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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Ofensas para dar e vender
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Por que tanta passividade nas pessoas?


O servidor público que espera receber alguma mensagem de otimismo e respeito, por parte deste governo e sua selecionadíssima equipe, vê isso ficar cada dia mais distante da realidade. Alguém se lembra de alguma declaração exaltando o esforço e a dedicação dos milhares de funcionários que sequer recebem os salários em dia? Da mesma forma que toda pessoa ligada à área de pesquisa cientifica ou arte, os que são tratados como incentivadores da balbúrdia e de mamarem nas tetas do governo, via Lei Rouanet. Como ter apenas essa visão?
Não bastasse a forma depreciativa que o novo governo trata seus colaboradores, algumas declarações beiram o delírio pelo absurdo que carregam. Disse o ministro da Educação, o que falou que as Universidades Públicas cultivam maconha e produzem drogas nos laboratórios, que a sua Pasta promoveu a maior revolução nos últimos 20 anos. Esta afirmação caiu no vazio porque não se sustenta em nenhum dado oficial comparativo, portanto é somente o espelho de uma gestão que quer empurrar tudo “goela abaixo” dos desinformados. Como aceitar tanto absurdo?
Para não perder o fio da meada, o presidente Mito faz questão de desqualificar nosso ensino público superior, disse que “Entre as 200 melhores Universidades do mundo, tem alguma brasileira? Não tem! Isso é um vexame! O que se faz em muitas Universidades e Faculdades do Brasil, o que o estudante faz? Faz tudo, menos estudar”. Talvez ele e o seu iluminado ministro da Educação acreditem que a solução seja cortar os recursos e impor uma doutrina militar nas instituições públicas. Como não ficou claro se públicas ou privadas, o recado serviu para ambas.
Qualquer pessoa de raciocínio mediano vê que o governo da mudança usa dois pesos e duas medidas para o mesmo problema. Se há tanta preocupação com o cultivo de drogas nas Universidades, o que não foi comprovado pelas investigações dos órgãos competentes, como explicar que havia 39 quilos de cocaína num avião da comitiva presidencial, apreendidas na Espanha? Satisfaz apenas dizer que foi falta de sorte, de acordo com o competentíssimo responsável pela Segurança Institucional da Presidência da República? O velho rigor seletivo!
À parte apoiar ou criticar o novo governo, uma liberdade permitida pela Democracia, o cidadão não pode ficar do lado que viola a Lei, a moral e os bons costumes. O resto é briga de torcida de futebol. No dia que o brasileiro entender que todos devem obediência e explicações, não importando o cargo que ocupa ou a graduação acadêmica, veremos que a desigualdade tende a diminuir. Se curvar às vontades ilimitadas de grupos poderosos é um atalho para o autoritarismo, o aniquilamento dos direitos pessoais, o sepultamento do sonho com dias melhores para todos.
Infelizmente não podemos mudar o passado como querem alguns simpáticos da Ditadura Militar, assim como não temos bola de cristal para afirmar como será o futuro do país. Mas o presente serve exatamente para analisar os erros do passado e não os repetir no futuro. Pouco adianta tentar mudar a História porque nem todas as feridas abertas sararam completamente. Independentemente de ser contra ou a favor àquela época, por motivos estritamente pessoais, os poucos registros estão à disposição de quem quiser saber o que aconteceu. Torturas nunca mais?
Pouco adianta comemorar ou sofrer antecipadamente. A vida e o país têm de seguir em frente, gostem ou não os otimistas, os pessimistas e os realistas. Mas algumas declarações e atitudes do presidente Mito dão margens para preocupações. Disse ele que bota no “pau de arara” o ministro pego em corrupção. Isso era uma das formas de tortura do Regime Militar que ele idolatra. Puritanismo à parte, mas até o Papai Noel, que esteve na última sexta-feira no Palácio da Alvorada, fez o gesto de arminhas com as mãos. Se ainda não vivemos tempos nebulosos...


J R Ichihara
15/12/2019

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