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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Encruzilhada preocupante: expectativas ou esperança?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Tem horas que tudo foge ao entendimento


A cada nova declaração palaciana, sem a devida comprovação da veracidade com fatos e dados, surge uma onda de questionamentos sobre a gestão do atual governo. Mas o que parece incomodar o presidente Bolsonaro e os seus fãs incondicionais não pode ser visto como apenas a tentativa de desestabilizar o seu mandato. De quem seria a tarefa de verificar o currículo de alguém nomeado por ele? Tudo se resolve apenas descartando o empossado? Será que a declaração anterior de que assinou um documento importante sem ler não preocupa a população?
Pode parecer um fato corriqueiro, mas o que a sociedade espera é que haja um mínimo de seriedade nas informações de uma pessoa que vai assumir um cargo de alta importância na Administração Pública do país, como o Ministério da Educação. O vexame não ficou mal visto apenas pelo senhor Carlos Decotelli, que pediu demissão do cargo, quando veio à tona que ele não possui mestrado e doutorado, muito menos foi professor da Fundação Getúlio Vargas. Será que é tão fácil assim ludibriar este governo? Ou faltou seriedade apenas do nomeado?
Certamente ninguém estaria decepcionado com o presidente Bolsonaro se o indicado não possuísse todas as falsas qualificações. O problema é supervalorizar o currículo sem as devidas comprovações. Com as facilidades de obter informações atualmente, a verdade rapidamente chega ao conhecimento de todos. Sabe-se que o ministro interino da Saúde não possui especialização comprovada na área de saúde pública. Qual é o problema grave se ele nunca falou que tem essa qualificação? A tentativa de impressionar sem argumentos é um erro incorrigível.
Mas ainda há inconsistências na qualificação de alguns ministros deste governo, apesar de continuarem nos cargos. Questionada sobre ser "mestre em educação" e "em direito constitucional e direito da família", a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, assumiu ao jornal Folha de São Paulo que nunca obteve esses títulos acadêmicos. O site The Intercept Brasil desmentiu o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sobre o título de “mestre em direito público, pela Universidade Yale, nos Estados Unidos. Por que fazer isso?
Infelizmente, por causa dessas inverdades, a divulgação sobre o currículo de um novo ministro acaba atrapalhando na decisão e na aceitação. Que a prerrogativa da nomeação é do presidente da República todos sabem, mas se autointitular com uma qualificação falsa impacta fortemente na credibilidade. É muita ingenuidade esperar que todos aceitem passivamente quando alguém importante é desmascarado, o desagradável “pego na mentira”. Por que inflar um currículo se o importante é mostrar dedicação e habilidade para solucionar os problemas conhecidos?
Uma recente declaração do superministro da Economia Paulo Guedes deixou a maioria da população sem entender a mensagem. Disse ele que “imagem está muito ruim lá fora, uma parte de nós fala muito mal do país”. O desabafo foi porque os investidores estrangeiros ameaçaram deixar o Brasil por causa dos desmatamentos na Amazônia. Mas quem expôs o tratamento inadequado com o meio ambiente perante a comunidade internacional? As ONGs? Os fiscais do Ibama? Os índios? A agricultura familiar? Tem governo que se vê rodeado de culpados!
Se não vemos medidas que geram esperanças, ficamos na expectativa que a situação pode piorar. Em plena pandemia, o presidente da República vetou a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção respiratória individual em órgãos e entidades públicas e em estabelecimentos comerciais, industriais, templos religiosos, instituições de ensino e demais locais fechados em que haja reunião de pessoas. Segundo a publicação do Senado Notícias, ele alegou que isso “incorre em possível violação de domicílio”. Nessas horas fica difícil saber o que se passa.


J R Ichihara
03/07/2020

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