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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Representar um país não exige seriedade?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Se os de dentro não falam... Graças aos de fora vemos reação


Que a imagem do Brasil no exterior não é das melhores a maioria sabe, apesar de alguns acharem que a simples subserviência aos Estados Unidos é o suficiente. Os absurdos nas declarações públicas que ouvimos no dia a dia não satisfazem apenas os críticos internos, mas ultrapassam as fronteiras e chegam ao conhecimento do mundo. A velocidade da circulação das notícias permite que o tempo real esteja cada dia mais perto dos acontecimentos. Tudo que é divulgado alcança o mundo através de um simples aparelho de celular. Tem como fugir disso?
A fartura de inutilidades nas declarações e as imagens dos excessos da polícia contra os moradores das periferias nos colocam no degrau mais baixo quanto ao tratamento e respeito ao cidadão. Se o presidente Mito diz que no Brasil todo vagabundo só quer depender do governo e um governador se exibe com uma arma na mão sobrevoando uma favela... Qual é a mensagem que enviamos ao mundo? Talvez a ideia que seriedade esteja diretamente ligada às medidas punitivas, sem qualquer verificação dos motivos e busca de uma saída alternativa. Portanto...
Mas um governo que prega austeridade nos gastos públicos, elegendo os cortes nas verbas dos serviços essenciais, gastando um valor questionável no cartão corporativo tem tudo para atrair muita desconfiança quanto a seriedade. O exemplo não deveria vir de cima? Como a comunidade internacional entende as declarações de um presidente desmentindo as informações dadas por órgãos oficiais como IBGE e INPE? Será que os pretensos investidores estrangeiros confiam em alguém com este comportamento? Tem horas que não basta ocultar a realidade.
Felizmente os países desenvolvidos não chegaram ao patamar onde estão por causa da ingenuidade. Se a plateia local aplaude tudo que vem deste governo, os de foram questionam e apontam onde discordam das informações fornecidas como verdade. O IBGE informou que o PIB do terceiro trimestre cresceu 0,6% em relação aos anteriores, mais do que o esperado pelo mercado. O jornal inglês Financial Times questionou a informação e alertou sobre a desconfiança dos investidores. O IBGE anunciou que vai rever o resultado anunciado. Aplausos para quem?
Outra situação que deixou um representante brasileiro de saia justa aconteceu na última sexta-feira. A Embaixada da Alemanha no Brasil desmentiu que seu país aceitou alterar as regras do Fundo Amazônia para a conservação das florestas. A declaração havia sido dada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Como um representante do Alto Escalão do governo se envolve numa situação vexatória sem necessidade? O que o país ganha com isso? Qual a seriedade que isso agrega à imagem do Brasil? Mas o presidente, fã da iniciativa privada, vai tomar providências.
Diz-se que a imprensa, de um modo geral, é o Quarto Poder no Brasil. Ela elege presidente da República, o mantém no cargo e até tira quem não convergir com os seus interesses. Alguém duvida disso? Entra governo e sai governo e isso nunca mudou por aqui. Quando há um monopólio, então, o caso vira briga de poder entre o ocupante do cargo e os donos deste meio de comunicação. O fato é que poucos venceram um briga contra o poder de influência da mídia sobre a opinião pública em Terra Brasilis. Governar contra ela? Nem pensar! Recorre-se ao plano B.
No Dia Internacional do Voluntariado, o presidente Mito agradeceu aos seus ministros, com salários a partir de R$30 mil, que trabalham como voluntários, porque renunciam de seus momentos de lazer com a família, das suas férias, das funções que desempenhavam, das suas aposentadorias, de uma situação econômica confortável para integrar este governo. E pensar que trabalho voluntário era exercido sem remuneração, em entidades sem fins lucrativos. Mas o que a sua boa intenção não incluiu foram as pessoas que são voluntárias sem receber nada. Então...


J R Ichihara
09/12/2019

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