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Artigo
 
Oficina de Trabalho Espiritual
Por: Valdir Pedrosa

OFICINA DE TRABALHO ESPIRITUAL

“Aquela residência de aspecto tão humilde, que alcançávamos, agora, proporcionava-me cariciosa impressão de conforto. Estava lindamente iluminada por clarões espirituais, que recordavam precisamente nossa cidade tão distante. Fundamente surpreendido, reparei que o nosso orientador se detivera. Notando a nossa admiração, Aniceto indicou a casa pobre, e falou: - Teremos aqui o nosso refúgio. É uma oficina que representa Nosso Lar”.[1]

Aniceto, André Luiz e Vicente se aproximaram do jardim que circulava construção muito simples, na qual Espíritos amigos os saudaram com alegria. Quem poderia imaginar que aquela casa pequenina e desprovida de recursos luxuosos era, na verdade, uma grande oficina de trabalho espiritual? A residência pertencia ao casal Isabel e Isidoro, sendo que este os recebeu com carinhoso abraço, explicando que a casa pertencia a todos os cooperadores fiéis do serviço cristão. O detalhe é que ele era desencarnado e ela ainda vivia lutas regeneradoras na crosta terrestre. André até estranhou, porque era a primeira vez que ele via uma entidade espiritual com tão segura chefia de uma casa no plano físico.

A claridade espiritual dominava toda a moradia. O singelo recinto estava repleto de entidades evoluídas em edificantes conversações. Adentrando o modesto ambiente, André observou a existência de “alguns móveis singelos, velhos quadros a óleo nas paredes alvas, velha máquina de costura movimentada por uma jovem aparentando dezesseis anos, um rapazote de doze anos presumíveis, atento a cadernetas de exercício escolar, três crianças de nove, sete e cinco anos aproximadamente, e, como figura central do grupo doméstico, uma senhora de quarenta anos, mais ou menos, tricoteando uma blusa.”[1] Surpreendido, percebeu que uma luz incessante irradiava-se da fronte, do tórax, dos olhos e das mãos dessa senhora, que Aniceto revelou ser Isabel, viúva de Isidoro, leal servidora nas atividades da fé e portadora “de grande vidência psíquica, mas os benfeitores que nos orientam os esforços recomendam não se lhe permita a visão total do que se passa em torno de suas faculdades mediúnicas. O conhecimento exato da paisagem espiritual, em que vive, talvez lhe prejudicasse a tranquilidade. Isabel, portanto, apenas pode ver, mais ou menos, a vigésima parte dos serviços espirituais em que colabora, de modo direto...”[1]

Aniceto explicou aos pupilos que eles estavam em uma oficina da colônia Nosso Lar, edificada graças ao heroísmo e à fé do casal amigo, tarefa esta iniciada havia mais de quarenta anos, quando partiram para reencarnarem na Terra. Salientou que ambos estavam vencendo, com galhardia, provas muito árduas, além de manterem com coragem seus compromissos na seara do Cristo. Há três anos Isidoro retornara à esfera espiritual, porém, em virtude do altruísmo de Isabel e dos vínculos de verdadeiro amor, o casal continuava estreitamente unido. Em função desta situação incomum, autoridades da colônia deram a Isidoro permissão para continuar em sua antiga moradia física atuando “como esposo amigo, pai devotado, sentinela vigilante e trabalhador fiel.”[1]

Finalizando a explicação, Aniceto asseverou: “(...) A edificação espiritual pede esforço e dedicação. Assim como os navios do mundo necessitam de âncoras firmes para atenderem eficientemente à sua tarefa nos portos, também nós precisamos de irmãos corajosos e abnegados que façam o papel de âncoras entre as criaturas encarnadas, a fim de que, por elas, possam os grandes benfeitores da Espiritualidade Superior se fazerem sentir entre os homens ainda animalizados, ignorantes e infelizes.”[1]

Diante do que André Luiz nos apresentou nesse capítulo, destacamos o comprometimento do casal Isidoro e Isabel com o Evangelho de Jesus. Enquanto estavam juntos no mundo carnal, vivenciando um verdadeiro casamento espiritual, construíram não apenas uma residência simples e humilde. Fizeram muito mais do que isso. Erigiram um ponto de luz da Espiritualidade Superior aqui na Terra. Transformaram o lar em oficina de trabalho, se alimentando das lições do Cristo e exemplificando-as junto aos filhos e vizinhos. Nem por isso deixaram de enfrentar as dificuldades de ordem material. Mesmo com o desencarne de Isidoro, Isabel continuou firme no propósito cristão, educando no amor evangélico as almas que lhe foram conduzidas pela reencarnação. Não obstante, o marido obteve, por mérito, o direito de continuar junto à sua família terrena, sendo o apoio espiritual de sua querida e abnegada esposa. Eis aí, para todos nós, um grande exemplo de conduta cristã que André nos presenteia. Oxalá tivéssemos mais Isidoros, mais Isabelas e mais lares como o deles!

[1] Os Mensageiros – Pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 34 (Oficina de Nosso Lar).

Valdir Pedrosa – Novembro/2017

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