A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Artigo
 
Autocrítica, excludente de ilicitude e o dia a dia
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Como duvidar do poder de manipulação da mente alheia?


Quem acompanha a vida nacional consegue destacar a importância que os assuntos ganham na mídia e nos meios de comunicação da atualidade? Temporariamente surgem termos que conquistam lugar na berlinda e atraem os holofotes, chegando à população como se fossem de uma importância indiscutível. Por isso, dizem os especialistas no comportamento, que sempre haverá manipulação dos poderosos sobre a opinião pública. Quem decide se algo é relevante num momento de instabilidade no ambiente econômico, político e jurídico? Como perceber isso?
Enquanto a maioria não consegue vislumbrar qual é o caminho pretendido pelo novo governo – um privilégio dos fãs incondicionais -, os interesses ficam ocultos sob uma cortina de fumaça habilidosamente criada para desviar a atenção. Exemplos? A imparcial Reforma da Previdência, a que trataria todos igualmente, deixou de fora os militares que vão se aposentar com salário integral, sem obrigatoriedade de idade mínima, além de pagar uma contribuição de 10,5%. A proposta foi aprovada no Senado Federal. O povo estava com a atenção voltada para onde?
Outra medida aprovada, sem panelaço, manifestação e vandalismo, foi o aumento da verba para o Fundo Eleitoral de 2020, de R$ 2,5 bilhões proposto pelo governo, para os R$ 3,8 bilhões que propôs o relator do orçamento, o deputado federal Domingos Neto (PSD-CE). A Comissão Mista do Orçamento do Congresso Nacional aprovou a proposta, na última quarta-feira. Mas o povo estava mais interessado nas denúncias da deputada Joice Hasselmann sobre os robôs que a família Bolsonaro usou nas eleições. Por que a população sempre foca no alvo errado?
Mudando o foco dos abusos parlamentares sobre as despesas públicas no país, resta o feijão com arroz de sempre. Roubalheiras do PT, declarações absurdas do novo presidente da República, denúncias do Intercept Brasil, através do jornalista Glenn Greenwald... polêmicas sobre a saída de Lula da prisão e o aumento da sua pena pelo TRF-4, sobre o Sítio de Atibaia. Como protestar contra o corte de R$ 500 milhões da Saúde, além de valores significativos de outras áreas, para engordar o indispensável Fundo Eleitoral? A atenção é desviada por futricas inúteis.
Seria este o motivo de tanta declaração estapafúrdia dos membros do Alto Escalão deste governo? Encher o povo de baboseiras, para gerar discussões sem nenhum resultado positivo, para aprovar tudo que aumenta o aperto no pescoço do sofrido povo mal assistido? Onde se vê o corte nas mordomias? Por que o austero presidente criou mais um partido político? Como não perceber que a tesoura só atua nos serviços que atendem a população de baixa renda, os que dependem do Poder Público? Qual o efeito da desoneração das empresas para o trabalhador?
Infelizmente ainda nem acertamos o rumo com este governo, mas as próximas eleições presidenciais não saem da pauta. O Mito já acena que pretende a reeleição, Ciro Gomes quer distância do PT e os demais antipetistas exigem uma autocrítica deste partido político. A consciência nacional chegou ao ponto de exigir isso! Se nem as atrocidades cometidas pela Ditadura Militar precisaram de esclarecimentos, muito menos os tucanos são cobrados... por que somente os “cumpanheros” devem isso à população? Soa estranho um moralismo tão seletivo!
O recente episódio no bairro Paraisópolis, em São Paulo, deixou claro como interpretamos a Justiça. Os mortos no baile funk, pela ação irresponsável da PM, mereceram isso porque promovem desordem, orgia e consomem drogas, segundo parte da elite paulistana. Por isso apoiam o tal excludente de ilicitude, o popular “licença para matar” dado às polícias. Mas o próprio governador João Dória, ao ser eleito, disse que a partir de janeiro a polícia ia atirar para matar. Como descumprir uma ordem da maior autoridade civil do estado? Mas se isso fosse numa rave...


J R Ichihara
06/12/2019

 Comente este texto



Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: eUdN (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP sera enviado junto com a mensagem.