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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Influência do cerco sobre o comportamento
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Nem todos resistem a tanto bombardeio


Por que alguém que sempre teve um comportamento inadequado, geralmente agressivo nos atos e palavras, muda inexplicavelmente sem motivo aparente? Talvez essa pergunta tenha povoado a mente de muitos sobre a visível transformação no presidente Bolsonaro. Divulgou-se nas redes sociais que ele contraiu o Covid-19. Será verdade ou é mais uma manobra para desviar a atenção de assuntos como comparecimento à Polícia Federal, a desgastante indicação do novo ministro da Educação e as denúncias sobre rachadinhas quando era deputado federal?
O fato é que a maioria percebeu a diferença nas declarações, quando as faz, onde o tom mais diplomático substituiu o costumeiro autoritarismo que ficou conhecido como a sua marca registrada. Mas quem dispensa a crucificação dele, olhando apenas a fisionomia cansada e à procura de uma alternativa para sair da situação complicada, conclui que ele está sozinho frente aos inúmeros problemas – e tem um enorme abacaxi nas mãos que precisa descascar. A turma que o apoiava incondicionalmente já não aparece tanto. O passado de atleta mostra esgotamento.
Qual seria o motivo da divulgação que ele contraiu a “gripezinha”? Para onde foi a ironia contra as recomendações médicas? Seria a oportunidade para mostrar a eficiência da cloroquina? Aliás, à parte o julgamento maldoso dos adversários, muitos acham que tudo isso não passa de mais um jogo de cena para desmascarar os que duvidaram do tratamento que ele recomendou. O fato é que muitos desejam que ele morra vítima do vírus inofensivo, mas supervalorizado pela mídia comunista. Alguns até postam sua declaração quando ele desejou a morte de Dilma.
Mas o que o país ganharia com o sofrimento particular do presidente da República? O grau de rejeição à sua pessoa é tão latente que até um padre se referiu a ele como “bandido” e que os seus eleitores deviam e confessar. Será que a forma como se referiu às vítimas da pandemia, assim como o descaso com os familiares, não contribuiu para atrair tantos críticos publicamente? O padre foi repreendido por alguns colegas de batina e por pessoas que não aceitam uma missa como meio de comunicação para assuntos políticos. Os evangélicos podem?
Como a economia é a Pasta mais importante deste governo, o superministro Paulo Guedes deu uma entrevista na Rede CNN esta semana. Mostrou otimismo quanto ao futuro do país, citando relações comerciais com outros países e antecipou a privatização de 4 grandes empresas, dentro de 90 dias. Apesar da insistência do jornalista ele não deu os nomes, mas deixou a entender que os preparativos estão bem encaminhados. Disse ainda que isso trará muitos investimentos externos. Será que só o otimismo dele é suficiente para o mercado internacional?
Provavelmente com a abertura de algumas atividades comerciais, especialmente as de entretenimento e lazer, as pessoas voltem a acreditar na gestão atual sobre os interesses da população. Mas as imagens mostradas pela mídia, numa rua da zona sul do Rio de Janeiro, desfaz todo o bom senso esperado das pessoas quanto às recomendações contra a pandemia. O afastamento seguro não era obedecido, bem como o uso da máscara foi ignorado. Mas um fiscal se surpreendeu ao abordar uma pessoa: ele não era um cidadão, mas um engenheiro civil!
Infelizmente algumas pessoas que exercem o poder não conseguem entender que ninguém é infalível e onipresente. Pouco importa se é o dono da caneta Compactor, podendo nomear e exonerar quem quiser. A enxurrada de denúncias contra alguns ministros deste governo – e contra o próprio presidente da República –, diuturnamente veiculadas nos meios de comunicação, esgotam as forças de qualquer ser humano. Talvez o cerco que está se fechando sobre o Mito esteja refletindo sobre o seu comportamento. Será que todos continuam errados?


J R Ichihara
06/07/2020

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