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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Apoio ou críticas de acordo com a seletividade
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Qualquer semelhança com uma Ditadura é mera coincidência?


Continuamos sendo um povo sedento por Justiça, de acordo com o denunciado ou envolvido em algum tema que mereça imparcialidade ampla, geral e irrestrita. Os holofotes rapidamente se voltam para as opiniões e inundam as redes sociais. A partir daí os comentários expõem as divergências e convergências sobre liberdade de expressão, preconceito, politicamente correto, assédio moral e tudo que possa garantir o direito de viver protegido pelas leis, mas sujeito aos questionamentos que um regime democrático permite. O tal “nós” e “eles”!
Muitos ficaram indignados porque a jogadora de vôlei de praia, Carol Solberg, filha da ex-jogadora Isabel da Seleção Brasileira desta modalidade, gritou “fora Bolsonaro”, depois de conquistar a medalha de bronze no Circuito Nacional. Ela foi autuada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva e designada para uma sessão de julgamento. Será que casos semelhantes não ocorreram sem qualquer problema? Os apoiadores da atitude dela citaram que em certa ocasião os jogadores da seleção masculina de vôlei manifestaram apoio à Bolsonaro. Por que isso pode?
Curioso é que neste governo algumas Instituições cultivam um preciosismo quanto a preservação da figura do presidente da República, como se ele fosse realmente um Mito. Não muito tempo atrás, os ex-presidentes petistas não gozavam de tanto zelo por parte desses órgãos mantenedores da ordem e do respeito. Pelo menos a alegação era que os críticos do então governo estavam exercendo o direito a liberdade e expressão. Daí que o “Fora Dilma” era a forma mais carinhosa de manifestação. Até onde se sabe ninguém foi intimado por algum Tribunal.
Talvez a liberdade de expressão seja uma via de mão única. Portanto, quando um membro da Alta Cúpula deste governo se refere às pessoas da base da pirâmide social, não importando qual termo usa, ninguém pode impedir esse direito. O presidente Mito chamar os trabalhadores de vagabundos, é perfeitamente aceitável. O superministro Paulo Guedes rotular os servidores públicos de parasitas, não tem nada demais. O atual ministro da Educação declarar que o professor brasileiro é o fracassado que não conseguiu exercer outra atividade, merece aplausos.
O clima de troca de farpas, seja pelo motivo mais banal possível, chegou para ficar. Bastou a ex-apresentadora da Rede Globo Gloria Maria opinar que o politicamente correto é um saco, que o mundo veio abaixo. Ela enfatizou que atualmente tudo é racismo. Provavelmente o que causou indignação dos que a criticaram foi o fato de ela ser negra. Com quem estaria a razão? Ela alcançou o sucesso na carreira, apesar do preconceito racial, mas isso significa que não há obstáculos invencíveis para pessoas de cor. As exceções podem virar a regra por este exemplo?
Será que os favoráveis a liberdade de expressão aceitam isso quando são os alvos? Ou esse direito só vale quando queremos apontar erros alheios e cobrar explicações dos nossos desafetos? Muitos caminham sobre a tênue linha imaginária que divide a parcialidade da imparcialidade. Usar os meios legais para proteger a reputação de alguém acima de qualquer suspeita é muito bem-vindo. O problema é impedir os questionamentos pela força bruta. Por que a Michelle Bolsonaro quer calar a divulgação da música sobre depósitos na sua conta bancária?
Mas nada como as voltas que o mundo dá. A mesma Rede Globo, que era admirada por divulgar todas as denúncias sobre escândalos das gestões petistas, foi impedida de mostrar documentos que comprovam as irregularidades do filho do presidente Bolsonaro. De veículo importante no combate à corrupção, virou a indesejada Globolixo. Pode-se dizer que a mudança foi do vinho para a água? O herói e terror dos corruptos, o ex-juiz Sergio Moro, hoje não passa de um mentiroso traidor. Será que o povo justiceiro tem consciência de quem merece o seu apoio?


J R Ichihara
30/09/2020

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