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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Limites para o inaceitável: de quem seria esta atribuição?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O gestor imaculado para os fãs incondicionais


A população continua anestesiada contra as decisões inexplicáveis do Palácio do Planalto que chegam ao conhecimento público. Que as declarações do presidente Mito são carregadas de grosseria, agressões e outras indelicadezas rejeitadas por uma sociedade civilizada, a maioria já sabe. Mas quando a incoerência sequer oferece uma justificativa... o esperado seria a reação normal contra esta gota d’água. Que a poderosa caneta Bic está nas mãos do presidente da República ninguém discute, mas o que todos esperam é que haja bom senso ao usá-la.
Provavelmente o anúncio que seriam nomeados 7 mil militares da reserva para reduzir a fila de processos parados no INSS causou insatisfação entre os desempregados e concurseiros que aguardam o chamado para a efetivação. Será por isso que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, havia declarado anteriormente que “os concursos públicos selecionam pessoas da esquerda”. O caminho estava sendo pavimentado ou foi uma simples coincidência? Concorrer a um cargo público através de concurso não favorece quem é de direita, esquerda ou centro.
Curioso é que o próprio presidente declarou que no Brasil todo vagabundo quer depender do governo. Ele vive elogiando a forma de gestão da iniciativa privada, mas quando surge uma oportunidade de demonstrar isso... decide com o velho corporativismo do servidor público, especialmente da Alta Cúpula. Quais qualificações têm a maioria dos militares para exercer uma atividade que exige um conhecimento específico como a Previdência? Por que não chamou os aposentados do próprio INSS, seguramente mais qualificados para a tarefa? Vai entender!
No combate à corrupção, uma bandeira de luta que alçou o Mito ao cargo máximo do país, o atual governo tenta blindar os membros da sua equipe. Assim foi com Ônix Lorenzoni, Ricardo Salles, Paulo Guedes e do seu vice, agraciado com uma promoção estratosférica para o filho carreirista do Banco do Brasil. À parte desqualificar a mídia e os jornalistas, para ele uma espécie em extinção que deferia estar sob os cuidados do Ibama, veio à tona os labirintos que envolvem o seu responsável pela Secom, a Secretaria da Comunicação. Nada disso vem ao caso também?
Incomodou a indicação do filme “Democracia em vertigem”, da cineasta brasileira Petra Costa, para o Oscar 2020. O documentário aborda o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o golpe orquestrado pelo PSDB, caciques da mídia nacional, empresários e altos ocupantes de cargos no Judiciário, portanto uma narrativa de como tudo aconteceu. Mesmo sem sequer se dar ao trabalho de ver a fita, o presidente Mito já declarou que “é porcaria”. Da mesma forma reagiram os tucanos de alta plumagem. Se toda arte é manipulada pelos esquerdopatas...
O fato é que a cada dia o governo da mudança fica mais parecido com o que o brasileiro sempre viu no país. Favorecimentos, excesso de mordomias, uso do poder para obstruir a atuação da Justiça, fortalecimento do toma lá, dá cá... distanciamento visível dos interesses do povo. Sobram desqualificações sobre o empregado púbico ou privado, notadamente os de baixo salário, mas aflora o endeusamento dos empresários, militares de alta patente, magistrados e todo felizardo que faz parte da bolha que o Brasil rico financia através do sacrifício dos mais pobres.
Quem bateu palmas para o fim das mamatas concedidas aos meios de comunicação, empreiteiros e os que mamavam nas tetas do governo, através dos programas sociais das políticas públicas das gestões anteriores, precisa rever suas convicções. Os beneficiados apenas mudaram de preferência. Mostrar que havia fraude em alguma atividade, mas favorecendo quem estava fora do esquema, apenas redireciona o desvio. Denunciar gastos excessivos e praticar o mesmo com propaganda para melhorar a imagem é chover no molhado. Ameaçar com o pau de arara resolveu?


J R Ichihara
16/01/2020

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