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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Aviso aos navegantes?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Colocar a tranca depois da casa arrombada é inútil


Os avisos, via declarações em doses homeopáticas das autoridades do novo governo, os componentes escolhidos a dedo pelo presidente Mito, parecem não preocupar a maioria da população. Se o silêncio não é terrivelmente ensurdecedor, é bom que os que ainda conservam um pouco da consciência sobre a liberdade e os direitos alertem os que ainda não perceberam o que está acontecendo. Pouco a pouco, via redes sociais e outros meios velozes de propagação, Bolsonaro e equipe sufocam a população com medidas que reduzem o povo a nada.
Entre a calmaria depois de algo polêmico e as expectativas de crescimento da economia, algo que só os fãs incondicionais veem, as declarações fazem a festa. O superministro Paulo Guedes, de olho no que acontece no Chile quanto a rejeição do neoliberalismo, voltou à carga dizendo que “não se assustem se alguém pedir o AI-5”. Qual seria o recado embutido nisso? Por que a oposição não se manifestou, bateu panela e parou o trânsito? Onde estão os defensores dos direitos humanos? Parece que a injeção letal contra a indignação foi eficaz e inquestionável.
Dia desses o próprio presidente da República declarou que “o pobre só serve para votar e ter um diploma de burro no bolso”. Também falou que “o rico dá emprego ao pobre, mas este só pensa em roubar quem lhe dá emprego”. Será que os mantenedores do respeito as pessoas, independentemente de serem pobres ou ricos, não podem colocar um freio nisso? A liberdade de expressão depreciativa está tão favorável que o procurador da República Ricardo Albuquerque, do Ministério Público Estadual do Pará, disse que houve escravidão porque o índio é preguiçoso.
Como analisar o que está acontecendo e o que poderá acontecer se a mentalidade da população seguir a hierarquia que vemos no país? O ministro da Educação, no dia da Proclamação da República, sinalizou que prefere a monarquia, o superministro da Economia é simpático ao regime autoritário, um alto membro da Justiça ignora a escravidão e o presidente da República debocha dos direitos dos trabalhadores. O que ainda falta ser afirmado publicamente para que o povo acorde antes do completo aniquilamento da sua cidadania? Por que tanta passividade?
Mas a divulgação da logomarca do partido político fundado pelo presidente Bolsonaro ao sair do PSL, o partido pelo qual se elegeu e fez graves denúncias pós-eleições, deixou alguns preocupados. Na primeira convenção do novo partido, o Aliança pelo Brasil, o artista plástico Rodrigo Camacho, do Rio de Janeiro, deu de presente um quadro onde o nome do partido e o símbolo são feitos com cartuchos de armas de grosso calibre. Falou-se também que o número será o 38. Alguns dizem que em alusão à arma calibre 38, outros que é coincidência sequencial.
Infelizmente o povo foi anestesiado pelos manipuladores da opinião alheia. Quem criticar as atitudes prejudiciais do novo governo é contra o país e a favor da corrupção. Mas basta perguntar sobre os negócios obscuros da família, que envolvem milícias, movimentações financeiras anormais e outras condutas reprováveis que a enxurrada de impropérios são disparados contra o questionador. Muitos analistas comparam o momento atual do Brasil com o início do regime nazista na Alemanha antes da Segunda Guerra Mundial. Coisas de comunista?
Talvez a lição aprendida depois disso tudo que estamos vivendo seja o sepultamento definitivo de que não existe salvador da pátria – seja um líder de esquerda, de centro ou de direita. O ambiente que todos queremos dispensa a demonização de um lado ou endeusamento do outro, muito menos achar que o centro é o celeiro de pessoas de bem. A realidade é que ninguém é santo, nada é de graça, mas sem uma distribuição de renda, para reduzir a desigualdade, não sairemos do lugar... e sobretaxar os mais pobres jamais atrairá os investimentos que precisamos.


J R Ichihara
27/11/2019

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