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Coronavirus
 
DE INCERTEZAS VIVEMOS
Por: Tolentino e Silva

DE INCERTEZAS VIVEMOS

Este texto foi produzido por: Afonso e Silva
Coautor: Tolentino e Silva
10/12/2020


A duração dos dias vividos nesse período de pandemia é, a meu ver, bem superior aos que antecederam essa calamidade. A impressão que fica é a de que os dias de agora são muito mais longos. Talvez seja em função de o hoje em nada diferir dos ontens e nem há qualquer esperança de os amanhãs não serem repetidos. Com a chegada desse tal de Coronavírus (Covid-19), os dias passaram a ser iguais. Estamos virando máquina. Estou me sentindo um ventilador sem hélice, mas ligado.

A ROTINA É:

Acordar e rezar, agradecendo a Deus pela nossa vida e dos outros; dirigir-se ao banheiro e fazer o de sempre; ir à cozinha, lanchar e lavar as louças; ligar o celular para cumprimentar, via Whatsapp, familiares e amigos; visitar os sites noticiosos apenas para confirmar que nenhum deles traz novidades. O tudo que tem para mostrar não passa de atualizações dos números de novos contagiados e cadáveres consumados no Brasil e no mundo. Nada de novo, a não ser aquelas cenas tão corriqueiras nos mundos de Jair Bolsonaro e Donald Trump, assim como os assassinatos diários de pretos e pobres, promovidos pelos respectivos Estados e entre uma ou outra dessas repetidas notícias, para piorar, há também, a veiculação das asneiras que eles vomitam ao longo do dia. Afora isso, um assalto cinematográfico aqui, outro acolá.

O Congresso também tem espaço no noticiário, mas sempre ao retirar direitos dos trabalhadores e/ou benefícios dos miseráveis. Ao que parece, é apenas sobre esse tema que os parlamentares desse paraíso sabem legislar, principalmente, a partir do covarde e injustificável golpe de 31 de agosto de 2016, quando destituíram do cargo a presidenta Dilma Rousseff.
O (IN)judiciário não é diferente. Traz sempre, valiosa contribuição para o país, tais como: arquivamentos “engavetamento” de processos movidos contra políticos, juízes, procuradores da República e empresários, comprovadamente corruptos ou outra interpretação dada em sentença, desprezando a Constituição Federal de 1988, mas tais atos se tornaram tão sem originalidade, ao ponto de não mais noticiarem.

Isto posto, só nos resta agora abrir a janela, respirar fundo e, se possível, fazer uma caminhada em ambiente ao ar livre com a devida máscara no rosto, depois voltar para casa todo suado e tomar um bom banho. Contudo, se não houver possibilidades de sair, alguma forma haverá de encontrar para adequar seu espaço para fazer alguns movimentos e exercícios à luz do sol. O que não pode é ficar parado que nem meu ventilador sem hélice, ligado.

Depois, voltar às atividades de sempre: almoçar; lavar louças; escovar os dentes; fazer a sesta e logo após; rever as notícias da tarde; ligar aos amigos e parentes; lanchar; lavar as louças; ler algum livro ou escrever qualquer besteira assim como estou a fazer nesse momento.

À noitinha jantar e lavar as vasilhas; escovar os dentes; assistir um pouco de televisão, geralmente tudo repetido. Em seguida tomar banho e ir para o berço, agradecer a Deus pelo dia saudável e sempre com a esperança de ter um novo amanhã.

E não é que aconteceu? Ontem foi um dia muito diferente e auspicioso. Dia 8 de dezembro de 2020 foi um dia histórico. Graças à infinita bondade de DEUS, o homem conduzido como o início do fim, ontem, no Reino Unido, a primeira pessoa recebeu a vacina contra a Covid-19.

A partir desse ato, outros países que acreditaram na doença e apostaram na ciência, além de terem resguardado sua população impondo restrições quanto à circulação e determinando o uso de máscara, investiram pesado em pesquisas tendo chegado à produção de vacinas. Agora eles só têm a comemorar e nós aplaudir.

Quanto a esse submundo do Havaí do Sul que recebeu o vírus na velocidade da luz, um dia qualquer seus habitantes terão vacina, mas apesar de uma delas se localizar nele, as vacinas encomendadas pelo sábio general logístico, doutor em medicina estratégica, que é comandado pelo não menos sábio capitão-cloroquina, doutor em medicina laranja, com pós-doutorado em medicina “rachadinha”, estão muito distantes e se vierem mesmo, serão a passos de tartaruga atolada. Pior é que, mesmo chegando a Brasília, pode muito bem bater na porta do capitão e surpresa nenhuma será se ninguém aparecer para abrir a porta. Talvez até tenhamos que esperar o próximo inquilino. Quiçá esteja enganado. É o que sinceramente espero, mas como é de incertezas que vivemos.
Quem viver verá! Espero estar lá com todos juntos a todos para comemorar.



Autor: Afonso e Silva
Coautor: Tolentino e Silva
Data: 10/12/2020

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