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Artigo
 
Educando o Espírito
Por: Valdir Pedrosa

EDUCANDO O ESPÍRITO

Durante o culto do Evangelho no lar de Isabel, André Luiz relatou a comunhão de pensamentos e sentimentos entre a dona da casa e suas filhas, bem como a indiferença de Joãozinho, o filho rebelde que destoava do restante da família e que menosprezava o banquete espiritual oferecido pela Boa Nova do Cristo. Agora chegamos a mais um momento muito especial da obra em estudo. Após dona Isabel, com excepcional sabedoria, ensinar aos filhos que a pobreza é uma das melhores oportunidades de elevação ao nosso alcance, Joãozinho retrucou contrariado: “Infelizmente, não posso concordar com a senhora. Até os garotos do jardim de infância pensam de modo contrário.”[1]

A partir daí a nobre senhora assumiu a postura de instrutora que ensina com grande responsabilidade e consciência, objetivando educar com brandura e firmeza, com energia e amor. Suas palavras se revestem de vasta importância não somente para o filho indócil, mas para todos nós que, direta ou indiretamente, temos crianças sob nossa tutela: “Não estamos aqui num jardim de infância, meu filho. Estamos no jardim do lar, competindo-nos saber que as flores são sempre belas, mas que a vida não pode prosseguir sem a bênção dos frutos. Por onde andarmos no mundo, receberemos muitos alvitres da mentira venenosa. É preciso vigiar o coração, Joãozinho, valorizando as bênçãos que Jesus nos envia.”[1]

Isabel mostrava ao filho imaturo a necessidade de produzirmos bons frutos ou, em outras palavras, trabalharmos sempre pelo bem. Não importa sob que condições reencarnamos e nem onde. Sempre há a possibilidade real de fazermos algo de positivo em benefício do próximo e de nós mesmos. Não há uma desculpa plausível que seja para justificar a inércia de alguém nesse sentido. Além disso, mãe zelosa, ensinava ao pequeno rebento o dever de sempre nos vigiarmos, pois durante a vida recebemos inúmeros convites e propostas para levarmos uma vida distante dos valores espirituais que precisamos conquistar e que são imprescindíveis ao nosso progresso.

Todavia, o menino não era fácil. Ele propôs à mãe alugar a sala da humilde residência, o local onde as reuniões ocorriam. O jovem tinha amplo interesse no dinheiro que receberiam pelo aluguel do cômodo, para o qual inclusive já havia um interessado em transformá-lo em depósito de móveis. Com energia, mas sem irritação, Isabel respondeu: “Você deve saber, meu filho, que enquanto respeitarmos a memória de seu pai, este salão será consagrado às nossas atividades evangélicas. Já lhes contei a história do nosso culto doméstico e não desejo que vocês sejam cegos às bênçãos do Cristo. Mais tarde, Joãozinho, quando você entrar diretamente na luta material, se for agradável ao seu temperamento, construa casas para alugar; mas agora, meu filho, é indispensável que você considere este recanto como algo de sagrado para sua mamãe.”[1]

Mais lições a serem aprendidas: respeitar a memória daqueles que nos precederam no retorno ao plano espiritual, ter um local apropriado para o desenvolvimento das tarefas cristãs e suscitar no filho a ideia de que é preciso trabalhar arduamente no plano material para conquistar aquilo que desejamos, sem desmerecer ninguém, mas respeitando a todos, com muita honestidade e esforço.

Porém, o menino não deu trégua e retrucou, orgulhoso e mal humorado: “E se eu insistir?” Ao que a mãe respondeu resoluta, com equilíbrio e segurança: “Se você insistir, será punido, porque eu não sou mãe para criar ilusões perigosas ao coração dos filhinhos que Deus me confiou. Se muito amo a vocês, precisarei incliná-los ao caminho reto.”[1] Essa resposta nos lembra de uma valorosa lição ministrada pelo instrutor Eusébio: “Abandonai a ilusão, antes que a ilusão vos abandone.”[2]

Não satisfeito, o garoto quis retrucar, mas André percebeu que Isabel emitiu uma luz do tórax que constrangeu o filho rebelde, fazendo-o se calar a contragosto. Logo em seguida, a mãe tranquilizou as filhas afirmando que Joãozinho saberia compreendê-la e que, por isso mesmo, não alugaria a sala. Com uma prece singela de agradecimento a Deus proferida por Joaninha, o culto foi encerrado.

Duas coisas ainda a destacar: a primeira é o comportamento de Isabel – mãe genuinamente cristã, instruindo os filhos com amor e firmeza, corrigindo aspectos negativos trazidos de vidas passadas, mostrando-lhes a vida real e orientando-os no caminho do bem. A segunda coisa é que o mentor Aniceto nos ensina que quando vivenciamos verdadeiramente o Evangelho, conquistamos o equilíbrio do coração.

E para finalizar, um notável lembrete do amigo André Luiz sobre a respeitável tarefa da mulher como mãe: “Compenetrar-se do apostolado de guardiã do instituto da família e da sua elevada tarefa na condução das almas trazidas ao renascimento físico. Todo compromisso no bem é de suma importância no mundo espiritual.(...) Afinar-se com os ensinamentos cristãos que lhe situam a alma nos serviços da maternidade e da educação, nos deveres da assistência e nas bênçãos da mediunidade santificante. Quem foge à oportunidade de ser útil engana a si mesmo.” [3]

[1] Os Mensageiros – Pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 36 (Mãe e filhos).
[2] No Mundo Maior – Pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 2 (A preleção de Eusébio).
[3] Conduta Espírita – Pelo Espírito André Luiz, psicografado por Waldo Vieira – capítulo 1 (Da mulher).

Valdir Pedrosa – Janeiro/2018

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