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Coronavirus
 
REVOLTA DO REBANHO
Por: Afonso e Silva


Sempre me indignei ao ver e/ou escutar as mídias tratar o povo como massa. As expressões: esporte de massa, produtos destinados à massa, comércio de massa, lugares de massa, participação em massa e assim vai...

Agora com essa pandemia, além do termo massa, novos termos aumentam o meu incômodo, são eles: manada e rebanho. Fiquei muito triste ao escutar na TV e ler nos jornais as falas do presidente e dos diretores da OMS ao trazer à tona a questão sobre vacinação. Ele se referiu ao povo, não mais como massa que já era deprimente, pois massa é aquela coisa que se pode moldar e dar a forma que se pretende. A OMS chamou-nos de manada, em algumas ocasiões e de rebanho noutras, ao falar sobre vacinação. As autoridades mundiais, em algumas entrevistas repetiram os termos em “vacinação de manada” e “imunização de rebanho”.

Fiquei me perguntando quais seriam as diferenças dos humanos em relação aos outros animais. Depois de várias reflexões sobre a questão passei a pesquisar sobre os termos e certifiquei-me de que eles estão corretos e que o ignorante nesse caso sou eu. Se eu já me sentia triste e indignado, essa conclusão só potencializou minha tristeza e indignação. Embora errado no que diz respeito aos significados das palavras, não me dou por satisfeito, ao contrário, deixei de ficar triste e indignado para revoltar. Por quê? Ora, simplesmente porque, se somos rebanho ou manada é porque, obviamente, os empresários são os nossos proprietários! No entanto, o quê eles fizeram ou fazem para se tornarem os nossos proprietários? Nada a não ser a avareza de hoje, associada às riquezas de heranças que remontam tempos idos. Esse patrimônio conseguido de forma injusta e covarde sob proteção e justificativa de deuses criados com esse fim. Essa manobra credencia essa elite a colocar, sob sua submissão, todas as forças do Estado para manter o rebanho ordenado? Claro que não!

Em resumo, assim como o patrão determina quais exemplares bovinos irão ao abatedouro, seleciona também quais seres humanos poderão ser descartados. Em todos os casos, tanto bois, cavalos, jumentos, quanto empregados, as escolhas preferenciais de seus proprietários para o abate, recaem sempre sobre os exemplares mais usados, cansados, surrados, velhos, aposentados, doentes...

Essa é a triste realidade, nua e crua. Agora, apenas uma pergunta: porque se acomodar com uma situação como essa? Se a origem de toda a riqueza que nossos proprietários amealharam, veio e continuam vindo, do constante e irresponsável assalto ao patrimônio natural que Deus deixou para todos os seus filhos? E quem, senão os trabalhadores têm a capacidade de transformar esses bens naturais? Porque então sua cota será sempre o açoite, a doença e antecipação de sua morte natural? Temos mais é que se revoltar e lutar contra isso. Jamais poderemos permitir que essa exploração continue. Temos que utilizar nossa força de rebanho e debelar contra isso.

Essa injustiça e exploração não podem ficar assim. Vamos ter que mudar. Para tanto, o que temos que fazer é simplesmente utilizar nossa força monumental de povo, rebanho ou manada e debelar contra isso daqui para frente e nunca mais apoiar nossos próprios carrascos, ao contrário, atuar sempre a favor de nós pobres bois humanos até conseguir tomar as rédeas, com a ajuda do CRIADOR E MANTENEDOR DE TUDO DE E DE TODOS.

Para encerrar, vou pedir licença para colorir com cor de sangue esse modesto artigo com o gigante, ilustre e imortal Geraldo Vandré, com essa atualíssima


Aroeira
(Composição: Geraldo Vandré/1967)

“Vim de longe, vou mais longe
Quem tem fé vai me esperar
Escrevendo numa conta
Pra junto a gente cobrar
No dia que já vem vindo
Que esse mundo vai virar

Noite e dia vêm de longe
Branco e preto a trabalhar
E o dono senhor de tudo
Sentado, mandando dar.
E a gente fazendo conta
Pro dia que vai chegar

Marinheiro, marinheiro
Quero ver você no mar
Eu também sou marinheiro
Eu também sei governar.
Madeira de dar em doido
Vai descer até quebrar
É a volta do cipó de aroeira
No lombo de quem mandou dar.”

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