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Conto
 
FRAGMENTOS DA MINHA VIDA
Por: HEVERTON VINICIUS

Sei que ela ainda estava ligada ao plano terreno, não pelo material, mas por mim.
Trocando mensagens por celular com a Evelise, foi nesta época que soube um pouco mais sobre meu passado.
A Ju (Juliane) havia passado as informações para a Evelise, que me relatou assim:

“- Vocês eram cunhados, apaixonados um pelo outro. Me passou como um filme.
Vocês se combinavam em todos os assuntos, quebravam tradições, venceram barreiras e formaram uma família com filhos e tudo. Mas no fim, seu irmão, furioso, jurou que vocês nunca seriam felizes juntos, e se suicidou no quarto de vocês. Você abandonou tudo, foi embora e nunca mais foi encontrado.”

A Ju me orientou, através da Evelise, a relevar meu irmão. Segundo ela, meu atual irmão é o mesmo do passado. A Ju pediu para que eu procure ser amigo dele, para tentar quebrar o mal que ele me lançou no outro século.
No dia 05 de dezembro de 2011, conversando com a Evelise, ela relatou sentir que havia perdido o contato com a Ju. Ela não soube dizer se foi um contato ou apenas um sonho, mas disse que pareceu como uma despedida.
Dois dias antes desta conversa, no dia 03 de dezembro, fiz o que a Ju me pediu.

#Eu andava meio brigado com meu irmão já fazia um bom tempo. Praticamente não nos falávamos. Então tomei coragem, o chamei num quarto e falei com ele.
Tentei reparar os atritos desta vida, além de tentar quebrar a maldição que me lançou na vida passada e apenas pedi para ele, independente de compreender ou não, que me perdoasse por qualquer coisa que tenha feito. Disse apenas que tinha a ver com nosso passado, e insisti no perdão dele. #

(pausa...)

Não adiantaria explicar em detalhes, naquele momento, os motivos de estar conversando com ele, pois provavelmente não entenderia. Sigo a doutrina espírita e não sei se ele compreenderia ou acreditaria em tudo o que eu dissesse. E foi também uma orientação da Ju para que fosse assim. Imagino que devido às entidades terem acesso ao passado e também ao futuro, ela possivelmente já sabia que reação ele teria caso eu falasse em detalhes.
Vai que ele sabendo do que aconteceu, se sentisse traído ainda nesta vida?
A maldição se perpetuaria mais uma vez.

A Ju me passou mais alguns detalhes daquela vida.
Morávamos em uma comunidade, eu trabalhava muito e ajudava a todos.
Ela era casada com meu irmão, mas éramos muito apaixonados. Eu também era casado.
Nos encontrávamos às escondidas, a Ju e eu, e a cada encontro era uma explosão de paixão, de amor e de prazer. Posteriormente, ela deixou meu irmão, eu a minha esposa, e assim nos casamos. Meu irmão nunca aceitou este fato. Foi um casamento muito bonito segundo ela. Tivemos três filhos. Um deles é meu filho atual, novamente, o mais velho (filho do meu primeiro casamento nesta vida).
Depois daquele trágico incidente envolvendo meu irmão, pelo que consta, saí pelo mundo e nunca mais fui visto.

É um trecho obscuro para mim. Não sei por quê motivos, não insisti em querer saber mais sobre esta parte da minha vida enquanto eu recebia os contatos dela com maior frequência.
Até onde lembro, a minha ex-mulher (daquela vida) ficou por anos amargurada também. (Só para constar, minha atual mulher é a que me separei para me casar com a Juliane na vida passada. Mais adiante explico a ligação atual).

Soube também, que a Evelise fez parte da minha vida anterior. Foi ela quem me acolheu no lugar onde cheguei, depois de ter abandonado a minha vida de casado na outra vila. Não sei a que distância ficava um lugar do outro, nem o nome das localidades.

(Continuando...)

Do dia 06 de dezembro até o dia 17 daquele ano de 2011, não tive muitas notícias da Ju. Pareceu ter se afastado por uns dias. Pensei que fosse pela conversa que tive com meu irmão. Descobri então, que a Ju andou entrando em contato com o pai dela, e conseguiu passar algumas informações em forma de sonhos. Também soube, pela Evelise, que a Ju chorou muito por eu tê-la dispensado.

