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Crônica
 
Minimalista
Por: Yé Gonçalves

A gente chega a um estágio na vida (não sei se acontece com todos, mas comigo é o que está acontecendo) em que muitas coisas que eram necessárias para a satisfação e elevação de autoestima, na atualidade não são mais. A gente passa a eliminar excessos e vai se acostumando a conviver e a se satisfazer com o mínimo; e, assim, a gente vai se tornando um minimalista, ou mesmo se aproximando desse ideal. O certo é que vamos nos amadurecendo, ou sendo amadurecidos pelos batidos da vida, e aprendendo a selecionar e a priorizar o que é mais importante para nós: as coisas práticas no dia a dia.

Ser minimalista, além de se tratar de um estilo de vida, é um excelente amadurecimento moral, quando, através do desenvolvimento moral, passamos a lidar melhor com as coisas materiais, selecionando-as e trabalhando a virtude do desapego. As nossas aquisições se tornam mais objetivas e o nosso modo de pensar e de agir se faz mais claro e preciso.

Na verdade, ainda estou começando a implementar essa ideia, eliminando aos poucos algumas coisas que para mim se tornaram supérfluas. Digo “aos poucos”, porque se trata de mudança de estilo de vida; e, a meu ver, as mudanças devem ocorrer paulatinamente. Assim, as novas ideias vão chegando e se acomodando ao jeito da gente.

Cada dia vou eliminando um objeto que não é mais útil para mim; entretanto pode ser útil para outra pessoa. Um par de sapatos a mais que tenho guardado, pois basta apenas um ou dois no máximo, não precisa mais que isso. Não preciso mais que sete camisas, pois só uso uma por dia. Não preciso de dois carros, só consigo dirigir um de cada vez; e pra que superlotar garagem e acumular despesas desnecessárias? Nestes tempos atuais, não há cabimento, apesar das insistências dos ideais capitalistas.

Há uma outra dica importantíssima, em relação ao “modus vivendi” minimalista. É que não se trata apenas de eliminar coisas materiais; mas, também, abandonar o hábito de fumar, de fazer uso imoderado de bebidas alcoólicas, de furtar e de roubar, de passar a perna nos outros etc; e os vícios morais, assim como exemplo, na conversação no dia a dia, eliminarmos as fofocas, os julgamentos infundados, o egoísmo e o orgulho, a vaidade etc.

Assim, a gente vai se tornando mais tranquilo e mais leve na forma de pensar e de agir, de entender e de compreender a lógica da vida, e passa a olhar mais para dentro de si e a perceber somente o lado bom que existe nas pessoas, na compreensão de que todos somos irmãos e estamos, ora na mesma estrada, ora no mesmo barco, ora sobrevoando o mesmo espaço, em busca da felicidade, a qual nos cabe conquistar.

Estou adorando essa ideia. Vamos nessa?! O que mais importa mesmo na vida é ser feliz e pronto; ainda mais sendo minimalista.

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