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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Negacionismo como instrumento de defesa?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

A insistência em continuar negando o que todos veem


O que se vê atualmente no Brasil joga por terra a velha crença de que contra fatos não há argumentos. Depois que o presidente Bolsonaro, o Mito para os seus fãs incondicionais, adotou a prática de negar as divulgações baseadas em dados oficiais tudo que ele e o Planalto negarem se torna verdade. Simples assim! E quando nada disso produz o efeito desejado basta usar o estilo original do homem que diz o que a maioria pensa de forma transparente. Se a vida deve seguir em frente... Por que lamentar e perder tempo com a centena que se foram?
Mas os apoiadores irredutíveis deste governo, mesmo diante dos dados confiáveis fornecidos pelos órgãos públicos responsáveis, preferem ouvir do nosso presidente da República a palavra final sobre qualquer notícia veiculada pela mídia. O que está acontecendo segue o caminho diametralmente oposto do que pregavam outros líderes que ficaram na História pela brutalidade de suas ações contra grupos específicos. A máxima deles era que uma mentira repetida muitas vezes acabava virando verdade. Hoje a repetição exaustiva da negação faz isso.
Que os olhos do mundo estão voltados para as agressões ambientais da Amazônia ninguém desconhece. O problema é que quando isso ganha as manchetes nos principais jornais e na mídia internacional, os nacionalistas tratam logo de dizer que o interesse dos estrangeiros é se apossarem das nossas riquezas. Há quanto tempo ouvimos comentários e opiniões com essa visão? Será que os Fundos internacionais são apenas um disfarce para colocar em prática um plano de ocupação para explorar as nossas riquezas? Ou sozinhos preservaremos esta reserva?
Uma declaração, entretanto, do nosso presidente sobre a preocupação do mundo com o desmatamento na Amazônia deu o que falar. Disse ele, na última terça-feira 11/8/20, que "não há nenhum foco de incêndio, nem um quarto de hectare desmatado" na floresta. "É uma mentira essa história que a Amazônia arde em fogo". Tais afirmações ocorreram na videoconferência da 2ª Cúpula Presidencial do Pacto de Letícia pela Amazônia. Os dados sobre o aumento no desmate são do INPE, o órgão oficial que monitora essa ocorrência. Esta negação valeu a pena?
À parte os críticos e defensores da atual gestão, mas levando em consideração a realidade baseada nos fatos registrados e divulgados, por que o presidente busca uma justificativa sobre a preocupação mundial sobre a preservação da Amazônia? Da forma que ele coloca o problema, qualquer um leitor entende que há um complô para crucificá-lo. Ou que os estrangeiros querem saquear a nossa região. Mas quem deveria ser cobrado, se ele é o atual comandante do país? As imagens de satélite são forjadas para prejudicar a sua administração?
Girando os holofotes para o ambiente doméstico, o desconforto do Capitão Motosserra não é dos melhores. A quebra do sigilo bancário do Fabrício Queiroz o ex-amigo pessoal e ex-assessor do filho Flávio, o hoje senador de República, mostra vários cheques depositados, totalizando R$ 89 mil, na conta da sua esposa, a primeira-dama Michelle, feitos por ele e por sua esposa Márcia Aguiar. Fosse num país sério, o sonho de consumo dos sedentos por Justiça, o Mito sairia do cargo. Mas a indiferente reação dos fãs é a reeleição dele como certa. Talkey?
Na economia, a área mais sensível deste governo, o superministro sofreu um desfalque significativo na sua equipe por causa do pedido de demissão dos secretários Salim Mattar, da Desestatização, e Paulo Uebel, da Gestão e Governo Digital. O motivo das saídas foram a demora nas privatizações e na Reforma Administrativa. Mas a notícia que injetou ânimo nos anticorrupção foi a indicação do ex-presidente Temer, preso por corrupção, para chefiar a missão que irá ao Líbano prestar ajuda aos atingidos pela catástrofe no porto. Isto é Brasil


J R Ichihara
12/08/2020

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