A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

 
Artigo
 
QUANDO O CRIME COMPENSA (Política/Justiça)
Por: Tolentino e Silva

Algumas nuvens espessas, antes nunca vistas, pairam nos céus brasileiros sobre o tema corrupção. A força-tarefa da Lava Jato foi criada no dia 17 de março de 2014 com a finalidade precípua de combater a corrupção. De lá para cá a Lava Jato empreendeu 77 fases operacionais. Durante sua atuação já mandou prender muitas pessoas corruptas confessas, outras, no entanto, ainda pairam dúvidas. Mas o balanço geral, devidamente comprovado foi positivo, pois já recuperou alguns bilhões de reais. Dessa verdade não podemos nos esquivar. A operação força-tarefa até que mereceria aplausos e admiração de todos nós.
Mas, alguém poderá perguntar:
- Mereceria?
- Sim! Responderia.
- Mas porque não merece?
Explicarei. Vamos lá:
Em primeiro lugar, porque todos os valores recuperados pela Lava Jato, ao invés de serem destinados à Petrobrás, no caso da Lava Jato de Curitiba e à Eletrobrás, da Lava Jato filial do Rio de Janeiro ou ambos aos cofres públicos. Mas o que se viu foi a arte corrupta mais bem planejada e já praticada na história da República.
O que se comprovou é que esses recursos, segundo o próprio Tribunal de Conta da União, a Lava Jato estava lavando o dinheiro através de ONG’s, criadas exclusivamente para esse fim. Mas a safadeza não para por aí. Depois de tudo que foi descoberto e veiculado até agora, veio à tona, a quase certeza de que alguns processos foram forjados, com o objetivo claro de incriminar pessoas inocentes. Pessoas essas que, no entender dos falsos heróis, ameaçavam suas pretensões presentes e futuras. Em certos processos, segundo consta dos autos, os procuradores não encontraram qualquer prova material que pudesse comprovar os fatos. Nenhuma conexão da versão que pudesse embasar as conclusões que o ex-juiz chegou. Ainda assim, baseados em delações negociadas a priori determinando o que juízes e procuradores os delatores diziam tudo que os maus juízes e procuradores queriam ouvir. Acertado e cumprido o negociado que ia de encontro aos seus interesses, ainda que as falhas fossem, tão falsas quanto notas de três reais, bastaram para meteram as mãos, sem dó nem piedade, nos fundos dos bolsos de vários delatados que atenderam as determinações dos senhores(?) juízes. Em função dessas falhas processuais, o tempo está a levar à comprovação das inocências de algumas pessoas. Em seguida porque começa vir à luz algumas trapaças que juízes e procuradores lavajateiros promoveram ao longo desse período, no claro intuito de atingirem seus objetivos pessoais. Sabe-se agora que o combate à corrupção era apenas uma blindagem às pretensas aspirações de alguns membros. Para atingirem seus objetivos, todos os meios são justificáveis, ainda que suas manobras fossem as mais corruptas e rentáveis do que aquelas que culminaram condenações e as consequentes prisões dos seus “escolhidos”. As finalidades essenciais da quadrilha montada pela operação eram financeiras e políticas, ou as duas juntas e misturadas. A política objetivava claramente retirar da competição o mais importante candidato à presidência às vésperas das eleições de 2018. Sob holofote em chamada global, a PF, em cenas hollywoodiana, seguindo script imposto pela CIA, conduziu, coercitivamente e prendeu o grande astro do povo, baseado num PowerPoint fajuto exposto na mídia por Deltan Dallagnol, o verdadeiro monstro dos monstros. Estava tudo “azeitado”. Por um lado, o envolvimento criminoso do pseudo-juiz e sua corja culminou com a entrega da faixa presidencial, ao ídolo da extrema-direita Bolsonaro, que Moro, sem qualquer cerimônia e vergonha subiu a rampa para receber, de seu excremento, o presente previamente combinado, qual seja, o cargo de ministro da justiça e da segurança pública, por sua brilhante participação no exitoso projeto de tirar da disputa, ainda que por meios escusos e covardes, seu maior concorrente. Acontece que não era só o cargo de ministro que o juiz queria, almejava ir bem mais longe. Só queria fazer do cargo de ministro, trampolim para assumir o cargo do coisa. Essa ambição foi logo detectada pelos puxa-saco de seu produto. Daí em diante o ministro só recebeu, de seu chefe, cusparada em cara de pau, não tardando muito o namoro, culminando num final humilhante. O ex-todo-poderoso juiz e presidente da república de Curitiba recebeu, com honras e glórias, um merecido pontapé no traseiro. A outra finalidade conhecida da gangue tinha a ver com a aplicação dum golpe de mestre. Se o plano fosse exitoso implicaria a total independência financeira dos integrantes do grupo. Nessa empreitada, obviamente, estavam incluídas todas as suas famílias até a quinta geração, pois a grana a ser embolsada era bastante alta. Mas alguns procuradores, assim como Paludo, não satisfeitos, ainda exigiam o pagamento de mensalidades bem generosas daqueles delatores que receberam benefícios indevidos dos procuradores, tal como ocorrido com Dario Messer, “o doleiro dos doleiros” que destinava mensalmente a irrisória quantia mensal a Paludo de R$ 50.000,00 em troca de sua liberdade, obviamente depois desse corrupto confesso entregar ao MPF uma lista de muitos desafetos.
Agora pasmem! Toda essa tramoia foi prontamente ratificada na íntegra, sem qualquer óbice, pelos membros dos tribunais superiores, quais sejam:

