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Artigo
 
Terapia Narrativa: a pessoa não é o problema
Por: Milena Aragão

A terapia narrativa é uma forma de psicoterapia pós-moderna e colaborativa, desenvolvida por Michael White e David Epston. Tem como base epistemológica o socioconstrucionismo, aproximando-se teoricamente da Psicoterapia Familiar e de autores como Michel Foucault, Gregory Bateson, Jerome Bruner, Lev Vygotsky, entre outros. Esta abordagem entende que as pessoas são as maiores especialistas em suas vidas e, por isso, o olhar sobre as histórias que contam sobre si passa a ser priorizado. Para a terapia narrativa, história significa uma sucessão de eventos ligados em sequência, através do tempo e de acordo com um tema, aos quais são atribuídos significados, a fim de explicar os acontecimentos e de dar a eles um sentido. Todavia, é importante salientar que a vida é multi-historiada, isto é, a experiência de vida é muito mais rica do que a história “dominante”, por isso o terapeuta utiliza uma série de estratégias (como as conversas de externalização, conversas de reautoria, conversas andaime, metáforas...) para acessar as outras histórias, com a finalidade de enriquecer a vida do sujeito e abrir possibilidades para novas construções identitárias. A abordagem narrativa parte de do seguinte axioma: a pessoa é a pessoa, o problema é o problema, a pessoa não é o problema. Assim, esta forma de abordagem objetiva distanciar-se do problema para observá-lo a partir de outras perspectivas, em busca de formas criativas de enfrentamento. Para tanto, trabalha-se abarcando dois panoramas: ação e identidade. No panorama de ação, estão inclusos os eventos conforme um tempo específico; e no panorama de Identidade estão os significados que a pessoa confere as experiências vividas, de acordo com seus desejos, crenças, valores e princípios. Salienta-se que a identidade é construída de maneira coletiva, inserida num contexto social, cultural, histórico e subjetivo. Conforme White e Epston: “As pessoas dão sentido a suas vidas e relacionamentos relatando sua experiência, e ao interagir com os outros, a representação das suas histórias modifica as suas vidas e relacionamentos”.

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