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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Garras claramente expostas?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O perigo de acordar e ver que não era sonho, mas pesadelo


Depois da tentativa da Secretaria de Educação de Rondônia impedir a leitura de 43 livros, recolhendo-os da rede estadual, por achar que são “inadequados” para as crianças e adolescentes, não restam dúvidas sobre a intenção deste governo no ensino público. A ideia só não se concretizou porque o jornal Folha de São Paulo publicou uma matéria sobre o assunto. O governador não se pronunciou sobre o assunto, mas o secretário de Educação do Estado disse que se tratou de um fake news e que não tinha conhecimento desta medida. Essa imprensa...
Quando se compara isso à queima de livros pelo regime nazista, segundo os registros históricos, além de outras agressões declaradas na forma de ódio a algumas pessoas, rapidamente vem o temor do que querem implantar neste país. Entre algumas obras proibidas constam Macunaíma (Mário de Andrade), Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis), Os Sertões (Euclides da Cunha), O Castelo (Franz Kafka) e o Melhor de Caio Fernando de Abreu (Caio Fernando de Abreu). Haveria algum perigo mortal se alguém lesse esses livros?
Mas o novo regime que pretendem implantar no Brasil atua em várias frentes. Que a Educação será um privilégio de uma minoria todos sabemos, pelas declarações do atual ministro da Pasta. Da mesma forma que o servidor público agora é rotulado de “parasita” pelo chefe da área econômica. Não esquecendo que o índio, além de não merecer um centímetro de terra, apesar de estar virando gente, agora verá as mineradoras e o agronegócio entrar nos seus domínios sem pedir licença – o Mito já autorizou isso. Já os aidéticos... Quem mandou fazer sexo?
O novo ataque aos excessivos direitos trabalhistas é o décimo terceiro salário. Desde a campanha eleitoral que este “absurdo” figurava entre os impedimentos na geração de empregos pela iniciativa privada. O atual vice-presidente, o general Hamilton Mourão, chegou a usar o termo “jabuticaba” para este pagamento. Ele também criticou o adicional de férias que os trabalhadores recebem. Ou seja, a maioria colocou no comando do país as pessoas que, declaradamente, são contra todos os benefícios adquiridos pelos empregados ao longo do tempo. O choro é livre?
Infelizmente os atuais governantes querem até mudar a História do país, reescrever de forma aceitável as barbaridades cometidas pelo Regime Militar. Talvez acreditem piamente que o nosso povo tem a memória curta, esquece rápido, mudando de opinião facilmente se alguém com boa oratória ou escrita impecável dourar a pílula apresentada. Qual ambiente seria mais adequado para doutrinar os corações e mentes das crianças e adolescentes? Será que a militarização das escolas estão alinhadas com esta ideia? A semelhança com outros acontecimentos assusta.
Nossa sorte é que o autoproclamado melhor ministro da Educação dos últimos 20 anos, o que deu um show de competência no último Enem, já leu Franz Kafka, apesar de ter abrasileirado o nome do autor para Kafta, uma iguaria árabe. Constam na avaliação dele no concurso para professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), sem nenhum concorrente à vaga, os termos “vago”, “confuso” e sem “linearidade no discurso”. Mas o que chama a atenção foi que ele passou com a nota mínima, o chamado “raspando” no linguajar estudantil. Melhor impossível?
Duvidar que o Mito está nos levando ao topo do mundo? Se todo o futuro do país depender da Educação e da Economia, o nosso presidente escolheu a dedo, com critérios essencialmente técnicos, os ocupantes dessas Pastas. O momento só não é adequado para os “parasitas” do serviço público e os estudantes leitores de obras escritas pelos “esquerdopatas” que lutam contra o que vem dando certo. A ideia de acabar com o foco do viés ideológico só não é perceptível para quem acha maravilhoso concordar com tudo facilmente. Sonho ou pesadelo?


J R Ichihara
09/02/2013

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