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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Exclusão em alta em Terra Brasilis
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O estilo sargentão funciona na vida civil?


Quem se dá ao trabalho de analisar e acompanhar as declarações e as medidas deste governo percebe claramente a intenção de privatizar tudo e aumentar a exclusão de milhões de brasileiros. Como entender o discurso do ministro Paulo Guedes, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que a degradação do meio ambiente é causada pelos pobres? Quem desconhece que os crimes ambientais de Brumadinho e Mariana, ambos provocados pela privatizada Vale, uma grande empresa de mineração, só vitimou os pobres das regiões?
Mas os fãs incondicionais do Mito e da sua gestão perderam a noção de analisar a realidade com racionalidade. Alguém desconhecia que este governo viria para privatizar tudo que atende os mais necessitados, escravizar os trabalhadores, inviabilizar escolas e hospitais públicos e avançar sobre áreas de preservação ambiental. Isso foi amplamente vendido como a salvação da economia por causa dos investimentos que trariam a geração de empregos e renda. Por que os servidores agora querem fazer greve contra as privatizações? O que melhorou para eles?
Os estudos e as pesquisas mostram que a graduação acadêmica incide diretamente nos salários dos trabalhadores no Brasil. Quanto mais qualificação de nível superior, maior o salário. Isso é fato e independe do que acha o presidente, que defende que pobre deve aprender a consertar geladeira e fogão, ser encanador e outros porque tem muitas pessoas com diploma de curso superior desempregado. Ou seja, a Universidade é uma exclusividade dos ricos. Talvez ele não saiba que somente investimentos geram emprego e renda. Senão... Rumo à uberização!
Infelizmente o povo continua anestesiado por causa das frases de efeito que ecoam do Planalto Central. Quando a mídia cita a fuga de dólares do país, a precarização do trabalho e as denúncias de envolvimento na corrupção dos membros deste governo, a resposta vira uma questão pessoal. O Mito brada que é tudo mentira, que os jornalistas são um espécie em extinção, que por isso cancelou todas as assinaturas de jornais e revistas da presidência – enfim, que o único certo é ele. Quem quiser preservar a mãe não faça pergunta embaraçosa para ele.
Curiosamente as boas notícias divulgadas por este governo e aplaudidas pelos apoiadores não fazem as devidas comparações para mostrar os benefícios gerados pela Reforma Trabalhista. A comemoração que os 664 mil empregos criados com carteira assinada é o maior dos últimos 6 anos pode parecer uma façanha, mas está muito quem dos 1,117 milhão registrados em 2013, época da gestão petista. Sem contar que naquela época havia a ultrapassada CLT. Em termos comparativos, isso é cerca de metade da marca dos incompetentes antecessores. Mas...
A esperança de dias melhores, entretanto, não sai da cabeça do brasileiro. De nada adianta criticar as agressões desnecessárias feitas pelo presidente. Talvez porque circulou há algum tempo, nas redes sociais, que ele foi o enviado por Deus para salvar o país do caos que os antecessores conseguiram implantar. Daí a responsabilidade no uso da poderosa caneta Bic quando escolher os seus assessores para fazer as mudanças necessárias na bagunça que deixaram para ele. Reduzir ministérios, cortar gastos, acabar com a mamata – tarefa hercúlea.
Governar sob um regime democrático, entretanto, tem lá suas limitações. Mesmo sendo o dono da Bic e achar que pode fazer o que quiser, o presidente da República deve obediência e respeito às instituições, assim como aos cidadãos. Custa acreditar que o caminho para a eficiência nas repartições públicas depende somente da desqualificação que ele faz dos seus servidores. Para quem usa a mídia tradicional e as redes sociais para criticar livremente, mas não aceita nada democraticamente, a nossa instituição Presidência está pessimamente representada. Portanto...


J R Ichihara
25/01/2020

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