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ODILON DE MATTOS FILHO
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SÉRGIO MORO: DE ALGOZ A DEFENSOR DA ODEBRECHT
Por: ODILON DE MATTOS FILHO

Como é de conhecimento “até do mundo mineral”, como diria o grande jornalista Mino Carta, o Site The Intercept desmascarou, por completo, a famosa Operação Lava-jato e a persecução penal contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas, parece que isso não foi suficiente para convencer as instâncias superiores do Poder Judiciário.

Já escrevemos neste espaço sobre as vastas e gritantes ilegalidades e anomalias jurídicas que cercam os processos contra Lula e contra outros réus. O Lawfare, por exemplo, criado pelos imperialistas do norte e conhecido como uma modalidade de guerra silenciosa e mais devastadora do que as guerras convencionais, foi escancaradamente utilizado pelo MPF e pelo Juiz Sérgio Moro nos processos contra o presidente Lula. Do outro lado a defesa de Lula insistentemente denunciou essa prática, inclusive, junto a ONU, mas, o Sistema Judiciário Brasileiro fez ouvidos moucos frente essas barbáries cometidas pela "República de Curitiba" que naquele momento tinha um só objetivo: condenar o presidente Lula e impedi-lo de disputar a eleições de 2018.

Dentre essas ilegalidades uma salta aos olhos e agora vem à tona de forma cristalina. O juiz Sérgio Moro e o Procurador, Deltan Dallagnol estavam a serviço, ou melhor, em conluio com o Departamento de justiça dos EUA com objetivos claros de condenar o presidente Lula e destruir a Petrobras e as empresas de infraestrutura do país. Toda essa trama foi realizada ao arrepio da lei, pois, conforme dispõe o Acordo celebrado entre o Brasil e EUA toda cooperação jurídica entre os dois países tem ter o aval do Ministério da Justiça, ou seja, tem que passar, primeiro, pelo crivo do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), mas, isso foi, solenemente, ignorado pelos procuradores e pelo juiz Sérgio Moro.

Com as notícias desta semana e mais as contundentes denúncias do Intercept não pairam mais dúvidas nenhuma sobre a suspeição do Juiz Sérgio Moro e as flagrantes ilegalidades e arbitrariedades cometidas durante a tramitação dos processos contra o presidente Lula e as notícias dos jornais no início do mês de dezembro corroboram de forma insofismável essas afirmativas e apontam para a crucial necessidade da anulação dessas ações, em especial do caso do Triplex.

Os jornais e especialmente os sites independentes publicaram que o inescrupuloso ex-juiz Sérgio Moro tornou-se sócio-diretor da Alvarez & Marsal, empresa estadunidense especializada em consultoria de empresas privadas, mas, o curioso, para não dizer esculacho deste fato, é que essa empresa de consultoria vai atuar como administradora judicial do processo no qual o Grupo Odebrecht está em Recuperação Judicial. Vale lembrar aos bovinos de plantão, que essa Odebrecht é a mesma empresa que foi condenada pelo juiz Sérgio Moro na operação Lava-jato, ressaltando, ainda, que Alvarez & Marsal respondeu, também, pela recuperação judicial de várias outras empresas, dentre elas, a OAS, empresa que a defesa do presidente Lula provou que é a proprietária do famoso Tríplex de Guarujá, mas, que o ex-juiz Sérgio Moro simplesmente ignorou esse fato.

Se todo esse conflito de natureza ética, para não dizer promiscuidade, não bastasse, Sérgio Moro vai ser muito bem recompensado pelas suas tramoias. A Consultora Alvarez & Marsal da qual Moro se tornou sócio, celebrou um contrato com a Odebrecht que prevê que a empresa de Moro receberá R$ 35 milhões com o processo de recuperação judicial do grupo. Já a empresa OAS pagou R$ 15 milhões à Alvarez & Marsal. A Consultoria Alvarez & Marsal que trabalha na recuperação da empresa Sete Brasil pediu ao juiz que fossem arbitrados honorários na ordem de R$ 22,4 milhões por 30 meses de trabalho na causa.

Aliás, comentando esse contrato de Sérgio Moro com a Alvarez & Marsal vale citar o insuspeito jornalista Reinaldo Azevedo que escreveu: “...Ele [Sérgio Moro] vai atuar na área de Disputas e Investigações da A&M em escala global. Ah, agora sim!... Moro, o ex-juiz da Lava Jato, cujo trabalho provocou os sortilégios que provocou nas empresas, na economia e na política é agora sócio-diretor da empresa encarregada de cuidar da recuperação judicial da empreiteira que a força-tarefa ajudou a quebrar. Mais: ele vai trabalhar justamente na área de "Disputas e Investigações1”.

O mesmo jornalista escreveu, também, sobre o triângulo entre a OAS, o tríplex de Guarujá e a Alvarez & Marsal, demonstrando de forma cabal que Sérgio Moro agiu com total parcialidade e desonestidade no processo do caso do Tríplex. Diz Reinaldo Azevedo: “...Em uma petição enviada ao então juiz Sérgio Moro no dia 19/04/2017, a defesa de Lula exibia dois documentos demonstrando que o tal tríplex de Guarujá não pertencia ao ex-presidente. Era, na verdade, propriedade da OAS. E quem é que listava o imóvel como patrimônio da empreiteira? Ninguém menos do que a Alvarez & Marsal, empresa de que Moro agora é sócio honrado e acima de qualquer suspeita. Isso está devidamente documentado.. Pergunta: será que, hoje, Moro acredita na palavra da empresa de que ele é sócio diretor? Ou ainda: será que, agora como empresário com ganhos milionários, ele espera que juízes façam como ele fez e ignorem o que certifica a A&M?2"

Evidente que o conluio do ex-juiz Sérgio Moro com o Departamento de Justiça dos EUA fora do Acordo de cooperação jurídica entre Brasil e os EUA teve o objetivo claro de defender os interesses dos imperialistas do norte e o convite para se associar à Consultora Alvarez & Marsal não passa de uma espécie de retribuição por sua participação no golpe que arrancou a presidenta Dilma Rousseff do Poder e como prêmio pelas quebradeiras das empresas do país como, por exemplo, a empresa Odebrecht que hoje ele próprio defenderá. É mole?

Frente a toda essa farsa e sórdida trama montada pela Operação Lava-jato e diante do conjunto probatório já demonstrado, não há outra saída para os ministros do STF que não seja decretar a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro e anular os processos contra o presidente Lula, fato que nos afigura não só fazer justiça a um homem ilegalmente condenado, mas, também, à democracia brasileira que, indiretamente, foi condenada com a eleição de um déspota que hoje desgoverna e destrói o nosso país. Com a palavra o STF!
1Fonte:https://noticias.uol.com.br/colunas/reinaldo-azevedo/2020/11/30/moro-vira-socio-de-americanos-que-ajudam-empresas-investigadas-entenderam.htm






2 Fonte: https://noticias.uol.com.br/colunas/reinaldo-azevedo/2020/12/02/os-documentos-da-am-de-que-moro-e-socio-atestando-que-triplex-era-da-oas.htm

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