem público. Um dos orgulhos dos apoiadores do presidente Bolsonaro foi o lucro das estatais sob a sua gestão. Grande contradição! Se a empresa dá lucro... Por que vender? Alguns especialistas citam que o lucro das principais estatais é maior que a arrecadação anunciada na venda delas.
Uma das medidas bastante criticada foi a jornada de trabalho para os bancários. O que atualmente é de 6 horas para o público externo, passará para 8 horas, inclusive aos sábados, segundo a proposta da equipe econômica deste governo. Para quem adora o sistema neoliberal, todo anúncio do governo recebe milhões de aplausos. O problema é que, segundo as críticas, não haverá compensação financeira alguma por causa dessas mudanças. Também está no forno a proposta para taxar a gorjeta do garçom! Mas alguém ouviu uma proposta para taxar os ricos?
Para não deixar em branco a coleção de pérolas declaradas pelos iluminados ministros da equipe cuidadosamente escolhida a dedo pelo presidente Bolsonaro, uma causou espanto na população. Numa postagem no Twitter, onde defendia a monarquia, uma seguidora comentou que
ele seria o “bobo da corte” se o regime no Brasil fosse o que ele defende. A resposta passou longe do esperado: “uma pena, prefiro cuidar dos estábulos, ficaria mais perto da égua sarnenta e desdentada da sua mãe”. Como sempre, houve críticas e aplausos para a estranha resposta.
Infelizmente o uso das redes sociais têm os seus inconvenientes quando excessivamente usadas pelas autoridades ou por pessoas que devem manter certa discrição devido ao cargo que ocupam na Alta Administração do país. Será que o presidente concorda que o sistema de governo seja monarquia? Mas pelo menos uma coisa eles têm em comum. Quando perguntado sobre o paradeiro do Queiroz, o desaparecido ex-assessor do seu filho, o presidente Bolsonaro respondeu sem qualquer arrodeio: “tá com a tua mãe”! Quem preserva a mãe deve evitar essas situações?


J R Ichihara
19/11/2019

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