(pausa..)

Dias após seu falecimento e ela conseguir manter uns dois contatos iniciais comigo, fui a um centro espírita mais próximo de casa, e lá expliquei o que tinha acontecido.
– “Uma pessoa muito próxima tinha falecido e dois dias após seu enterro eu havia recebido um contato através de um telefone fixo.”
A pessoa com quem falei no centro espírita, me orientou para que eu fizesse uma oração e que cortasse aquela ligação que ainda existia, deixando-a seguir seu caminho evolutivo.
Por serem pessoas mais esclarecidas em questões espíritas (era o que eu imaginava), acabei por seguir suas recomendações. Porem acabei, sem querer, a magoando.
Depois daquele dia, nunca mais entrei num centro espírita, pois percebi que as experiências que eu estava tendo eram situações que provavelmente nem eles entendiam, tampouco algum deles jamais havia passado.
Resolvi então seguir meus instintos.

(continuando...)

Do dia 18 de dezembro em diante, tive pouco contato com a Evelise. Ela morava em Florianópolis e mantínhamos contato por SMS. Foi uma época em que não aconteceram muitas coisas relevantes, provavelmente por conta das festas de fim de ano.
No dia 03 de janeiro de 2012, a Evelise me escreveu dizendo que sonhou com a Ju. No sonho dela, a Ju me pedia para não abandonar seu pai, pois meus contatos com ele (por e-mail) faziam muito bem.
Acho que tem a ver com a seguinte situação:
O pai da Ju era muito ligado ao neto mais novo, um dos três filhos da Juliane. Após a morte dela, o menino ficou com ele. Porém, pouco tempo depois, o marido dela resolveu se mudar para a Espanha e levou os três filhos.
O pai dela andava triste e eu sempre enviava um e-mail com palavras de apoio. Estava sendo um período muito difícil para ele. Havia perdido sua esposa, em setembro de 2011 num acidente. Depois, em 18 de novembro, perdeu sua amada filha, Juliane. E por fim, tiraram o neto mais novo dele de perto, em dezembro.

## Nunca conheci os pais da Ju pessoalmente, mas é estranho como tudo foi acontecendo.
No início, os primeiros contatos foram com a mãe dela, Dona Rosa. Ela tinha muita desconfiança sobre as reais intenções de minha parte. É compreensível, pois a família tem muitas posses e sempre existe a cobiça de algumas pessoas. Nunca foi meu caso. Minha ligação com a Ju teve outros motivos, mas jamais por interesses financeiros.
Após alguns contatos, a mãe da Juliane percebeu que eu estava realmente querendo ajudar.
Infelizmente, um tempo depois, devido a várias situações complicadas envolvendo a Ju e seu marido, houve um acidente e D. Rosa veio a falecer alguns dias após. A partir daí, comecei a manter contatos com o pai da Ju, para apoiá-lo naquele momento difícil. No acidente, estavam Dona Rosa e a Ju. Dona Rosa ficou em torno de uma semana na UTI, mas não resistiu. Este incidente ocorreu em setembro de 2011.
No dia 03 de novembro, a Ju viria para Curitiba com o pai. Eles têm residências em Curitiba e Florianópolis, onde possuem empresas. Neste dia ela sofreu um outro acidente. Desta vez ela estava sozinha. Ficou na UTI, vindo a falecer em 18 de novembro. #

A Ju tentou muitas vezes (após sua morte) entrar em contato com o pai. Provavelmente ele a sentia, mas na maioria das vezes a bloqueava nas tentativas dela.
A tristeza dele a impedia de se aproximar.

(pausa..)

Fico chateado por ter aprendido isso tão tarde. Quando minha querida avó faleceu em 10 de maio de 2003, foi uma perda enorme para mim. Passei muito tempo sentindo uma imensa tristeza pela partida dela. Aprendi que a tristeza bloqueia a comunicação de quem partiu com seus entes queridos. Quem sabe naquela época, eu tivesse a oportunidade de ter contatos com minha avó...

(continuando...)

