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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Proibido fazer perguntas?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quem preza a mãe deve pensar muito antes de perguntar ao Mito


A polidez do presidente Mito não tem limites. Quando perguntado sobre as investigações que envolvem o seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, ele respondeu "Você tem uma cara de homossexual terrível. Nem por isso eu te acuso de ser homossexual. Se bem que não é crime ser homossexual". O país e o mundo souberam disso. Sobre a comprovação do empréstimo de R$ 40 mil para o ex-assessor Queiroz, devolvido na conta da sua esposa Michele, a resposta foi mais ofensiva: "oh rapaz, pergunta para a tua mãe o comprovante que ela deu para o teu pai, tá certo?"
Provavelmente Bolsonaro não avalia o que fala e publica nas redes sociais, assim como alguns dos seus ministros. Dizem que os representantes de outros países evitam uma aproximação com ele por causa da forma grosseira e mal-educada que tem demonstrado. O que para os fãs incondicionais é muito positivo, aos olhos externos pode ser bastante negativo. Afinal, independentemente da indelicadeza da pergunta, a resposta poderia ser dada de forma diplomática. Quem exerce um cargo público sabe que está sujeito a isso. Ou ele é intocável?
Infelizmente os que esperavam que ele mudasse o estilo de comunicação verbal estavam enganados. Basta rever as entrevistas, antes de ser eleito presidente da República, suas opiniões sobre torturadores, milicianos, negros, índios, mulheres e homossexuais para comprovar que nada mudou nele. Chegou a dizer que é homofóbico com muito orgulho e que preferia ter um filho morto a um filho homossexual. Não bastassem essas características pessoais, o seu mentor intelectual, além de extremamente desbocado, prega que a Terra é plana e Einstein é insignificante. Então...
Mas nem esses absurdos impedem muitos de acreditarem que o rumo do país está em boas mãos. O problema é a forma como as notícias palacianas chegam à população. Por isso os números das pesquisas, segundo o Datafolha de 08/12/2019, mostram que 80% desconfiam das declarações de Bolsonaro. A reprovação chegou a 38% em 2 meses. Qual foi a reação dele? Desqualificar os resultados das pesquisas divulgadas. Ao ser questionado por jornalistas sobre os números ele respondeu: “Alguém acredita em Datafolha? Você acredita em Papai Noel?"
Sabe-se que uma pesquisa de opinião pública retrata um determinado momento, mas a periodicidade indica a tendência – aumento, queda ou estabilização – da avaliação das pessoas sobre o desempenho de uma administração. O avaliado não pode simplesmente ignorar o que a população está achando da sua gestão diante dos problemas que precisam ser resolvidos. Alegar que o Datafolha errou quando disse que Haddad o venceria nas eleições presidenciais, sem considerar outros fatores que influenciaram, pode aumentar a rejeição e diminuir a credibilidade.
O fato é que está cada vez mais contraindicado alguém fazer uma pergunta que envolva as denúncias e investigações sobre a família de Bolsonaro. Se a única forma dele mostrar transparência e imparcialidade na atuação do Poder Judiciário é agredindo quem questiona e exige explicações... a população só saberá aquilo que o presidente Mito quiser divulgar. Parece que ele entende que não deve satisfações a ninguém no exercício do cargo que ocupa. Felizmente ele reconheceu que é difícil ser presidente da República no Brasil. Ser oposição é bem mais fácil.
Com grosseria, crise econômica, investigações sobre corrupção e farra com a verba pública, a vida precisa seguir em frente. Nem toda melhora pode ser totalmente creditada a este governo, assim como nem todo agravamento da situação é por causa desta gestão. Mas o presidente da República não pode se colocar acima dos direitos dos cidadãos em saber como os recursos estão sendo usados. Da mesma forma que todos merecem respeito e não podem ser agredidos com ofensas verbais por questionamentos de interesse público. As mães agradecem.


J R Ichihara
21/12/2019

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