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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Evangelização, subsídios e cortes de despesas
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

As redes sociais como porta-voz do governo?


A cada notícia sobre as medidas de contenção de despesas deste governo surge um contrapeso beneficiando alguma atividade, via cofres públicos. Para compensar o sacrifício dos servidores da base da pirâmide, os que drenam os recursos do país, veio o aumento do pessoal do topo no Poder Judiciário e nas Forças Armadas. Os policiais que cuidam da segurança pública não merecem aumento de salários, mas o governo cria 515 cargos de confiança na Polícia Federal. Enquanto jorra dinheiro por um lado... O salário mínimo será reajustado abaixo da inflação.
Mas algumas notícias chocam pela incoerência devido ao momento de crise alegada pelo ou governo da austeridade. A mídia divulgou que o governo pretende subsidiar a energia elétrica fornecida para as Igrejas. Não basta que elas sejam isentas de tributos? Qual a justificativa para conceder este benefício? Por que escolas e hospitais públicos não gozam desses benefícios? Se o país é laico, conforme a Constituição Federal, fica difícil o cidadão, que paga horrores de impostos, aceitar um tratamento tão diferenciado para algumas atividades religiosas evangélicas.
Como argumentar que uma atividade religiosa que ostenta um templo suntuoso e arrecada muito dinheiro dos fiéis não pode pagar uma conta de luz? Uma rápida análise sobre as fortunas de alguns bispos e pastores serve para sinalizar que eles exploram a fé alheia para enriquecer? Ou será porque a bancada dos evangélicos se tornou tão poderosa que ninguém do meio político quer abrir mão deste apoio? A religião adquiriu tanta influência na política a ponto de surgir projeto de lei para descontar o dízimo e ofertas na folha de pagamento dos fiéis, mas o TST vetou.
O fato é que a evangelização do país chegou quase ao ponto da obrigatoriedade da pessoa se definir quanto à religião. Quem não decide de qual lado está é visto como uma pessoa sem princípios e comportamento dignos de conviver em sociedade. A curiosidade é que o presidente Mito postou uma imagem vestindo uma camisa escrita Jesus, na Marcha para Jesus, fazendo o gesto de arminha com as mãos. Os fãs incondicionais dele nada viram de anormal, mas a incoerência do gesto deixa dúvidas sobre o que ele considera que seja a fé cristã. Portanto...
Sobre a notícia do jornalista Guilherme Amado, o gasto de R$ 343,3 mil para trocar os pneus dos carros que atendem a frota palaciana, o Mito postou: "que notícia fantástica! Por isso cancelei TODAS as assinaturas de jornais e revistas da Presidência". A tréplica foi: "Por que noticiar compra de pneus para carros de luxo da Presidência da República é notícia? Porque é jogar luz do sol sobre as contas públicas de um governo que prega austeridade, corta da Educação, corta da Saúde. Isso é accountability, presidente. É jornalismo. É democracia".
Infelizmente a gestão atual não aceita questionamentos, críticas ou qualquer notícia que demonstre que as mudanças anunciadas com tanto fervor estão longe das comprovações. O que parece muito claro à população é que nenhum meio de comunicação pode divulgar notícias de interesse público. Se o presidente não aceita que o contribuinte saiba o valor dos gastos com o cartão corporativo... adianta posar usando caneta Bic ou comendo miojo? Qual transparência ele demonstra se há dúvidas no uso de verba pública nas cirurgias reparadoras da primeira-dama?
O que a população consciente percebe é que a austeridade, o combate à corrupção e o fim da mamata continua igual aos governos anteriores, largamente criticado pelo atual ocupante do cargo máximo do país. Blindar os filhos envolvidos em movimentação financeira suspeita é uma clara demonstração de que as mudanças não aconteceram. Como fã da iniciativa privada, já anunciou o lançamento do próximo filho na carreira política. Seria o famoso “faça o que eu digo, mas não o que eu faço”? No Brasil, disse ele, todo vagabundo gosta de depender do governo.


J R Ichihara
13/01/2020

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