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Walquiria Rocha Machado
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Arvores de Natal
Por: Walquiria Rocha Machado

Subi no sótão em busca dos enfeites para o Natal... árvore branca, árvore verde, árvore rosa, de led de madeira de galhos pintados... Ufa!!! quantas são? nem eu sei mais o total, mas sei que todas tem a sua história, e todas alegraram o nosso Natal de família .

A verde era enorme, tinha enfeites maravilhosos e coloridos, foi a árvore do meu apartamento por muitos anos enquanto minha filha caçula morava comigo, e quando ela se casou, eu a levei para a casa da família e passei a montá la naquele lugar. A rosa minha neta quando pequena disse que queria uma árvore de Natal toda cor de rosa igual a das princesas, e não é que eu encontrei!!! ela é linda e hoje me lembrei o quanto eu procurei nas lojas, até encontrá la... depois a outra neta quis uma branca, e eu também consegui uma, toda branquinha e cheia de neve, e a enfeitei toda de prateado.

Quando minha filha mais velha se casou a decoração era uma grande árvore de galhos toda pintada de branco onde enfeitou a entrada do salão de festas, essa também era toda decorada com flores e fitas vermelhas, assim ela também passou a fazer parte do nosso Natal... tinha uma de madeira que era um mimo, esculpida em relevo e todinha verde , nem precisava de enfeites... a de led eu comprei quando um dia viajando fora, me apaixonei por ela e não resisti... assim as árvores foram se multiplicando e se espalhando pela casa imensa que ficava cheínha com os filhos noras genros e netos agregados de mais alguns dos meus irmãos, irmãs e sobrinhos, que podiam estar presentes conosco neste dia tão especial...

Mas lá no sótão em meio a tantos enfeites e luzes avistei um pacote feio e amarelado na prateleira então eu o abri ... Meu Deus! meu coração disparou e eu fiquei petrificada de emoção... era o enfeite de Natal da porta do meu apartamento que minha filha caçula fazia questão que estivesse ali brindando o Natal por tantos anos quando morávamos apenas eu e ela...

Desde que ela se casou e eu passei a ser sozinha, pois ela sendo a caçula foi a última a se casar e desde esse dia eu deixei de enfeitar o meu apartamento no Natal. Levei a árvore embora e junto foi aquele enfeite tão significativo... ele também era uma arvorezinha emborrachada tão simples e tão majestosa... ela se enchia de vida nos Natais fazendo a nossa porta de entrada ficar radiante...

Abracei aquela arvorezinha tão triste e sozinha enrolada naquele papel amarrotado e decidi trazê la de volta... Coloquei a no mesmo ganchinho que ainda permanecia no mesmo lugar da porta e que ficou todos estes anos, talvez esperando por ela... senti que sorriram ao se encontrar...

Lágrimas correram pelo meu rosto ao ver aquela porta enfeitada que me fazia renascer a cada ano que a decoração esteve lá com a presença dela... era eu e ela naquele apartamento, agora sou apenas eu e aquele simbolo de Natal tão pequeno na entrada que ainda tem o sorriso dela, e que nos acompanhou por tantos e tantos anos...

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