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Coronavirus
 
Onda feroz e mortífera
Por: Marlene Nascimento

Desde o início, quando Covid-19 principiou a atravessar fronteiras, eu jamais duvidei que a onda feroz e mortífera nos alcançaria. Serão dias extremamente difíceis, tristes, dolorosos demais. Os óbitos se multiplicarão a cada dia.

Certos idosos são teimosos, turrões. Ontem a feira (que deveria ter sido proibida) na rua onde uma amiga mora estava cheia. Vendedores gritando, espargindo gotículas bucais nas frutas, verduras e legumes. E idosos passeando na feira, alguns com mais de 80 anos. Quando eu fui tomar vacina na segunda-feira duas idosas, aparentando ter mais de 70 anos, ao serem chamadas para a fila falaram que não iam tomar a vacina de jeito nenhum, que estavam ali apenas para pegar medicação.

A enfermagem, que deveria estar devidamente paramentada, quando não está sem máscara, está sem touca, ou sem luvas. Pelas imagens na televisão observei que esse é um fenômeno que se repete em todos os países. Tal conduta justifica o acréscimo de número de óbitos desses profissionais em países em que a pandemia está no ápice.

Repórteres nas rua denunciando irregularidades em mercados, farmácias e padarias, usam o microfone e o passam e repassam para a pessoa entrevistada. Isso cercado de pessoas muito próximas que não usam máscaras. Um casal de namorados estava aos beijos e abraços na frente da minha casa quando eu jogava água com cândida na calçada. A moça entrou e ele se foi na rua vazia. Uma vez que não se sabe quem está infectado e quem está infectando quem...

Pela televisão tomamos conhecimento de alguns poucos restaurantes abertos, fazendo tudo certinho, delineando círculos de distância, orientando a clientela para o uso de luvas e, os clientes sem máscaras expelindo saliva nos alimentos do buffet. Além dos cozinheiros, claro, que não sabemos como estão se comportando.

Deveras, o número de óbitos vai nos aterrorizar. É uma série de irregularidades, de comportamento negligente, de absoluta falta de consciência, que se eu fosse enumerar tudo o texto se alongaria.

Claro que nem todos os pacientes em estado grave irão a óbito e reagirão satisfatoriamente, graças à imunidade apresentada. Quanto ao medicamento cloroquina, ele representa uma esperança, mas ainda está em fase experimental. Atente-se que milhares de óbitos continuam acontecendo no mundo e a doença não tem cura. Não temos vacina que nos salve dela. Apenas o enclausuramento social pode minimizar o número de infectados e os óbitos, apesar dos que negam isso.

Deveras, minha gente bonita, a onda feroz e mortífera vem aí. É tudo sombrio demais? Sim. A bonança virá? Sim, virá. Após a morte de milhares. Como num filme de ficção, estamos em guerra contra seres invisíveis que estão por toda parte. Armemo-nos contra eles. Quintupliquem os cuidados de prevenção e proteção, por favor!

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