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Carlos Alberto de Melo Silva
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70 ANOS DE MINHA VIDA
Por: Carlos Alberto de Melo Silva

O número "7" na Bíblia, tem o significado de "Perfeição e Totalidade", quanto ao número "0", nada significa em nossas vidas, mas 70 x 7, é quantidade (infinita) de vezes que devemos perdoar. Não consegui, ainda, ser Cristo e oferecer a outra face, na hora que recebo o mal, pois rebato na mesma forma ou pior, mas em seguida já não lembro, mesmo em caso de traição, algum tempo depois, perdoo totalmente e assim sempre fui usado, mas sou feliz por isto e não reclamo, alguns dizem que sou cínico, nesse caso, pergunto: Jesus nos recomendou ser cínicos?
Sou de origem humilde, o que me orgulha, filho de um vendedor de cuscuz, autodidata, que se tornou funcionário publico e de uma dona de casa, semi analfabeta. Nasci às 3 horas da manhã, do dia 06 de abril de 1946, na casa de meus pais, em Santo Amaro, como consta de meu Registro de Nascimento.
Dei problema aos meus pais, aos quais rendo minhas homenagens e agradecimentos, pois nunca desistiram de mim, fui expulso da escola (SENAC), perambulei pelas ruas e parques e um dia, diante da ameaça de um revolver, me lembrei de São Sebastião, padroeiro da Igreja de meus pais e fui agraciado com a vida, resolvi mudar minha forma de encarar o mundo e voltei a estudar, fazendo os cursos ginasial e colegial em escolas públicas, sem nunca ter feito prova final e passei no 1º vestibular (Ciências Econômicas UFPE), logo após terminar o 3º Clássico no Colégio Pernambucano, depois fiz a Faculdade de Direito, assim dou vivas a São Sebastião e a Nossa Senhora, que através de Jesus rogaram por mim ao Deus Pai. Esta a razão de em toda a minha vida ser um Católico Apostólico Romano e nunca ter deixado minha fé, mesmo quando levado por circunstâncias e esposas frequentei o espiritismo e o protestantismo, dos quais guardo boas recordações e onde aprendi a ter respeito pelos que têm fé diferente da minha, mesmo que de outras igrejas, que não a Católica ou ainda de outras religiões.
Apesar do amor que sinto pela minha esposa, com a qual casei duas vezes, não posso negar a convivência dos casamentos anteriores, mas recomendo aos esposos que façam todo o esforço para conviver, por toda a vida, com uma única companheira, pois além do prejuízo aos filhos e de todas as demais perdas, inclusive financeiras, nós perdemos um pouco da nossa identidade, pois entendo como falta de respeito, ética e consideração, para com a atual companheira, o parceiro ficar narrando suas viagens e demais convivência com a parceira anterior, não digo isto criticando os que o fazem, mas para externar meu modo de pensar e agir, pois apesar de haver viajado para Europa, Estados Unidos, Países da América Latina e praticamente todos os estados do Brasil, não conto os detalhes das viagens efetuadas, com as esposas anteriores e assim a idade vai me fazendo esquecer os conhecimentos adquiridos nessas viagens, portanto meus amigos, não se arrisquem, por melhor e mais nova que "pareça" ser a outra, pois mulher de verdade é a que está em nosso lado no momento, se você trai, um dia poderá ser traído e se isso acontecer, não mate, não bata, não vá pra cadeia, onde sofrerá mais, aí sim, despreze a atual e parta pra outra.
Gerei um casal de filhos (Mônica e Alessandro), no primeiro casamento, aos quais amo e por eles rezo quase todos os dias, assim como tenho carinho e rezo ocasionalmente pelas cinco filhas (Vânia, Renata, Rafaella, Rachel e Ravenna), por afinidade, que conviveram e convive comigo e as quais ajudei e ajudo a criar. A todas elas sempre me dediquei com o mesmo empenho, carinho e respeito que dediquei aos filhos que gerei, seja conversando, discutindo, ensinando, levando a passeios, escola, hospital, enfim, assumindo as funções de um pai, mas fazendo toda a questão que jamais esquecessem ou esqueçam o pai que as gerou, pois considero triste um filho esquecer os que lhe geraram e abandonaram, julgando-os, sem os ouvir sobre as reais razões que lhes levaram a abandonar o que gerara; Deus os julgará.