Em 16 de janeiro de 2012 aconteceu o terceiro fato incrível e marcante comigo.
Foi quando escrevi para a Evelise, contando que havia recebido um e-mail da Ju, porém psicografado por você, Ária.
Neste mesmo dia, eram 12:30pm, quando a Evelise me escreveu, dizendo que a Ju queria ouvir a minha voz através dela. A Evelise disse que a Ju queria me passar algumas respostas pessoalmente, por celular.
Ária, a Evelise e eu ficamos um pouco confusos,
Seria mesmo possível conversar por celular com alguém desencarnado?
(Da minha parte já tinha um pouco mais de certeza que sim, pois os primeiros contados da Juliane comigo foram por telefone fixo, apenas dois dias após seu enterro.)
A Evelise, ainda cética a respeito, comentou que tinha medo de sentir “alguma coisa” entrar nela. Segundo relato da Evelise, já fazia algum tempo que a Ju pedia isso.

# A Ju conversava com a Evelise muitas vezes em forma de sonhos. Os contatos com ela eram diferentes dos contatos que a fazia comigo. #

A Evelise “conversou” com a Ju, que respondeu que “Não é assim que funciona”.
A Ju orientou a Evelise como proceder.
Ela precisava meditar um pouco, se “ausentar” (algo como um transe) do nosso plano terrestre e só depois de uma hora aproximadamente, ela faria a ligação para mim, do celular que era da Juliane.
Ária, já passava das 2:00pm, quando recebi a ligação da Evelise.
Atendi, disse “alô”, e ouvi a voz dela... a voz da Juliane, me perguntando:

“ – Sabe quem está falando?”

Ária, naquele dia 16 de janeiro, às 2:30pm, eu estava na frente da minha casa, sentado dentro do carro, conversando normalmente com a Juliane, que havia falecido no hospital, no dia 18 de novembro.
Não tenho palavras para descrever aquele momento. Sem perder tempo querendo entender como era possível. Queria apenas aproveitar aquela oportunidade para conversar mais uma vez com a Minha Preta, Minha Amada.
Foi um dia incrível!!
Conversamos sobre nós, fiz algumas perguntas a ela, também recebi algumas respostas, que havia solicitado através de alguns e-mails que escrevi anteriormente.
A Ju me explicou que esses nossos contatos só eram possíveis porque o e-mail dela foi feito para contato particular nosso. Fui eu, quando ela estava trabalhando na Venezuela, que sugeri para que criasse um e-mail exclusivo para mantermos contato. O celular, ela comprou lá também. Foi um aparelho e um chip, apenas para que ela conseguisse trocar mensagens comigo.
Confesso que não queria mais parar de conversar com ela. Depois de quase uma hora, a ligação caiu. Pouco tempo depois, a Evelise me enviou uma mensagem, dizendo que não aguentava mais. A Evelise não se lembrava de nada. Comentou apenas que teve a impressão que havia desmaiado e, quando acordou, estava chorando. Depois me contou que teve a sensação de que iria ter uma parada cardíaca.

# Quando uma entidade utiliza uma pessoa como canal de comunicação, esta pessoa é muito exigida por conta da carga de energias que tem de suportar. A Evelise se preparou e conseguiu aguentar um bom tempo, mas tem pessoas que suportam apenas alguns minutos, e após a pessoa se sente esgotada. Ela conseguia manter um contato mais prolongado talvez por fazer parte da família da Juliane (eram cunhadas) ou pela Evelise ter feito parte de nossa história na vida passada. Não sei explicar o motivo exato. #

– Ária, foi incrível esta experiência.
Eu estava falando com a Ju, ouvindo literalmente sua voz, sentindo seu jeito de ser, mas através da Evelise.
A Ju me explicou que, se a Evelise não estivesse me ouvindo, a voz para mim seria dela mesma (Juliane). Mas se a Evelise ouvisse a conversa, eu teria ouvido apenas a voz dela e não a da Ju.
Comecei a contar sobre a conversa que tive com a Juliane para a Evelise.
A Ju havia me falado exatamente o local onde estava o diário dela, onde registrava os acontecimentos mais importantes de sua vida. Estava com o marido da Evelise, escondido debaixo da roupa, no closet. A Evelise quase não acreditou quando encontrou o lugar exato.
No dia seguinte, 17 de janeiro, a Evelise me enviou as palavras da Ju. Eu havia perguntado como era o lugar onde ela (a Ju) se encontrava naquele momento pós morte.

