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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Início de ano turbulento
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Mais uma do justiceiro do mundo?


Mal a ressaca e as lembranças do fim de ano assentaram, o mundo soube do ataque aéreo próximo ao aeroporto de Bagdá, autorizado pelo presidente Donald Trump, dos Estados Unidos. O alvo era muito bem definido: o general Qasem Soleimani, o segundo homem mais poderoso do país. Surgiram várias razões para este assassinato, mas a opinião dominante é que ele foi eliminado para desarticular as alianças que costurava no Oriente Médio. Como saber? A resposta sobre este assassinato será “militar”, disse um conselheiro do aiatolá Ali Khamenei.
A declaração do presidente norte-americano sobre as consequências do ataque não revelaram nada diferente do costumeiro. Disse ele que tem 52 alvos na mira que serão atacados “muito rapidamente e de forma muito dura” se as pessoas ou propriedades americanas sofrerem ataques dos iranianos. Será porque os Estados Unidos usaram um drone para realizar o assassinato do general iraniano? Ou porque a vítima mereceu o castigo do justiceiro do planeta? À parte o poderio indiscutível do Tio Sam, a China e a Rússia criticaram a aventura hollywoodiana.
Curiosamente, o presidente iraniano Hassan Houani anunciou, em novembro de 2019, a descoberta de um grande campo de petróleo que aumentaria em 30% as reservas conhecidas do país. Portanto, muitos já associam o ataque tendo este fato como o principal objetivo dos EUA. O resto vem a rebolque, como já aconteceu em outros países da região. Justificar que as Embaixadas e as bases americanas foram atacadas no passado recente não convenceu a todos. A resposta poderia ser à altura e no tempo certo. Alguns pensam que foi uma simples intimidação.
O fato é que a retaliação, de parte a parte, acontecerá. Uma atitude que chamou a atenção dos brasileiros foi o apoio do nosso país ao ato dos Estados Unidos. Disse o nosso presidente, na TV Bandeirantes, no programa Brasil Urgente da última sexta-feira: "A nossa posição é se aliar a qualquer país do mundo no combate ao terrorismo. Nós sabemos o que, em grande parte, o Irã representa para os seus vizinhos e para o mundo". Tal declaração deixou alguns preocupados porque temem atos terroristas em solo pátrio. Havia necessidade de tomar partido neste caso?
Quem lembra de atos terroristas ocorridos na Europa no decorrer do ano passado tem razão para a preocupação. Nenhum dos países atingidos possuem base militar ou ocupam territórios no Oriente Médio, mas foram vítimas de ataques nos locais de grande concentração de pessoas. Por que? Talvez a forma de retaliação usada seja porque os atingidos não se pronunciaram contra as ações norte-americanas na região. Será que a posição do Brasil não atrairá operações semelhantes para cá? O que se ganha mexendo no vespeiro sem necessidade?
Voltando os holofotes para o ambiente doméstico, mais uma declaração do presidente Mito deixou alguns pensadores e formadores de opinião boquiabertos. Disse ele na costumeira aparição frente ao Palácio da Alvorada: "Os livros hoje em dia, como regra, é um montão, um amontoado... Muita coisa escrita, tem que suavizar aquilo". Como solução afirmou que a partir de 2021, os livros didáticos distribuídos às escolas terão a bandeira do Brasil na capa, hino nacional e um estilo mais "suave", pois, para ele, há "muita coisa escrita" nas publicações atuais. Aplausos?
Imagens sobre os incêndios na Austrália chocaram o mundo e serviram de argumento para criticar os defensores internacionais do meio ambiente. O fato em si é indiscutível porque o fogo é visível. A diferença está nas providências das autoridades e no envolvimento dos recursos disponíveis no combate ao desastre. Priorizar a busca de um culpado, sem qualquer iniciativa emergencial, é a pior atitude de um gestor em qualquer que seja a atividade do cargo que ocupa. Portanto, comparar situações diferentes passa longe de se tirar uma conclusão proveitosa.


J R Ichihara
06/01/2020

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