Meu primeiro emprego foi na Sanbra/Intermares Cia de Turismo, posteriormente, quando era presidente de diretório e grêmio estudantil, trabalhei na Secretaria de Educação do Estado e depois fui levado para Caixa Econômica, onde passei 30 anos, 27 dos quais com função gerencial, onde fui Presidente da Associação do Pessoal (APCEF) e Vice Presidente da Federação (FENAE), quando me aposentei, passei 6 anos como proprietário de Loteria, onde fui Presidente do Sindicato dos Lotéricos e mais recentemente, face a dois concursos passei outros 6 anos como Juiz Leigo em Juizado Especial Cível, no Tribunal de Justiça de Pernambuco. Agora, estou só advogando, principalmente na área do Direito do Consumidor e varas de família, mas amo fazer trabalhos manuais de serralheiro, mecânico, pintor, enfim, manutenção do lar.
Quanto à Igreja, sou católico praticante e como tal sou levado a fazer leituras nas Missas, acompanhar procissões, fazer visitas a hospitais, ajudar na distribuição de sopão para moradores de rua, etc. Há oito anos participo do movimento Terço dos Homens; tenho grande veneração por Maria, Nossa Senhora, mãe de Jesus, filho do Deus altíssimo e sempre lembro, que quando minha mãe era viva, quem quisesse conseguir alguma coisa comigo, era só falar com ela, portanto, acredito que Maria é a mesma coisa com Jesus. Sou defensor público do dízimo, que entendo não ser necessariamente 10%, do salário, como esclareço em artigo, no meu blog: www.paralerepensar.com.br/carlosamelo, mas entendo que participante da Igreja, tem obrigação de contribuir mensalmente, com quantia certa para as despesas de sua paróquia, pois a religião é um dos maiores prazeres do homem; eu não conheço nenhum outro prazer, mesmo menor, como teatro, cinema, restaurante, etc, que você não pague para desfrutar, então porque não contribuir para manutenção da Casa de Deus?
Na Igreja Católica, apesar de tudo que faço, como praticante, não devo fazer publicamente a comunhão, face ao divórcio de há 30 anos, mas tenho um consolo, que dei há algum tempo a um companheiro o qual falou que iria deixar a Igreja, porque divorciado, como eu, não podia comungar, apesar de contribuir e participar de todas as formas com a Igreja. Contei-lhe a seguinte parábola e ele não deixou a Igreja: um senhor rico e justo foi viajar, por muitos anos e deixou duas lojas, cada uma nas mãos de um dos dois servos, recomendando que as gerenciassem, mantendo as fachadas das lojas, como deixara e conservando as vendedoras que deixava, e assim, além do salário de gerente, poderiam tirar um pro labore mensal; mas se não seguissem aquelas duas recomendações, perderiam o pro labore e ficariam só com o salário. Um deles pensando em aumentar o lucro e chamar a atenção do público, mudou a frente da loja e trocou a vendedora, que ele considerava lerda, com isso perdeu o pro labore, mas depois arrependeu-se, refez a frente da loja e conservou pelo resto da vida a nova funcionária, trabalhando e dando melhores lucros ao seu senhor, sem reclamar que o outro servo ganhava mais que ele, pois além do salário continuava com o pro labore. Então pergunto: quando o senhor justo e rico voltar, como tratará esse servo, que apesar de não ganhar o pro labore, como o outro, passou toda vida trabalhando pelo engrandecimento da loja do seu senhor? Assim como esse servo, os impedidos de ganhar a comunhão (pro labore), devem continuar trabalhando pela Casa do Senhor e a misericórdia Dele vai lhe recompensar.
Finalizando, agradeço a minha esposa (Dulcéa), meus filhos e enteadas, netos e a todos os demais parentes, aderentes, colegas, companheiros, amigos, de ambos os sexos, que comigo conviveram e participaram da minha vida, contribuindo para o engrandecimento e aprimoramento de minha passagem, na terra, durante esses 70 anos que completo hoje. Espero que muitos outros anos eu possa estar aqui, com saúde, desfrutando da amizade de todos, mesmo que distante fisicamente de alguns.

UM BEIJO NO CORAÇÃO E UM ABRAÇO APERTADO.

Recife, 06 de abril de 2016.

Carlos Alberto de Melo Silva (septuagenário)

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