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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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O inacreditável fim da mamata e as declarações infelizes
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quando o povo vai perceber o que estão fazendo?


Dentre muitas coisas erradas nos governos anteriores, uma das mais aguardadas era o fim da mamata anunciada pelo presidente Bolsonaro. Segundo a opinião da maioria da população, os penduricalhos e as mordomias oneram mais os cofres públicos que o pagamento das aposentadorias e pensões de quem contribuiu a vida inteira. Pois isso estava com os dias contados a partir de um governo sério e comprometido ao assumir o comando do país. Mas pelo que se vê, quantos ainda acreditam que o nosso Mito falou sério na época que fez esta declaração?
O dia a dia tem mostrado que os atingidos são os de sempre, ficando uma classe de servidores públicos imunes aos corretivos aplicados pelo novo gestor das despesas no Brasil. Acabar com as mordomias nos Três Poderes passa muito longe da tesoura do superministro Paulo Guedes. O objetivo dele é economizar R$ 1 trilhão em dez anos com a Reforma da Previdência, a mesma que ele implantou no Chile e levou os aposentados à situação de miséria. Mas aqui tem muito trabalhador que acredita cegamente que isso não acontecerá com os brasileiros.
Sem torcer contra o sucesso do país, mas exercendo o direito de questionar, qualquer crítico poderia elencar várias medidas que só atingem o trabalhador que não goza de privilégios, seja na iniciativa pública ou privada. Desonerar o patrão e taxar o desempregado é a única saída para aumentar a oferta de trabalho? A aprovação de trabalho aos domingos e feriados, sem ganho diferenciado por causa disso, deveria atingir todos os que atuam no serviço público, inclusive os parlamentares e juízes. Será que eles abririam mão de ganhos nas sessões extraordinárias?
A mídia divulgou sobre o aumento do Fundo Eleitoral e o tratamento diferenciado para os militares na Reforma da Previdência. Os noticiários mostraram alguma declaração do presidente Mito e do superministro da Economia, sobre esses absurdos? Como acreditar que o fim da mamata era para valer? Tampouco se falou sobre o fim das pensões vitalícias para as filhas solteiras dos militares. Oficialmente foi extinta em 2000, mas o Exército garante que serão pagas até 2060, ao custo sigiloso de R$ 5 bilhões. A tesoura é terrivelmente seletiva nos cortes de gastos. Então...
Infelizmente os que dependem de emprego e salário e apoiam incondicionalmente as medidas do novo governo vão ficar falando sozinhos. As condições de trabalho estão cada vez piores, os serviços públicos essenciais sofrem cortes de verbas significativas e a saída via educação como o único caminho para melhorar de vida será um privilégio dos ricos. Se ninguém vê que a desigualdade está aumentando assustadoramente, ou continua achando que isso é o velho discurso da esquerda preguiçosa, basta analisar quantos novos milionários surgiram.
Como o servidor público, que recebe o pagamento parcelado desde 2015, aceita a farra que os parlamentares e membros do Judiciário fazem com o dinheiro do povo? Por que não vemos manifestações contra isso? As imagens mostradas na França, contra as mudanças no sistema de pensões, nas greves não motivam o nosso povo? Os chilenos insatisfeitos protestando nas ruas não provocam vergonha na nossa passividade? Ou o medo das Forças Armadas é maior que a vontade de demonstrar a discordância com o método contra a mamata? Quem cala consente!
Justificando a não renovação do contrato do Ministério da Educação com a TV Escola, Bolsonaro disse “tem um monte de formado aqui em cima dessa filosofia aí, de um Paulo Freire da vida aí. Esse energúmeno aí. Ídolo da esquerda”. Talvez desconheça que Freire é o brasileiro com mais títulos de Doutor Honoris Causa de 41 Universidades, entre elas Harvard, Cambridge e Oxford. Ignora que ele revolucionou a alfabetização e suas obras são estudadas em vários países? Que tem uma escultura sua na Suécia e um centro de estudos na Finlândia com o seu nome?


J R Ichihara
18/12/2019

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