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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Valentia de araque resolve alguma coisa?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

A realidade fora do mundo midiático


O que mais se vê nas declarações e postagens das redes sociais é a valentia protegida pelo anonimato. Neste espaço democrático muitos expõem suas ameaças contra autoridades dos Três Poderes, sem limites no linguajar ou preocupação sobre as consequências dessas atitudes e comportamentos perante a Justiça. Usam e abusam do sagrado direito à liberdade de expressão esquecendo que isso não os isentam de responder às calúnias, agressões à dignidade e à honra dos escolhidos para alvos dos seus ataques. As condenações por danos morais mostram isso.
Sabe-se que toda figura pública está sujeita a críticas e questionamentos num regime democrático. Daí que até a sua vida pessoal, que deveria ser preservada e separada da atuação pública, acaba sendo incluída no dia a dia no exercício do cargo. Portanto, os familiares, os amigos e as demais pessoas do convívio são motivos para especulações e outras formas maldosas para atingir alguém que ocupa um cargo que exige reputação acima de qualquer suspeita. O que parece ser desvinculado de qualquer importância acaba sendo relevante quando exposto com maestria.
Como deve reagir a autoridade vítima de ataques engenhosamente arquitetados por inimigos maquiavélicos? Respondendo à altura, com palavras de baixo calão, ou ameaçando com agressões físicas? A situação é delicada, mas exige um mínimo de diplomacia, mesmo quando as acusações, denúncias e suposições não resistem a uma investigação superficial para concluir que não há fundamentos que as sustentam. Mas quantos conseguem manter a calma e as boas maneiras quando são vítimas de calúnias e difamações, sabendo como a opinião pública reage?
Mas as insistentes declarações negativas sobre qualquer autoridade pública sempre conseguem atingir o objetivo, a história mostra isso. O pior é que mesmo depois de comprovadas as mentiras, a opinião pública não muda, muito menos faz questão de exigir uma reparação dos prejuízos causados às vítimas. Quantos pedidos de desculpas, ou indenizações por danos morais, o filho do ex-presidente Lula recebeu por não ser o dono da Oi, Friboi e carrões importados? Se a liberdade de expressão permite todo tipo de difamação... Como a vítima pode se defender?
Uma tentativa para impedir essa forma desonesta de denegrir a imagem de algumas pessoas públicas é a CPI das fake news em andamento no Congresso Nacional. O uso e abuso das notícias falsas e claramente direcionadas para prejudicar alguém, precisa de limites e punição para o autor da postagem. Fala-se de grupos organizados para divulgar inverdades sobre adversários políticos ou pessoas que questionam decisões do novo governo. O fato é que isso tem causado desconforto em pessoas que se utilizam largamente desta forma de difamação.
O mundo das imagens e seus efeitos positivos favorece os que gostam de exibir uma valentia que não possuem. Alguns acusam, desafiam, até dão a entender que gostariam de resolver as diferenças no braço, os seus desafetos frente às câmeras. Passado o espetáculo midiático, se recolhem à insignificância mudando o tom de voz e reconhecendo que devem baixar a bola. Mas a atitude de corajoso ficou gravada na memória dos que assistiram à bravata. São os valentões de araque que usam o poder da mídia a seu favor. Quantos paladinos viraram piada?
Infelizmente os problemas graves que temos nunca serão resolvidos com a valentia que alguns acham que têm. Se deixarmos de lado a influência das redes sociais e focarmos em mais investimentos na educação, na saúde e nos desperdícios que aceitamos como indispensáveis, a vida no país será muito melhor. A estratégia para derrotar o inimigo comum não depende de armas de fogo ou do excesso de palavrões, como pensam alguns, mas da consciência que somos subdesenvolvidos e o mundo não existe para atender às nossas vontades. Portanto... É possível!


J R Ichihara
12/06/2020

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