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Artigo
 
Desejos os Chamam, Pensamentos os Atraem
Por: Valdir Pedrosa

DESEJOS OS CHAMAM, PENSAMENTOS OS ATRAEM

Antes de partirem com Aniceto rumo ao plano físico visando realização de tarefas e aquisição de conhecimentos, André Luiz e Vicente receberam auxílio magnético para ampliarem suas capacidades visuais. Por isso, ao chegarem à Terra se depararam com cenas assustadoras, as quais não haviam presenciado em excursões anteriores ao círculo carnal. Disse André: “Entre dezoito e dezenove horas, atingimos uma casa singela de bairro modesto. No longo percurso, através de ruas movimentadas, surpreendia-me, sobremaneira, por se me depararem quadros totalmente novos. Identificava, agora, a presença de muitos desencarnados de ordem inferior, seguindo os passos de transeuntes vários, ou colados a eles, em abraço singular. Muitos dependuravam-se a veículos, contemplavam-nos outros, das sacadas distantes. Alguns, em grupos, vagavam pelas ruas, formando verdadeiras nuvens escuras que houvessem baixado repentinamente ao solo. (...) As sombras sucediam-se umas às outras e posso assegurar que o número de entidades inferiores, invisíveis ao homem comum, não era menor, nas ruas, ao de pessoas encarnadas, em contínuo vaivém. Não havia, ali, a serenidade dos ambientes de “Nosso Lar”, nem a calma relativa do Posto de Socorro de Campo da Paz. (...) Tinha a impressão nítida de havermos mergulhado num oceano de vibrações muito diferentes, onde respirávamos com certa dificuldade.”[1]

De fato trata-se de uma situação terrível. Já imaginaram a quantidade enorme de desencarnados que convivem conosco diariamente? Como ainda somos um tanto quanto atrasados no aspecto moral, vivendo até o momento em um planeta de provas e expiações, podemos deduzir que a maioria dos Espíritos que pululam conosco no dia a dia é formada por seres que também se mantém atrelados à retaguarda evolutiva. São irmãos inferiores que só se aproximam de nós porque permitimos, porque damos guarida e abrimos para eles as portas de nossa casa mental, franqueando-lhes livre acesso ao nosso mundo interior.

Um velho adágio popular diz: “Diga-me com quem tu andas que eu direi quem tu és.” Entretanto, com os ensinamentos do Espiritismo podemos atualizá-lo da seguinte forma: Diga-me a natureza de teus desejos e pensamentos e eu te direi a natureza das tuas companhias espirituais.

Os guias da humanidade disseram a Allan Kardec que o homem tem totais condições de se livrar da influência dos Espíritos inferiores que tentam arrastá-lo para o mal, tendo em vista que “(...) tais Espíritos só se apegam aos que, pelos seus desejos, os chamam, ou aos que, pelos seus pensamentos, os atraem.”[2] Porém, essas entidades infelizes não renunciam totalmente às suas tentativas, pois ficam à espreita, em uma espécie de tocaia, aguardando um momento de invigilância do encarnado para retornarem com toda força.[3] Não obstante, é imperioso ressaltar que o meio definitivo para neutralizarmos essas influências nocivas é sempre praticar o bem em todas as oportunidades que nos forem concedidas e colocar toda a nossa fé e confiança em Deus.[4] São condições imprescindíveis para nos afastar dos maus Espíritos e, consequentemente, nos colocar em contato mais direto com os bons.

Percebam que a escolha é sempre nossa. Temos o poder de atrair para junto de nós tanto os maus quanto os bons Espíritos. Tudo depende da nossa sintonia e da nossa afinidade. Por isso, quando percebermos que nossos pensamentos, desejos e sentimentos não estão condizentes com as lições do Cristo, é imprescindível buscarmos o socorro da prece, rogando a Deus e a Jesus o amparo da Espiritualidade Superior, a fim de nos livrarmos das más influências. No entanto, é necessário também nos esforçarmos diariamente na prática do bem em todas as oportunidades possíveis.

Não obstante as dificuldades enfrentadas por André e Vicente na crosta terrestre, Aniceto esclareceu que, com o passar do tempo, seus poderes de resistência seriam ampliados, o que minimizaria os efeitos das sensações penosas que experimentavam. O instrutor, contudo, recomendava aos alunos bom ânimo e fortaleza mental ante todo e qualquer quadro menos agradável com o qual se deparassem. Com sua vasta experiência, explicava aos pupilos que a eficiência do auxílio a quem quer que seja, depende muito de uma persistente educação, uma vez que não é possível ajudar alguém prendendo-nos a fraquezas de qualquer tipo. E aqui nos lembramos de Kardec, que nos ensinou que “a educação é o conjunto de hábitos adquiridos”[5]. Isso quer dizer que precisamos renovar os nossos hábitos e nos reeducar. Assim estaremos próximos dos bons Espíritos e em condições de sermos instrumentos úteis em suas abnegadas e luminosas mãos. Seremos, enfim, parceiros de Jesus!

[1] Os Mensageiros – Pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 34 (Oficina de Nosso Lar).
[2] O Livros dos Espíritos – Allan Kardec – 2ª parte (Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos) – capítulo 9 (Da intervenção dos Espíritos no mundo corporal) – questão 467.
[3] O Livros dos Espíritos – Allan Kardec – 2ª parte (Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos) – capítulo 9 (Da intervenção dos Espíritos no mundo corporal) – questão 468.
[4] O Livros dos Espíritos – Allan Kardec – 2ª parte (Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos) – capítulo 9 (Da intervenção dos Espíritos no mundo corporal) – questão 469.
[5] O Livros dos Espíritos – Allan Kardec – 3ª parte (Das leis morais) – capítulo 3 (Da lei do trabalho) – comentário de Kardec à questão 685-a.

Valdir Pedrosa – Outubro/2017

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