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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Declarações inúteis: o que há por trás disso tudo?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Redes sociais, caneta azul, permissão para matar... Assim caminha o país


A nova política implantada pelo atual governo inunda as redes sociais e os meios de comunicação no Brasil com declarações que pouco sinalizam qual rumo escolheram para sair da crise que nos atinge desde 2014. São tantas e das mais diversas naturezas que alguns desconfiam que isso é uma estratégia para desviar o foco dos temas que realmente importam na condução do povo para dias melhores. Por outro lado, os críticos extremamente descontentes dizem que as picuinhas que saem do Planalto são fruto da incompetência mesmo, da falta de plano de governo.
Sabe-se que num regime democrático as críticas e os questionamentos sempre estarão presentes no dia a dia em qualquer gestão pública que esteja no comando do país. À parte os que apenas criticam ou defendem, a equipe que estiver à frente dos destinos da população não pode simplesmente agredir quem discorda, sem mostrar os fundamentos que sustentam as decisões que impactam a vida de todos. Portanto, a declaração do presidente Bolsonaro sobre processos contra pessoas e meios de comunicação que o criticaram soa estranho vindo de alguém como ele.
Em tão pouco tempo no enfrentamento dos problemas que precisam de solução urgente, o que se viu foi uma fartura de declarações que em nada convergem para os interesses dos cidadãos. A grande bandeira continua sendo o porte de arma, como medida de segurança, o desmatamento na Amazônia, o arrocho salarial, a certeza de que o mal do Brasil é o servidor público. Estranho isso partir de alguém que, até onde se sabe, nunca trabalhou na iniciativa privada, muito menos doutrinou seus filhos neste sentido. Se governar fosse somente tuitar...
Mas os demais membros da equipe, criteriosamente escolhidos pelo presidente, rezam pela cartilha do chefe. Afinal, o alinhamento deve ser impecável, como numa tropa militar durante uma apresentação numa data comemorativa. Daí ouvir outras pérolas dos ministros e até do vice-presidente. Para não perder o fio da meada, o presidente da Fundação Nacional da Arte (Funarte), Dante Mantovani, disse que “o rock ativa as drogas, que ativam o sexo livre, que ativa a indústria do aborto, que ativa o satanismo. O próprio John Lennon disse que fez um pacto com o diabo”
Só que em época da riqueza de notícias falsas surge de tudo nas redes sociais. Circulou que a ministra Damares Alves da Pasta das Mulheres, Família e Direitos Humanos, disse que a cerveja Bock “é uma apologia ao sexo oral. Continua a pensar só naquilo”. Verdade ou mentira, mas ela ficou conhecida por falar que viu Jesus Cristo numa goiabeira. Portanto, o contribuinte que esperava muito mais de pessoas responsáveis por assuntos tão importantes deve se sentir mal servido diante de tanta inutilidade. Não seria melhor ficar calada e procurar o que fazer?
O país viu o nosso vice-presidente se manifestar por causa da medida do presidente Trump. Este aumentou a tarifa sobre a importação do aço e do alumínio brasileiro, alegando uma desvalorização fictícia do real frente ao dólar. Segundo Mourão, isso é protecionismo. Qual é a surpresa? O presidente americano sempre disse que primeiro os Estados Unidos. É muita ingenuidade achar que o Tio Sam não defende os seus interesses. Disse ainda o nosso vice que isso abre novas oportunidades com a China. Esqueceu quem é o nosso maior parceiro comercial?
Infelizmente as declarações palacianas em nada ajudam para combater a crise econômica, moral e política que se instalou nos Três Poderes há algum tempo. Talvez o momento requeira alguém no comando que procure soluções, apesar das divergências de pensamento, fortaleça laços comerciais e inclua os que estão fora do guarda-chuva protetor do governo. O líder tem demonstrado um comportamento totalmente diferente disso. Agride opositores, critica a política dos outros países e ataca os antigos aliados. Não é difícil entender o objetivo disso tudo?


J R Ichihara
03/12/2019

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