“ – É um espaço de aprendizado. É cercado de nuvens e tudo muito colorido e cheio de flores. Cada ser tem seu “Guia Professor”, é como um Spa. Ali, os seres se preparam para se desligarem do plano terrestre.”

Onde a Ju está (registro da época) é reservado aos desencarnados que já aceitaram a morte. Não existe mais sentimentos de raiva, ódio ou vingança, por aceitarem a morte. Mas sentem amor, ciúmes, por estarem ainda ligados aos amores do passado (marido, amante, filhos e familiares).
Já os desencarnados que não aceitam a morte, sentem ódio, querem vingança por estarem onde estão.
Era o caso do meu pai, que ainda não aceitava sua condição.

# Ele faleceu em 2007, quase quatro anos antes. #
Segundo a Ju, meu pai não aceitava a morte e culpava a todos por isso. No último contato que tive com a Ju até aquele momento, me disse que ela e mais alguns desencarnados haviam conversado com ele e o fizeram entender. Meu pai fazia parte das “forças contrárias” que sempre dificultaram minha vida. Nunca tivemos uma relação de pai e filho de verdade. Sempre favoreceu meu irmão mais novo. Mas já passou. #

Ainda no dia 17, a Evelise me contou o que fez.
Ela ainda não acreditava no que estava acontecendo e assim me disse:

“ – Fiz um teste com a Ju... Pedi uma prova de que muitas coisas são possíveis. E recebi uma foto sua no meu
e-mail.”

A foto Ária, não enviei para ela.
De alguma maneira apareceu em seu e-mail.
E conversando com a Evelise, ela ainda me disse:

“ – Aprendi a falar com a Ju. Ela me disse que você tem permissão para entrar em contato com ela.”

# Fico pensando que nem todos tem permissão para entrarem em contato com as entidades, mas fui privilegiado com esta oportunidade. #

No dia 19 de janeiro, a Evelise e eu combinamos de tentar um novo contato com a Ju para o dia seguinte. A Evelise se concentrou e, depois de um tempo, me ligou.
Falei novamente com a Juliane. Para mim passou a ser algo natural, como se ela ainda estivesse entre nós, me ligando de sua casa ou trabalho. Conversei com a Ju por um bom tempo, fiz perguntas. Neste dia, ouvi choro de crianças. Imaginei que fosse lá próximo da Evelise (ela morava em Florianópolis).
Perguntei depois, para a Evelise se ela tinha estado fora de casa e perto de crianças enquanto a Ju falava (através dela) comigo. Ela respondeu que estava sozinha, trancada em seu quarto. A Evelise pensou ao contrário, imaginando que o choro fosse perto de mim.
Ouvimos choro de crianças Ária!!
Em um outro contato posterior, perguntei para a Ju a respeito. Ela disse que estava rodeada por crianças naquele dia.

# Aprendi que os espíritos crianças permanecem assim, não crescem. Aqui na Terra, são aquelas pessoas mais lúdicas, mais criançonas. #

Como sempre insistia em conhecer o pai da Ju pessoalmente, conversando com ela, fiquei sabendo que, por diversas vezes, a Juliane “digitou” meu número no celular dele.
A Evelise comentou que certa vez, o pai da Ju pediu para que ela olhasse no celular dele, pois todas as vezes em que ele mexia no aparelho, aparecia um número. Mas a Evelise não viu nada.

# Na verdade, imagino que, por ser uma mensagem destinada a ele, era a única pessoa que conseguia visualizar o número, como se fosse tipo uma miragem. Mas era uma maneira dela tentar fazê-lo enviar uma mensagem ou me ligar.
Os desencarnados (imagino que nem todos) possuem habilidades para utilizar meios materiais como forma de contato. #

No dia 26 de janeiro, eram 4:45pm, quando recebi um SMS (naquela época meu celular não tinha acesso a Wpp) dizendo:

“ – Tenho uma surpresa. ME LIGUE AGORA.”

