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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Guinada no sentido oposto ou avanço promissor?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quando o viés ideológico está acima de tudo...


Três décadas depois da Queda do Muro de Berlim, o mundo ainda discute a melhor forma de gestão pública de uma sociedade organizada. O fato histórico pôs fim ao regime socialista que isolou fisicamente uma parte do Leste europeu e ideologicamente alguns países da Ásia e das Américas. Mas não esgotou as divergências entre o comunismo e o capitalismo, agora sob a nova denominação de esquerda e direita. O que afasta as duas linhas de pensamento, dificultando qualquer entendimento civilizado, são as posições extremas das duas alas. Isso virou ódio!
Portanto, uma simples eleição, para qualquer cargo no Poder Executivo em qualquer dos níveis de gestão (municipal, estadual e federal), vira uma batalha sangrenta movida a acusações, ofensas, invasão de privacidade e outras baixarias inaceitáveis, ficando os programas de governo em segundo plano. Incentivado pelos apoiadores – muitos gostam de ver sangue jorrando – os candidatos se esmeram em apontar os podres dos adversários porque isso tem um efeito imediato nas pesquisas. O triste é que nesse festival de inutilidades os opostos se igualam perfeitamente.
O lamentável no comportamento do cidadão que sonha com dias melhores, via decisões políticas implementadas nas diversas atividades que impactam na vida do a população, é fechar os olhos para os erros somente porque votou em quem está no comando. Daí que a conversa de que todos querem o melhor para o país soa estranha. Por isso, chega ao conhecimento público que todo cidadão que apoia as políticas de partidos da esquerda é vagabundo; a busca de dias melhores só pode estar nas mãos da direita, os que trabalham e defendem o país. Simples assim!
Uma consequência do pensamento sobre esquerda e direita, na forma de pensar a política, ultrapassou as fronteiras do nosso país e se estendeu para as eleições de outras nações democráticas. Por que muitos brasileiros dedicaram horas torcendo pela esquerda ou direita nas eleições dos Estados Unidos? Qual importância isso tem para o dia a dia dessas pessoas? Talvez a preocupação do avanço da esquerda, o perigoso comunismo que só trouxe pobreza ao mundo, esteja apenas no coração e na mente de cada um. A política externa do Tio Sam independe disso.
À parte as relações comerciais que todo país deve manter com os parceiros, cada país tem o direito de manter a sua soberania acima dos interesses externos. O problema é que muitos ignoram que os acordos firmados devem ser respeitados, não significando com isso que um Estado se tornou submisso a outro. Diplomacia e respeito mútuo, além da ausência de interferência em assuntos internos, é muito bem-vindo em qualquer comportamento entre os líderes, sejam ou não parceiros comerciais. A opinião do cidadão comum pouco acrescenta.
Enquanto a mídia focava no andamento das eleições nos Estados Unidos e a população discutia sobre as declarações inúteis de alguns membros do alto escalão palaciano, o Senado aprovou o projeto para a autonomia do Banco Central - o sonho do mercado financeiro e da maioria dos empresários brasileiros. Portanto, entre as vantagens e as desvantagens relacionadas pelos grupos de interesse, o esperado dia chegou. Se a decisão foi boa ou ruim somente o tempo vai mostrar. Por enquanto prevalece o pensamento e as ações do neoliberalismo. É ver para crer.
Será que a vitória do Partido Democrata nos Estados Unidos, considerada uma volta da esquerda ao poder, significa uma guinada da política no mundo? Outros países também elegeram candidatos da esquerda. Qual diferença faz se uma gestão for da esquerda ou da direita, se atende os interesses prioritários do seu povo, obedecendo a Constituição do seu país, mantendo uma convivência amistosa com os seus vizinhos e respeitando os acordos firmados com os seus parceiros comerciais? Na verdade, para o cidadão comum, isso é o que menos importa. Portanto...


J R Ichihara
09/11/2020

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