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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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A magia das palavras
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Por que o certo é privilégio de poucos?


Por que uma autoridade quando quer transmitir alguma mensagem de extrema importância lê um discurso escrito por um especialista? Pouquíssimos têm o dom da oratória, aquela capacidade de improvisar convencendo quem ouve suas palavras. Fazer uma plateia ou uma população olhar na mesma direção e injetar entusiasmo é uma habilidade valiosa em qualquer líder. Um texto bem elaborado sobre um assunto específico pode ser decisivo para quem precisa mudar a opinião formada de alguns esclarecidos. A História não mostra os exemplos?
O problema é que o mundo tecnológico da atualidade tem nas imagens um forte aliado para reforçar afirmações e fixar a mensagem na mente das pessoas. Daí que a mídia e os telespectadores usam esse recurso para formar as opiniões acerca de qualquer assunto de interesse público. É um caminho sem volta. Por isso a velha máxima de que uma imagem diz mais que mil palavras. Quando as palavras são gravadas em vídeo, então, não tem como negar. Pode-se até argumentar que não foi bem aquilo que se quis dizer, mas o vento não leva as imagens.
Uma forma de manipular e dominar o pensamento das pessoas é através dos meios de comunicação. Portanto, quando se diz que a imprensa é o Quarto Poder no Brasil – os outros são o Executivo, o Legislativo e o Judiciário – não é mera desculpa dos maus gestores e dos que são injustamente estraçalhados diante da opinião pública. Alguma insatisfação dos fãs incondicionais do presidente Bolsonaro com a Rede Globo? Há bem pouco tempo essa formadora de opinião era um esteio da liberdade de imprensa, uma defensora da ética e da moral, combatia a corrupção.
Qual é a diferença entre o que se noticia elogiando ou criticando um gestor público ou executivo de uma empresa importante? Dependendo do objetivo do meio de comunicação, além do tal viés ideológico, podemos ver somente coisas boas ou um festival de erros. Portanto, é sempre interessante ouvir mais de uma opinião sobre um mesmo assunto, analisar outro ponto de vista, ter opções como parâmetro. Entender se algo escrito sobre uma pessoa tem a intenção de mostrar ou ocultar o brilho, construir ou destruir uma reputação, manter ou banir a sua existência.
Seria justo rotular alguém de origem humilde, que sempre trabalhou e enfrentou muitas dificuldades, de preguiçoso e vagabundo somente por que conseguiu fama e prestígio entre a população? Da mesma forma, qual é a justificativa para enaltecer uma pessoa que nunca fez nada relevante durante a sua existência, mas se comporta de forma inadequada que muitos aprovam? Os critérios para separar o bem do mal são muito subjetivos. Como alguém pode falar maravilhas da iniciativa privada sem nunca sequer ter estagiado numa delas? Se alguém souber responder...
Infelizmente o nosso país chegou ao ponto de intolerância zero. Basta alguém pensar diferente de mim que passa a não prestar mais? Se lutar por direitos de todos, mesmo aqueles consagrados constitucionalmente, é obrigatoriamente classificado como esquerdopata, comunista, que deve fazer as malas e ir para Cuba ou Venezuela. Criticar e expor as omissões do governo é lutar contra o sucesso do país. Sinais de patriotismo é cantar o Hino Nacional, idolatrar as Forças Armadas, com tortura e tudo, discriminar negros, índios, pobres e homossexuais.
Negacionismo é uma forma de fugir do problema ou jogar a reponsabilidade sobre os outros? Virou moda neste governo justificar o mau desempenho por causa das gestões anteriores. Chegou-se ao cúmulo de propor uma mudança na Constituição, sob alegação que é impossível governar com ela. Fizeram as tais Reformas prometendo o Paraíso na Terra, mas o povo vê o abismo cada vez mais perto, menos os fiéis apoiadores do Mito. Afinal, será que apenas jogar palavras nas redes sociais e no palanque improvisado no Palácio da Alvorada resolve a parada?


J R Ichihara
03/12/2020

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