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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Falta imparcialidade nos critérios?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O perigo de aceitar tudo sem questionar


A semana que fechou no último sábado revelou curiosidades, entre a população, sobre os critérios adotados para exaltar ou denegrir a reputação das pessoas, especialmente após a morte. Da mesma forma que mostrou como o futebol ainda é a grande paixão dos brasileiros, gostem ou não os que torcem o nariz para esta atividade e a condenam por servir de cortina de fumaça para os graves problemas nacionais. O fato é que a vida tem de seguir e os acontecimentos rapidamente são esquecidos ou não resistem às novas notícias que surgem. O mundo gira!
Como repercutiu a morte do rabino Henry Sobel, em Miami, Estados Unidos, vítima de um câncer de pulmão? Ele rejeitou a informação que o jornalista Wladimir Herzog praticou o suicídio nas dependências do DOI-CODI, um órgão de repressão do Regime Militar, em 1975. O tempo provou que estava certo. Tornou-se conhecido e respeitado por suas posições a favor dos direitos humanos, conquistando muita admiração na sociedade brasileira. Sua mácula foi a prisão, em Palm Beach, Estados Unidos, sob acusação de furtar gravatas numa loja. Conquistou o perdão?
Soube-se da morte de Gugu Liberato, em Orlando, nos Estados Unidos, vítima de um acidente doméstico onde bateu a cabeça ao cair de uma altura de 4 metros do chão. A notícia chocou pela forma como a tragédia ocorreu. Ele teve uma carreira meteórica como apresentador de televisão, principalmente na Rede SBT do Silvio Santos, mas atualmente trabalhava na Rede Record do bispo Edir Macedo. Muitos críticos exploravam com intensidade a futilidade dos seus programas, mas os fãs viam tudo de bom neles e engrossavam a estatística da audiência.
Mas uma declaração chamou a atenção por ser feita pelo ministro da Educação. Ele disse que “as Universidades Federais têm plantação de maconha”. Qualquer cidadão pode imaginar o desconforto que uma afirmação dessas pode causar na sociedade. À parte a manifestação dos contra e dos a favor, o que alguns se perguntam é qual o objetivo disso, a importância e o valor agregado partindo da maior autoridade desta atividade. Surgiram postagens comprovando a frase do ministro e tudo mais... Só que a generalização não pode ser justificada por um caso pontual.
Infelizmente ninguém é perfeito na vida. Da mesma forma que se destrói uma reputação, usando uma falha humana, se constrói um pedestal inaceitável na base da imposição. Até onde se sabe, Sobel nunca torturou ninguém, mas caiu no ostracismo por uma falha moral. Já o coronel Brilhante Ustra, que torturou dezenas de pessoas, virou herói e mereceu homenagem do atual presidente da República. Ou seja, os critérios para analisar, imparcialmente, a homenagem ou a destruição de uma reputação são muito subjetivos – e todos fogem à compreensão da maioria.
Quem aplaudiu com entusiasmo a atitude do ministro da Educação poderia engrossar a fila dos que gostariam de saber o que aconteceu depois dos 39 quilos de cocaína transportados no avião presidencial e apreendidos na Espanha. Sem generalizar, mas a seriedade é equivalente aos problemas que ocorrem nas Universidades Federais... Ou isso não vem ao caso? Como saber se uma coisa é uma coisa, enquanto outra coisa é outra coisa? Vai entender o uso do moralismo e da prudência nas declarações oficiais deste governo. Talvez porque o inferno seja os outros!
Ainda somos a Pátria de Chuteiras? Com uma virada surpreendente do Flamengo, sobre o River Plate, na decisão da Copa Libertadores da América, a competição mais importante do continente, os rubro-negros e os amantes do futebol brasileiro festejaram neste sábado. Melhor ainda porque derrotamos uma equipe argentina. Quem torceu contra teve de engolir calado porque o “quase” não conta nessas horas. Como diz a sabedoria popular: o jogo só acaba quando o juiz apita o final e aponta para o centro do gramado. O fato mostrou que sonhar é possível... sempre!


J R Ichihara
24/11/2019

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