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Escritor e Músico ADhemyr Fortunatto
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Resenha
 
GABI ANGELOTTI FALA SOBRE MEU LIVRO
Por: Escritor e Músico ADhemyr Fortunatto



• Gabriela Angelotti
• https://www.gabiangelotti.com/post/resenha-ser-feliz-com-quem-quiser?fbclid=IwAR18A0ctg2Q0pg988_neOhUM3mltW-WPi64IxKpj85gDoSXoaapy5nxlD5c


Resenha: “Ser feliz com quem quiser”
Livro: Ser feliz com quem quiser
Autor: Adhemyr Fortunatto
Publicação: 2019
Páginas: 180
DISPONÍVEL (IMPRESSO) EM: www.editorapenalux.com.br/loja
Para ler e lembrar: “A vida é assim: um tudo e um nada; a existência, que logo mais deixa de existir, mesmo existindo. Deixa de existir para existir”
Para ouvir e relacionar: Tempo - Anna Bueno + ZAZ - Si jamais j'oublie
Nota: 5 / 5


Antes de começar a resenha desse livro, tenho algumas perguntas: você é realmente feliz? Do que você precisa para ser feliz? A felicidade está em “ser” ou em “ter”? Você está feliz com quem você escolheu como parceiro (a)? Você realmente precisa de alguém para ser feliz? É, sempre associamos a palavra felicidade como sinônimo de sucesso financeiro, de ter uma aparência invejável, de ter aquela casa ou aquele carro dos sonhos e de ser amado pelas pessoas que consideramos essenciais nas nossas vidas. Dessa forma, as pessoas esperam "ter" para "ser". Contudo, sabemos que existem pessoas com excelentes condição financeiras, mas que se sentem infelizes. Existem também aquelas que são amadas, admiradas, e, ainda assim, sentem-se infelizes.
Para a psicóloga pioneira nos estudos de Psicologia Positiva no Brasil, Angelita Scardua, "a felicidade é um estado de disposição, que nos leva a manter relações positivas com as pessoas e as situações ao nosso redor. Mas é preciso entender que nunca teremos tudo. A felicidade inclui as experiências negativas e depende de você o impacto que elas terão em sua vida". A realidade é que todo mundo tem altos e baixos, por isso não se deixe enganar, ninguém é feliz o tempo todo. Acredito que primeiro, nós devemos ser felizes sozinho e ao transbordar a felicidade, vamos estar prontos para dividi-la com outra(s) pessoa(s). Para então, sermos felizes com quem nos quisermos, sem nos preocupar com as opiniões alheias.

A partir disso, o livro “Ser feliz com quem quiser", publicado pela Editora Penalux, nos instiga, nos surpreende, nos provoca, nos faz um convite para sermos felizes com quem quisermos e nos mostra que conseguimos estar feliz e bem conosco, independentemente de onde, como, ou com quem estamos. Ao longo da leitura, você vai percebendo que a felicidade é um estado de serenidade, de vivência no agora e está presente nas pequenas coisas. Assim, para transmitir essa mensagem, de forma criativa e surpreendente, Adhemyr Fortunatto nos apresenta o jovem Nilsson Dessicler, um advogado de 25 anos, filho único e milionário bon vivant (pessoa que sabe aproveitar os prazeres da vida). Dessicler, como era chamado pelos mais próximos, vive solitário em São Paulo em uma bela cobertura e é apaixonado pela arte, mais especificamente, pinturas, poesias e boa música. Ele tinha um diferencial: um estranho e inexplicável dom. Isso intriga tanto o jovem quanto os próprios leitores, confesso que me deixou mais empolgada para a leitura do livro. Por isso, não quero dar spoilers, mas imagine um artista que através do seu pincel, consegue ilustrar a passagem do tempo.

Além disso, outra característica que deixa a história mais interessante é que Nilsson é um jovem herdeiro do Grupo Dessicler, empresa reconhecida pelo mundo. Como seu pai sofre de Alzheimer e sua mãe já tem uma idade avançada, ele foi criado para assumir os negócios da família, porém não queria ter essa responsabilidade. É evidente que os Dessicler eram conservadores, materialistas e extremamente machistas, bem parecido com muitas famílias que conhecemos. Porém, mesmo com os privilégios que lhe foram dados, o jovem era diferente, extremamente discreto e sensível, cresceu e aprendeu a conviver com diversas pessoas, independente da nacionalidade, crença, raça, gênero ou cultura. Ele tinha para si, que o ideal era “ser feliz com quem quiser" e que mesmo tendo aparentemente tudo que precisava na vida, seus propósitos de vida ainda não haviam sido descobertos.

Nessa busca pela felicidade, Nilsson se envolve em situações inusitadas e aparecem personagens marcantes como a mulher egoísta Cléa Y. Acis e a mulher casada Cecília. Embora se envolva com Cléa, uma escritora reconhecida com vários problemas psicológicos e que se deixou levar apenas pelo prazer de "ser lida" e não pelo prazer "de escrever", Cecília conquista o coração do milionário bon vivant. A jovem foi o ponto ideal da história, pois ajudou Nilsson a se encontrar e mostrou que dinheiro não é tudo na vida. Além de divertida, linda e com um sorriso cativante, ela é a verdadeira representação das mulheres brasileiras: guerreira, dedicada e determinada. Sem perceber, o jovem se encanta por Cecília. Aos poucos, eles vão vivendo um romance sem explicação que os levarão de São Paulo à Paris e juntos, vão realizar desejos e sonhos um do outro. Você terá que ler para entender um pouco mais como foi esse relacionamento de Nilsson com as duas mulheres. Mas, confesso que mesmo gostando da escritora Cléa, Ceci é minha personagem favorita.

Tenho certeza que em algum momento você irá se ver na história. O livro é completamente encantador e consegue prender o leitor com questões existenciais, surpresas, reviravoltas, perdas, dores e sentimentos. Além de ter um vocabulário rico e uma linguagem moderna e simples, os capítulos são bem elaborados e você consegue encontrar valores para serem aplicados em sua vida. O intuito dessa leitura é mostrar que a simplicidade, a delicadeza, a compaixão, o amor e principalmente, a felicidade quebram barreiras, alcançam pessoas e lugares. Afinal, você deve e vai ser feliz com quem quiser, seja aqui no Brasil ou em qualquer outro canto do mundo.

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