Eu liguei...
Era a Juliane, Ária.
Neste dia porém, conversamos por pouco tempo, mas teve um motivo.
A Evelise disse algumas vezes que gostaria de poder ouvir a voz da Juliane.
A Ju deu esta oportunidade. Mas a Evelise talvez ainda não estivesse preparada ou não imaginava poder ouvir a voz de uma entidade.
E assim, logo depois do breve contato, ela escreveu:

“ – Ouvi a voz dela e foi um choque para mim! Enterramos a Juliane Heverton, eu estava lá em toda a cerimônia fúnebre dela. Como é possível?
Acho que enlouquecemos!! Não pode ser, pareceu que era ela viva!!”

Esta mensagem foi enviada para mim às 5:00pm. Neste mesmo dia, a Evelise ainda fez outros comentários. Ela disse:

“ – Achei que quando você dizia que ouvia a voz dela, estava só sendo apenas conveniente”.

Naquele dia, a Juliane me pediu para revelar ao pai dela, o local onde estava escondida uma carta, que foi escrita havia 16 anos, por Dona Rosa, esposa dele e mãe dela.
Pelo que entendi, o pai da Ju e D. Rosa tiveram um pequeno desentendimento, e ela (D. Rosa) escreveu esta carta, mas nunca chegou a entregar.
A Ju me passou o local exato onde estava, dentro de um piano, na casa dele, e o papel já amarelado pelo tempo.
Neste contato, indaguei novamente, sobre as crianças que havia ouvido em nossa outra conversa. A Ju me disse que lá haviam muitas crianças e ficou muito surpresa por termos ouvido. O curioso foi que a mensagem foi enviada pela Juliane. A Evelise não soube dizer como escreveu a mensagem no celular.

# Hoje sei que ela “usou” a Evelise como canal de comunicação, e conversava comigo desta maneira. Às vezes usava outras pessoas, estranhas, que eram receptivas e estavam disponíveis naquele momento para poder enviar uma mensagem por celular, e-mail, ou até mesmo para ligar e poder conversar comigo. #

No dia 27, pela manhã, consegui falar com a Ju novamente. Ela achou engraçado a reação da Evelise no dia anterior, quando ouviu sua voz. E para compensar aquele susto, a Juliane fez a Evelise sentir o perfume preferido dela pelo quarto todo. Neste dia, a Juliane comentou novamente de como eles (as entidades) estavam admirados com o modo como eu estava tratando com naturalidade todos aqueles contatos com ela. Segundo a Ju, isso não é muito comum, nem mesmo em outros mundos.

Em 08 de fevereiro recebi um outro e-mail da Ju.
Foi uma declaração de amor. Uma mensagem linda.
No dia 24 de fevereiro recebi um e-mail da Ju, psicografado por você, Ária.
Era a Juliane avisando de sua partida.
No dia 29 de fevereiro, tive mais um contato com ela, porém não pudemos terminar nossa conversa, pois a bateria do meu celular havia acabado.
No dia 02 de março, uma sexta feira, conversando com a Evelise, ela me fez algumas perguntas sobre alguns nomes de pessoas que a Ju havia passado para ela.
Algumas coisas têm a ver com meu filho mais velho. A Evelise não quis me dizer o conteúdo do assunto, e também não insisti mais. Ela também comentou sobre uma de minhas missões nesta vida, que seria a de realizar o elo entre eu e meu filho mais velho.

# Bom, na verdade não sei exatamente o que ela quis dizer com isso. Talvez tenha a ver com a nossa vida anterior (ele foi meu filho na vida passada também). Por ter abandonado minha família no passado devido aos acontecimentos entre meu irmão e eu, posso ter deixado alguma sequela que se reflete em nossas vidas atuais. Espero já ter conseguido realizar esta tarefa. Nos damos bem, imagino que o criei com assertividade. Hoje ele já está formado e possui uma boa dose de maturidade. #

Em 04 de março recebi um e-mail da Evelise. O curioso é que no final estava assinado como Ária.
Sim, ela escreveu teu nome...
Fiquei confuso. Comentei com ela, que me respondeu assim:

“ – O que será que aconteceu? Será que psicografei o pensamento de alguém? A mensagem eu escrevi, mas a assinatura... não tenho ideia.”
....


Este é um pequeno trecho de minha vida e alguns fragmentos de experiências espíritas que passei.
São relatos reais, trechos de conversas que tive com uma médium dos Estados Unidos (Ária).
Os nomes reais foram substituídos. Os relatos são verdadeiros, apenas incluí alguns comentários sinalizados com “#”.

