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Magda Maria de Oliveira
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Retas e Quinas
Por: Magda Maria de Oliveira

As partidas mais longas acontecem em frações de segundos
Elas cabem dentro do segundo
São partidas que acontecem dentro da gente
Subitamente!
Ausências de nós mesmos…
Já parti muitas vezes
De algumas delas voltei e de outras não!
Das que voltei me restam lembranças e alguns aprendizados
Mas, as que me cativam ainda me ferem ferozmente
Voltar dessas partidas são superações e não sei fazê-las
Quando me ausento de mim tenho um significado de medo ou pânico
Muitas coisas me causam medo e pânico
Algo que surge e leva minha coragem, minha reação
Me prende de decisão
Me rechaça de razão
Me geram dúvidas e desconfianças
Um branco cobre minhas cores da ilusão de que sei me defender
Eu não sei!
De uma dessas partidas eu não retornei
E as curvas por onde andei me assustam
Eu nunca quis olhar depois das quinas
Gostaria que fossem retas com uma bandeirinha de final feliz
Tudo me assusta nessa partida
Acordo de muitos sonhos e em nenhum deles vejo a volta se concretizar
Talvez a volta já tenha acontecido pelas evidências
Mas o medo das quinas não me deixa ver
Mesmo porque depois delas já vi muito pavor
Preciso me defender!
Defesa é fuga!
Fugir é a escolha?
Encarar o medo é o certo?
Quem sabe dizer é quem não pensa muito nessas questões.
Quem não pensa muito em suas próprias partidas não vivencia o medo de não conseguir retornar delas
Não se prende ao pavor das expectativas
Apaga da memória os planos de fuga ou resistência e elabora a vingança
Vingança é algo ruim
Mas, quando se pretende voltar das próprias ausências
É um alívio repentino
Acho que o nome disso é resiliência
Ainda não voltei de uma partida e outra me sobreveio
Parti de novo pra mais longe desta vez
Pois como não voltei de uma partida dobrei o caminho da outra
A estrada vai se multiplicando…
Estrada das perdas, adoecimentos, desilusões, ingratidão
Acho que eu poderia tentar enxergar as quinas como incertezas e as retas como ilusões
Assim perceberei que voltar
De um jeito ou de outro…
Me cura!

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