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Coronavirus
 
O QUE JÁ ESTÁ RUIM, TENDE PIORAR
Por: Afonso e Silva



Até que enfim uma luz surgiu no Reino Unido e a Covid-19 está mais próxima do fim. No entanto, nos países mais pobres ou até naqueles considerados mais ou menos ricos, mas governados por imbecis que nem o nosso, o início desse acontecimento memorável é, ainda, incerto. A sociedade está com um pé atrás, pois, pelo andar da carruagem já antevemos que vai demorar um bom bocado para recebermos o imunizante. Só que, mais cedo ou tarde, nem que seja sob vara esse momento vai chegar e isso agora, é o que importa.

Que a vacina aos brasileiros vai chegar, isso vai! No entanto, enquanto a população não for imunizada, não se pode, sob qualquer hipótese, avançar o sinal. Temos que manter, a todo custo e sofrimento, as recomendações da ciência. Só assim poderemos continuar na esperança do avizinhar de alguma chance de sermos vacinados. Caso contrário, o resultado é previsível e irremediável.

Apesar de termos tudo para comemorar a chegada da vacina ao Brasil, na minha modesta opinião, essa alvíssara notícia trás, no seu bojo, grande preocupação aos irmãos mais pobres. Esse contingente não é pequeno. Segundo dados do IBGE, em 2019, o Brasil tinha 13,7 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza extrema, mas que o governo BolsoMoro e seus integrantes não tinham qualquer conhecimento. Aliás, nem sabiam que no Brasil tinha pobres. Foi com grande surpresa que os encastelados nos bairros nobres e/ou residentes no exterior receberam a notícia. Vez ou outra tomavam conhecimento, através dos veículos de informação, sobre esparsos episódios de morticínios oficiais de negros e pobres que o aparato policial, via de regra, disfarçava dizendo ter confundido com marginais.

Por ironia do destino, esses pobres sem nomes nem endereços que sobraram das balas da polícia e milícia, por mero acaso foram descobertos em plena pandemia. Num ato raríssimo, mesmo sob resmungos do posto de maldade ipiranga e seu patrão palaciano, o Congresso criou o auxílio emergencial aos esquecidos pelo Estado. Não resolveu o problema, mas amenizou temporariamente.

Embora não tenha combinado nada com o vírus, nem com as farmacêuticas para entrega da vacina, dias atrás o grande bolso-financista reuniu os veículos para comunicar que o final do auxílio emergencial coincidirá com o encerramento do ano de 2020. Era tudo que os investidores queriam. Vai sobrar dinheiro às pencas para pagamento de juros e outra mamatas.

Se realmente o auxílio terminar em 2020, antes mesmo de a primeira pessoa em solo brasileiro receber a vacina, a Causa Mortis dos pobres do Brasil deixará de ser apenas Covid-19. Sem auxílio durante a pandemia e/ou qualquer perspectiva de emprego, onde esse grupo de pessoas encontrará sua fonte de recursos para sobrevivência? Infelizmente a fome é o prognóstico no horizonte. Convém, inclusive, que os não tão pobres ponham a barba de molho, pois a situação merece reflexão e ação. Não podemos de forma nenhuma fazer de conta que nada temos com isso. Temos sim. Temos tudo a ver com esse pandemônio instalado. Temos nossa parcela de culpa e não é nada pequena! Ainda mais se atentarmos para o que está por vir. Veja o que já deu para perceber até o momento:

Os pilares da economia em 2021 serão:

1. Criação de novos impostos e contribuições de funcionários e trabalhadores e aumentar os existentes;
2. Isenção de produtos industriais e importados. Esse item coincidentemente é uma mostra clara com o ocorreu com as armas importadas;
3. Subsídio à agricultura e outros ramos;
4. Volta da CPFM com nova roupagem;
5. Reduzir, ao máximo, investimentos em áreas da educação, saúde, cultura, meio-ambiente, segurança pública, assistência social...;
6. Incremento às exportações de commodities, ainda que desabasteça o mercado interno e os preços vão às alturas além do que já foram;
7. Pagamento de juros altíssimos ao mercado;
8. Privatização, privatização e privatização até que todos ativos rentáveis nosso passem, de mão beijada, aos empresários da família e amigos dela que já se encontram com seus bolsos bem recheados, seja pela rachadinha, venda de chocolates, negociatas com Banco do Brasil, e aí vai.

A situação do brasileiro em geral não é boa, mas tende piorar. Infelizmente.

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