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Magda Maria de Oliveira
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Infantil
 
Alice, Que Não Conhecia O País Das Maravilhas
Por: Magda Maria de Oliveira

Era uma vez Alice, uma menina que não conhecia o país das maravilhas, a não ser pelos livros guardados na lembrança, mas arrotava palavrões por onde passava na sua vizinhança.

Tudo que comia virava palavrão e a mãe de Alice não sabia mais o que fazia logo que a menina terminava o seu feijão. Era sempre tudo igual, todo dia comia e arrotava um palavrão, era mingau, era pão, era torta ou macarrão, suco ou pavê, abacate ou doce de leite. Cada um mais abelhudo e com a cara do freguês, era um ou eram dois por vez.

Alice já nem ligava mais, mas as carolas da igreja e os amigos da escola estavam cada vez mais chateados e com a cabeça cheia de caraminholas. Todos tinham medo de chegar perto dela, então se afastavam e sorriam com a boca amarela.

Coitada da menina, pois não sabia o que era aquilo, mas que não era de propósito. Então teve uma ideia; acabava de comer e fingia ter dormido e com isso o palavrão não seria mais temido.

Um dia disparou! Tomou água com gás e soltou seis palavrões, todos para o mesmo rapaz, o balconista da lanchonete que engoliu o chiclete. Nunca foi tão xingado e como não sabia do problema foi parar no delegado, que logo explicou sobre aquele dilema.

Alice ficou muito envergonhada e como o tempo passava e nada mudava resolveu parar de comer pra mais nada acontecer. De tão magra que ficou sua mãe a internou e no hospital tomava soro para não adoecer.

Imaginem só! Quanto mais soro tomava, mais palavrões arrotava. Foi então que um médico resolveu tirar umas radiografias da menina e dela se compadeceu.

Muito distraída havia engolido um brinco de ouro, que agarrou no fim da goela e toda vez que ela arrotava, passava antes pela peça, que de tão nobre que era, resolveu por vontade própria que do luxo se livraria e toda vez que Alice arrotasse falaria o que ele jamais poderia!

O médico não conseguiu retirar o brinco de tão preso que era, mas mudou a situação colocando-o em outra posição. Assim, ao invés de palavrões a menina mexia as duas orelhas quando comia.

Contudo Alice aprendeu uma nova lição, que xingar não seria a melhor maneira de discordar , mas para sempre seria verdadeira, mantendo a boa educação.

Voltou para a escola já mais fortinha, contou aos colegas o que havia acontecido e todos gostaram de como Alice abriu o seu coração! A partir daquele dia cada um contou uma história vivida e se tornaram mais companheiros em qualquer situação!

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