Se eu contasse tudo isso (e alguns outros relatos mais incríveis ainda) para alguém, dificilmente acreditariam. Quem sabe acabasse sendo taxado de louco, ou uma pessoa com enorme senso de imaginação.
E talvez por esses motivos, a humanidade ainda não experimentou novos contatos mais frequentes.
A imensa maioria das pessoas ainda não está preparada para descobrir a verdadeira realidade.
Encontrei aqui, um espaço para deixar registrado estes relatos.

A Evelise escreveu minha história na intenção de publicar um livro. É rico em detalhes, pois ela e eu vivenciamos juntos muitos destes momentos. E tudo o que acontecia comigo, eu passava para ela. Assim, ela foi registrando nossa história com fidelidade.
Aquela suposta despedida no dia 24 de fevereiro de 2012, na verdade não aconteceu.
Tivemos muitas outras conversas. A Juliane me ligou diversas outras vezes. E trocamos mensagens via e-mail por um bom tempo.

Hoje estou casado novamente, em regime de comunhão estável. Aliás, estável nunca foi realmente. Descobri que a minha atual mulher (a segunda nesta vida) é, na verdade, aquela que deixei no passado para me casar com a Juliane. Estou, nesta vida, resgatando meu carma do passado. Minha relação com ela começou como que uma miragem, sendo tudo incrível, maravilhoso. Mas depois que ela veio morar comigo, parece que tudo foi mudando. O ressentimento que criei nela na outra vida, provavelmente a fez se tornar um dos meus carmas nesta vida. Claro que nem tudo é ruim, mas nunca foi como eu sempre desejei.

Fazem parte (ou fizeram) da minha vida anterior a Evelise, meu filho mais velho, meu irmão, minha atual mulher, e Juliane (que partiu deste plano em novembro de 2011).

Talvez por isso, conforme nossas relações em vidas passadas, conforme conduzimos nossas vidas, as afinidades com pessoas que conhecemos ou nos relacionamos atualmente, talvez por brigas, discussões, ressentimentos, ou por grandes amores e amizades do passado, essas afinidades sejam maior ou menor por alguém nesta vida, ou em vidas futuras.

Atualmente não consigo mais contatos por e-mail com a Juliane. Já por telefone, ela eventualmente entra em contato comigo para me orientar em algo que seja importante. De onde ela se encontra, a Juliane ainda faz o possível para cuidar de mim de alguma maneira. As entidades estão sempre nos observando e possuem a capacidade de visualizar o futuro e, em algumas ocasiões, até nos ajudar. Mas nem sempre.
Assim como aqui no plano terreno, lá também existem os que desejam fazer o mal (infelizmente).
A perspectiva de tempo que temos aqui é diferente no mundo espiritual. Uma vida inteira para nós não passam de instantes para eles.
Meu último contato com a Ju, ocorreu este ano, no mês de março, através de uma prima sua. A Juliane me ajudou com uma situação delicada que me envolvia. Felizmente tudo se resolveu, por seu alerta e por ter seguido suas orientações.

Perdi uma grande amiga, alguém incrivelmente especial para mim. E nosso mundo perdeu uma pessoa extraordinária, sem comparação, amável, que não possui maldade e desejava tão somente fazer o bem e ser feliz.
Existe um motivo para estarmos ligados em nossas encarnações, mas não acho necessário explicar.

Aprendi com essas experiências algumas lições que todos deveríamos seguir:

** Devemos fazer o possível para não criarmos ressentimentos com quem quer que seja. Cada ressentimento plantado nesta vida, certamente vai nos atormentar em alguma vida futura.

** A inveja Mata!!!
Devemos ter muito cuidado com a inveja.
O segundo acidente que a Juliane sofreu, teve influência direta de uma outra pessoa, que sentia muita inveja na minha relação com ela.
No relato desta pessoa para mim, naquele dia, ele desejou muito que a Juliane não viajasse, pois sabia que iria se encontrar comigo. Ele desejou que algo a impedisse, mas (segundo suas palavras) não desejou que fosse um acidente.
Bom.... a vida escolheu um meio de impedi-la de viajar. E não foi dos melhores.

