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Haroldo Pereira Barboza
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Sem PIXar os bancos
Por: Haroldo Pereira Barboza

Não querendo PIXar o produto.

A propaganda do PIX está sendo apresentada como um saboroso bolo recheado com uva, morango e cereja, para criar o desejo do povo em “engolir” esta nova refeição.

Quando governos e bancos nos “oferecem” muitas vantagens, claro
que ficamos desconfiados. O histórico de produtos (camuflados) que nos trouxeram prejuízos após implantados, povoam a história. Basta ter paciência para encontra-los. O “plano verão” é um bom exemplo.

Ofertas atraentes no PIX: rapidez na conclusão (10 segundos), no preenchimento de campos (basta um “apelido”) e custo de R$ 0,02 !!!
Fora a possibilidade de “sacar” dinheiro no comércio, evitando pagar por saque nos caixas 24 horas! E a futura “aposentadoria” de cartões que não mais precisaremos esquecer ou perder dentro de veículos.

O Banco do Brasil até vai sortear R$ 600.000,00 entre adeptos do novo
esquema (PIX)!!! Creio que o Nubank também. Santander: deve dar R$ 1.000.000,00! Estas diferenças podem provocar algumas migrações de clientes.
Se um produto é bom, os consumidores correm para ele sem prêmios.
Se a ideia é “fidelizar” clientes, bastam 4 sorteios trimestrais de R$ 50.000,00. Mais barato que R$ UM milhão. Que é um “cascalho” diante dos lucros anuais destas entidades.

Na condição de desconhecedor do mercado financeiro, um item que me causa estranheza é a composição da chave PIX (apelido) que permite exibir CPF, celular e e-mail. Itens que normalmente
desejamos esconder para dificultar ações de trapaceiros que compram cadastros para terem acesso a estes dados.

Esta chave poderia ser composta (exemplo) juntando ...
2 alg (Estado) + 3 alg (município) + 3 alg (CPF) + sigla do clube (3)
+ ano de nosso nascimento (4) + 3 letras de nosso nome + nº do banco (3) + min + seg (4) do instante do acesso. Isto pode ter tamanho até menor do que e-mail. E seria constante. E facilitaria a triagem do
programa na hora do preenchimento.

O 2º item que mais nos incomoda na novela PIX, é o seguinte:
O uso de DOC, TED, maquininhas de pagamentos e assemelhados,
rendem perto de UM bilhão (por semestre?) aos bancos.
Eles abrem mão desta grana “sem gemer”?
Creio que logo criarão umas taxas tipo: cliente pode abrir APP 3 vezes por dia de forma gratuita. Da 4ª vez em diante, pagará R$ 3,00 por acesso. Outra taxa: Se passar pela porta giratória do banco mais de 2 vezes por dia, pagará R$ 2,00 como “pedágio”. Se o alarme de metal tocar, mais R$ 1,00 para cobrir o gasto do aparelho.
Pronto: Recuperam a grana em seis meses.

Imaginação para cobrar é tão fértil quanto à da turma que cria
“penduricalhos” para aumentar salários públicos.

Se um especialista em finanças desejar nos esclarecer, poderemos
aderir à proposta com menos insegurança.

Haroldo / RJ


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