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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Corrupção de volta aos holofotes
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Tem inimigo difícil de ser vencido!


Quem já havia se esquecido que toda mudança ocorrida no país nos últimos 5 anos foi motivada pelo combate à corrupção? Pois é. As consequências disso estão muito presentes no dia a dia atualmente, mas parece que o assunto é coisa do passado. Nem mesmo as manchetes sobre as denúncias envolvendo o senador tucano Jose Serra e a volta do ex-condenado Roberto Jefferson, agora um dos homens fortes do governo Bolsonaro, despertaram o interesse de outrora. Pudera! Com tanta prioridade em pauta... Moro, Lava Jato e Dallagnol são páginas viradas.
O foco do momento é a fiscalização sobre a farra que os governadores e prefeitos estão fazendo com o dinheiro público na aquisição de equipamentos no combate à pandemia do Covid-19. São tantas denúncias, especialmente contra os gestores desafetos do presidente Mito, mas a mídia que torce contra o governo não faz jus a esses desvios que drenam os cofres do país. A insistência é nas mortes – mais de 80 mil, segundo as informações –, como se a responsabilidade toda fosse do presidente da República. Todos morrem um dia, não é mesmo? Fazer o quê, né?
Mas uma notícia bombou nas redes sociais, o espaço onde a liberdade de expressão ainda reina absoluta, mostrando o presidente Bolsonaro perseguindo uma das emas que habitam livremente a área do Palácio da Alvorada, com um caixa de Cloroquina na mão. Sabe-se que ele já defendeu publicamente a eficácia deste medicamento no combate à pandemia, depois negou a recomendação, afirmando que o paciente deve seguir a orientação do médico que o assiste. Posteriormente se apresentou ao público fã exibindo uma caixinha dele. Alguém entendeu?
Quando se trata da aplicação do dinheiro público o assunto é delicado, gera indignação e as justificativas não amenizam a revolta dos contribuintes que se sentem enganados. Como achar que é torcer contra o governo quando a mídia informa que as Forças Armadas criticaram a falta de recursos para a operação Verde Brasil 2, que é voltada para o combate ao desmatamento na Amazônia, mas a Marinha gastou R$ 244 mil na compra de tinta para usar no Centro de Intendência, no lugarejo Ladário, em instalações no Mato Grosso do Sul? Coerência em baixa?
Infelizmente não chega ao conhecimento do trabalhador sem privilégios aquelas notícias que poderiam manter acesa a chama da esperança de dias melhores. As tais Reformas, o carro-chefe do superministro Paulo Guedes, o Posto Ipiranga do presidente Mito, não sinalizam que a carga tributária vai aliviar os ombros do assalariado da base da pirâmide. Soube-se que os bancos e as igrejas serão beneficiados com a proposta da Reforma Tributária encaminhada. Será por isso que os evangélicos e os banqueiros declaram abertamente que apoiam o Bolsonaro? Portanto...
A velha tecla da corrupção, a bandeira de luta deste governo durante a campanha, ainda mantém o espírito de luta da sociedade brasileira? Ou as denúncias e as investigações sobre familiares do presidente arrefeceram os sedentos por Justiça? Como mostrar que as promessas eram para valer no enfrentamento deste câncer que se incrustou na Administração Pública do país? Alguém imparcial e apartidário consegue ver tanta diferença entre o atual governo e as gestões anteriores? Por que o questionamento sobre o assunto coloca alguém contra o governo?
Por que a PGR enviou técnicos para Curitiba, com a missão de obter dados sobre as investigações da Operação Lava Jato? Será que isso é uma consequência do desentendimento entre o presidente Bolsonaro e o ex-ministro Moro? Sabe-se que essa operação elevou o ex-juiz Moro e o procurador Dallagnol ao estrelato, mas agora os holofotes da mídia não parecem bem-vindos. As ações estão mais para um cerco que a exibição de uma vitória das celebridades de um passado recente. Talvez a maré tenha virado. Quem sabe eles subestimaram a corrupção.



J R Ichihara
25/07/2020

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