** Quando perdemos alguém especial em nossas vidas, devemos evitar de nos afundarmos em tristeza. Ao contrário, devemos ficar felizes por podermos ter convivido com aquela pessoa, sermos gratos e desejarmos que ela siga o melhor caminho pós vida. Com certeza ela estará bem e devemos sentir gratidão.
Converse com quem se foi, da mesma maneira como se estivesse na sua frente. Conte sobre sua vida, algo que aconteceu de bom, experimente pedir uma orientação. Pode ser que receba uma resposta em forma de sonho, ou um contato, daquele em que temos a sensação da presença daquela pessoa próxima a nós. Não terá sido apenas uma sensação, mas a presença real daquele ente querido que não está morto, apenas está em um outro plano.
Como falei anteriormente, nossa tristeza por quem se foi, acaba bloqueando um possível contato da pessoa que se foi conosco. Estes contatos podem ser em forma de sonho, ou a sensação da presença daquela pessoa por perto, ou como no meu caso, onde tive uma experiência de contato mais direta. Não é comum, mas creio que possa ser possível acontecer com outras pessoas.

** Podemos até conseguir esconder o que fazemos de todos aqui. Mas jamais conseguiremos esconder o que fazemos ou pensamos daqueles que já se foram. Os desencarnados veem e ouvem o que fazemos e falamos. Sabem dos nossos pensamentos e sentimentos. Podemos enganar apenas os vivos, não os que já partiram.

** Confie em teu Anjo da Guarda. Não importa o nome que dê a ele. É ele quem te orienta sempre que necessário.
É aquela voz lá no fundo de sua mente, que indica o melhor caminho, a melhor decisão. Converse com ele, peça orientação, proteção. Ele sempre te ouve. E cada vez que dá abertura para que ele te ajude, aumenta a conexão entre vocês.

Para quem segue a doutrina espírita ou então para quem segue outras religiões, porém acredita em novas possibilidades...

** Aprendi que os espíritos crianças permanecem assim, não crescem. Aqui na Terra, são aquelas pessoas mais lúdicas, mais criançonas.
Sabendo disso, podemos compreender as atitudes e jeito de ser e de se comportar de algumas pessoas.

** Contatos entre desencarnados e humanos são possíveis, não apenas através de psicografias ou registro de imagens ao acaso. As possibilidades são diversas. Falta apenas uma aceitação mais natural dos acontecimentos para maior interação entre os mundos material e espiritual.

** Está equivocado quem acredita ser dono e senhor de seu próprio destino. Nossas vidas sofrem influências e são guiadas pelo mundo espiritual na maior parte do tempo. Acontecimentos, decisões, encontros e desencontros, em quase tudo há algum grau de influência do mundo espiritual. Alan Kardec relata esta e outras questões que registrei acima no "Livro dos Espíritos". E tive a confirmação através de situações e relatos passados a mim.

** Por fim... aprendi que o verdadeiro aprendizado está dentro de nós mesmos. Basta apenas que sejamos abertos para recebermos os conhecimentos e verdades que a vida muitas vezes nos mostra, mas que, por força de nossas crenças limitadas, insistimos em não aceitar como verdades.
Falo por mim. Acreditava que aqueles que ensinam a doutrina espírita Kardecista já conheciam profundamente sobre este universo. Mas, ao chegar lá para pedir orientação, senti que aquelas pessoas ainda eram céticas a respeito de algumas vivências. Resolvi seguir meus instintos, mas sem desmerecer os conhecimentos deles, e hoje possuo algumas experiências que a imensa maioria das pessoas jamais poderia acreditar ser possível.
E não importa qual seja sua religião. católica, evangélica, protestante, muçulmana, até mesmo espírita. Com uma mente aberta, qualquer um pode ter acesso às verdades da vida, independente da religião e crenças. Não devemos tão somente acreditar cegamente no que padres, pastores, bispos e outros líderes religiosos nos passam. Eles são pontes de ensinamentos, mas não os donos da verdade absoluta.
Não é um julgamento de minha parte, apenas uma humilde opinião.
Cada um segue o que acha melhor para sua vida.

***
Aprendi e descobri ouras coisas ao longo destes anos, mas talvez fiquem os registros para um outro momento....


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