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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Conveniência ou a cara da Nova Política?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Parece que não era bem assim..


Há pouco tempo o país viu, através das imagens mostradas pela mídia, as manifestações pedindo o fechamento do Congresso Nacional e do STF. Os argumentos eram mais que justificados pelos fãs incondicionais do presidente Mito. Afinal, as propostas enviadas, que nos tirariam da crise, esbarravam na má vontade dos parlamentares da Câmara Federal e do Senado Federal. Da mesma forma que o Judiciário se posicionava contra o direito de se expressar, mesmo com forte indicio de agressão e violência. O assunto deu o que falar.
Como todos sabem que no meio político - e até no Judiciário politizado - as mudanças que ocorrem deixam a maioria sem entender o porquê das mudanças. Pois bem. Com o afago que o Planalto deu no Centrão, o partido que o presidente da Câmara Rodrigo Maia faz parte, os olhos raivosos veem além da cortina de fumaça. Para que ameaçar alguém que sentou em cima de dezenas de pedidos de impeachment do Mito? Como diziam as velhas raposas deste meio: política é a arte de unir os inimigos na luta por um objetivo comum. O que seria isso neste caso?
Mas o STF continua sendo uma pedra no sapato da gestão mitológica. Vazou que o governo usou a máquina púbica para montar um dossiê dos antifascistas dentro do serviço público. Por causa disso a ministra Carmem Lucia pediu explicações, azedando ainda mais o relacionamento entre o Executivo e o Judiciário. Além disso, o pedido do compartilhamento de dados da Operação Lava Jato, solicitado pela PGR, acirrou ainda mais os ânimos entre esses Poderes. Os críticos dizem que a intenção é atingir o ex-ministro Moro, o desafeto de Bolsonaro.
O que tudo isso traz de positivo para os simples mortais, os que estão enfrentando as adversidades geradas pela pandemia na situação mais desfavorável possível? Infelizmente o choque entre os Poderes, que deveriam garantir uma vida digna para os seus cidadãos, está longe de ter isso como bandeira de luta. O motivo disso tudo é mostrar publicamente quem tem mais poder, pouco importando se as atitudes e o comportamento das pessoas envolvidas tragam algum resultado positivo para a sociedade. A força é o grande diferencial nesta disputa de egos.
Todo problema de saúde, entretanto, precisa de medidas eficazes para devolver a normalidade ao dia a dia da população. Na atual pandemia, o povo viu que as curas milagrosas dos pastores evangélicos não passam de charlatanismo. Mas uma notícia que causou estranheza foi a recomendação do prefeito de Itajaí-SC, o médico Volnei Morastoni, com a aplicação de ozônio, via retal, para combater a Covid-19. Apesar do método despertar o lado humorístico do brasileiro, o ministro interino da Saúde se reuniu com os defensores da sugestão.
À parte o temos sobre qualquer tratamento invasivo, especialmente nas partes íntimas do paciente, a população deve entender que, se comprovada a eficácia do tratamento do ozônio via retal, o sacrifico vale a pena. Quem desconhece que muitos brasileiros não fazem o exame de próstata, uma doença que mata milhares, por simples machismo e preconceito. O dilema será se a Organização Mundial de Saúde, a OMS, reconhecer a eficácia desta aplicação e aprovar este procedimento para a comunidade cientifica. Quantos vão preferir morrer a passar por isso?
Diz-se que o tempo é o senhor da razão, que ele é o único teste confiável para submeter nossas convicções diante da realidade. Grosso modo, isso é equivalente a manter as suas opiniões inabaláveis depois de uma confrontação com as diversas situações fora do mundo ideal. Mudar de opinião diante de resultados divergentes do esperado não é demérito algum. Reconhecer que as afirmações, críticas e promessas utópicas podem estar equivocadas faz parte do aprendizado do qualquer ser humano. Quem nunca fez nada por conveniência?


J R Ichihara
06/08/2020

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