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Vibrações Ruins ao Chegar à Terra
Por: Valdir Pedrosa

VIBRAÇÕES RUINS AO CHEGAR À TERRA

“Reparem as sombras que nos rodeiam, identifiquem a mudança geral. Infelizmente, as emissões vibratórias da Humanidade encarnada são de natureza bastante inferior, em nos referindo à maioria das criaturas terrestres, e estas regiões estão repletas de resíduos escuros, de matéria mental dos encarnados e desencarnados de baixa condição. Atravessaremos grandes zonas, não propriamente tenebrosas, mas muito obscuras ao nosso olhar. Daqui a duas horas, porém, encontraremos sinais da luz solar.”[1]

Aniceto, André Luiz e Vicente não utilizaram a estrada comum que liga a colônia Nosso Lar à Terra. Sempre objetivando melhor aprendizado de seus pupilos, o mentor escolheu outro caminho, com grandes dificuldades para ser percorrido. A principal delas era a existência de vibrações inferiores por parte dos encarnados, embora se deparassem também com monstros indescritíveis que fugiam ante a aproximação dos três, buscando refúgio no fundo da paisagem sombria e triste.

Façamos uma comparação grosseira apenas para termos noção do que os amigos sentiram naquele momento. Imagine que estamos no campo, um local arborizado e sereno, com clima agradável e ar puro que nos permite ver e ouvir tudo o que a natureza oferece: vegetação, animais, céu, Sol, etc. Entretanto, precisamos comparecer a uma grande fábrica localizada em movimentado centro urbano e que utiliza inúmeros produtos químicos nas suas atividades. Durante o trajeto, aos nos aproximarmos cada vez mais, sentiremos forte impacto causado pela brusca mudança de ambiente. Assim, seremos alvejados por uma atmosfera nauseante e carregada, que prejudicará visão e olfato, gerando desconforto, olhos lacrimejantes, dificuldade para respirar, dores de cabeça, dentre outras sensações extremamente desagradáveis. Teria sido mais ou menos isso que o trio sentiu ao se aproximar da Terra. Por consequência podemos imaginar o quanto é meritório o trabalho de Espíritos abnegados que deixam as esferas superiores e se dirigem ao plano repulsivo e hostil em que vivemos, tendo como objetivo nos auxiliar em nossas dificuldades. Para percorrer esses caminhos é necessário muito bom ânimo e algumas disposições especiais, como no caso de André e seus companheiros.

Depois de empreenderem longa caminhada, começaram a vislumbrar a luz do Sol e, um pouco mais adiante “surgia a Terra, (...) como paisagem além, a interpenetrar-se nas extensas regiões espirituais.” Aniceto se alegrou e informou: “Entramos na zona de influenciação direta da Crosta. Poderemos, doravante, praticar a volitação, utilizando nossos conhecimentos de transformação da força centrípeta. A luz que nos banha resulta do contato magnético entre a energia positiva do Sol e a força negativa da massa planetária. Prossigamos. Não tardaremos a entrar no Rio de Janeiro.”[1]

É interessante notar que no plano astral, próximo ao planeta, o ambiente é péssimo em função das energias mentais nocivas e densas oriundas dos encarnados. Porém, para podermos viver na crosta terrestre, a Providência Divina se utiliza das emanações energéticas do Sol e da força telúrica do orbe para que assim a atmosfera passe por um processo de assepsia, de tal maneira que as pessoas sofram o menos possível os terríveis efeitos de seus próprios pensamentos.

André questionou sobre como localizariam o caminho para a cidade do Rio de Janeiro. Segundo Aniceto uma bússola ajudaria, contudo eles deveriam se orientar utilizando a energia do próprio pensamento. E dessa maneira, um pouco mais tarde, se aproximaram exaustos das ruas próximas a baía da Guanabara. Foi quando o mentor os convidou a se abeirarem do mar a fim de praticarem exercícios respiratórios. Tal fato chama-nos a atenção para algo que não é novidade para muita gente: o aspecto revigorante, salutar, relaxante e até mesmo terapêutico que o mar proporciona.

Não obstante, o amigo espiritual constata que “indiferentes à nossa presença, os transeuntes passavam apressados, de mente chumbada aos problemas de ordem material.”[1] Isso nos faz pensar: quantas maravilhas, quantas oportunidades de evolução desperdiçamos diariamente por estarmos desconectados com as forças superiores da vida? Reparem que, não são poucos os dias em que só olhamos para baixo, mantendo a cabeça atolada em atribulações do mundo físico. Mudaríamos inúmeras coisas para melhor se levantássemos os olhos para o Mais Alto e, em silêncio, buscássemos no recurso da oração o contato com os Espíritos superiores.

[1] Os Mensageiros – Pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 33 (A caminho da crosta).

Valdir Pedrosa – Setembro/2017

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