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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Bravata, insanidade ou desespero
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Como impedir o direito de aplaudir?


Uma das facetas do presidente Bolsonaro é causar impacto nas suas declarações polêmicas, ofensivas e inoportunas. Os seus opositores acham que isso é proposital para desviar a atenção de assuntos de maior interesse nacional, uma estratégia que tem funcionado porque o povo dá muita importância a isso. Talvez por entender o comportamento do brasileiro, inclusive dos que se consideram superiores intelectualmente, esta tática palaciana é usada semanalmente. Como dizem os especialistas: crises geram oportunidades. Por que não aproveitar a seu favor?
Aos que assistiram o caos devido ao apagão no Amapá, mas não sofreram na pele os problemas gerados pelas consequências, a imobilidade das autoridades sobre o assunto nada significou. Mas quem está no olho do furacão vê a indiferença com muita indignação. Afinal, o consumidor é o único que não tem responsabilidade ou ingerência sobre esta prestação de serviços. O que fez o presidente da República sobre isso? Depois de mais de duas semanas, com a mídia expondo diariamente a situação, foi desfilar apoiado na porta de um carro em Macapá.
Quem depender do socorro federal neste governo pode se dar muito mal, principalmente se for de um estado considerado opositor do Mito. O juramento na posse dizendo obedecer a Constituição e governar para todos, independentemente da opção política, é apenas pro forma para atender o protocolo. Depois que empunhou a poderosa caneta Compactor, o povo viu que o presidente governa para uma minoria de ricos, empresários e políticos aliados. Discrimina negros, pobres, índios, homossexuais, mulheres e servidores públicos do baixo escalão. Alguém não vê?
Uma declaração presidencial sobre o triste episódio no Carrefour de Porto Alegre, onde um negro foi morto a pancadas, dissipou todas as dúvidas sobre a sua forma de governar. Ele simplesmente disse que tinha coisas mais importantes que tratar de racismo. Nisso a dupla que faz com o vice-presidente Mourão trabalha em perfeita sintonia. O general disse que não há racismo no Brasil, que isso é coisa importada. O filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, disse que no Brasil não temos casos como o de George Floyd, o negro morto nos EUA.
Infelizmente a maioria do povo brasileiro não sabe o que seria importante para o nosso presidente da República. Ele debocha da pandemia, ignora o desmatamento e o incêndio florestal, brinca com o baixo PIB, politiza o desenvolvimento da vacina contra a Covid-19, faz pouco caso do racismo crescente no país, abandona uma reunião do G20, onde poderia mudar a imagem negativa que o mundo criou do Brasil... Sinceramente, deve ser algo ultrassecreto, um segredo de Estado, que não pode ser discutido abertamente fora do núcleo do poder central. Coisas de Mito?
Mas o carro-chefe deste governo, que é a economia, sob a regência do superministro Paulo Guedes, o Posto Ipiranga do nosso presidente, patina enquanto o titular da pasta só declara otimismo. Não adianta questionar os preços dos gêneros de primeira necessidade. O cidadão que ousou falar sobre o preço do arroz para o Mito, foi aconselhado a comprar o produto na Venezuela. Como saber o que é importante para este governo? Desemprego depende da aprovação das Reformas, preços é questão de oferta e demanda... O povo não sabe o que quer na vida.
Eximir-se de responsabilidades virou o trunfo na manga deste governo. O combate à pandemia é atribuição única e exclusiva dos estados e municípios. Tanto que na denúncia que há ameaça da perda de 6,8 milhões de testes, que custaram R$ 290 milhões, o governo federal já antecipou que não tem responsabilidades sobre isso. Será que já ocorreu ao atual presidente e sua capacitadíssima equipe se perguntarem para que eles recebem salários e mordomias, pagas pelo contribuinte, se nada deve ser explicado sobre as suas atividades? O povo precisa deles?


J R Ichihara
24/11/2020

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