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Poema
 
flor nua...
Por: Natalia

Olhei-me no rio
e o espelho das águas
deu-me uma imagem tão pura
que ao rosto veio lágrima magoada
senti por mim uma enorme ternura.
Meu corpo é bagagem triste
que carrego até à última morada,
vestido da dor que o tortura
e insiste, até que seja pó
e esteja em mim a morte ancorada.

Na madrugada senti-me flor nua
sem preconceito
flor bela e frágil
como um amor perfeito
e, este corpo que julguei
para sempre infinito
não o ouço nem o sinto!
Onde está? Onde o deixei?
Os movimentos reflectidos
na água do rio
fazem-me crer que estou viva,
mas meus sentidos
o que dirão entre si?
- Temo-la cativa!
Sinto nos ossos a morte,
talvez ela seja apenas um rio,
um espelho onde me olho
neste tempo velho
onde com sorte
as mãos do tempo segurem
ainda minhas raízes,
aqui onde estou, onde sou,
na esperança de dias felizes...

natalia nuno

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