Segunda instância:
TRF-2 - Rio de Janeiro/RJ, com jurisdição no Rio de Janeiro e Espírito Santo.

TRF-4 - Porto Alegre/RJ, com jurisdição no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Instâncias Superiores:

STJ - Responsável por uniformizar, padronizar, a interpretação da Constituição em todo o Brasil.
STF – Que de quebra, engrossou o bloco para rasgar a Constituição Federal.
A participação de todas essas instituições, com a valiosa contribuição da mídia covarde e mentirosa repassou, à sociedade, a falsa lisura dos procedimentos adotados, pois nenhuma falha fora apontada. Por esse motivo e pelo ódio descomunal ao Partido dos Trabalhadores, insistentemente pregados pelos grandes grupos de comunicação, no país e no exterior, contaminou e conduziu a sociedade ao caminho que a Lava Jato impunha. As ações verbalizadas induziram grande parte da classe média e pobre, a aplaudir de pé e promover carreatas, bater de panelas nas sacadas durante os editais covardes da Globo, divulgados quase sempre pelas vozes de William Bonner e Renata Vasconcelos, em todas edições diárias do Jornal Nacional. Tudo isso repassado ao mundo como sendo se os fatos veiculados fossem dentro dos limites das leis e da ordem. Talvez não fosse a insistência do Lula em provar a verdade dos fatos, associado à voz abafada, mas não o suficiente, do Intercept Brasil, hoje estaria em plena operação, as organizações privadas montadas pela quadrilha de procuradores. Por outro lado, o douto juiz não ficou a ver navios, virou sócio proprietário da empresa A&M, aquela que ainda ontem defendia as empresas quebradas por ele e que agora socorrem. Esse grande e notório brasileiro, astro da Globo, dá início ao seu negócio, que aliás, é um filé, pois vai desconstruir parte das armações que criou para salvar seus clientes. Contudo, mantém acesas as chamas de se ver presidente do Brasil. Falta de vergonha para isso, tem de sobra. Até agora se vê confirmadas muitas safadezas cometidas pela Lava Jato, mas penso que mais cedo ou mais tarde teremos novas revelações não muito felizes para membros mais graduados do Estado. A Lava Jato ainda capenga com dificuldades, mas tende a desaparecer de vez, mas não sem antes deixar sua marca nos estragos irremediáveis produzidos à economia em geral e ao desemprego monstruoso que criou, em especial; à falta de lisura do processo legal; à destruição do meio ambiente; da saúde; da educação, enfim, ao país e ao seu povo como um todo. Pode até ser que não tenha nada a ver, mas penso que em parte suas asas foram cortadas em função da convicção na inocência e persistência de Lula, ao buscar, através dos canais competentes(?), comprová-la, não baseada em PowerPoint, mas em fatos devidamente comprovados como o tríplex do Guarujá, e o Sítio de Atibaia.... Penso ser muito difícil Lula, em vida, ter sua biografia restabelecida, mas, sinceramente, torço para que eu esteja enganado.
Resumo: Tudo se torna mais fácil, quando os criminosos pertencem aos quadros do judiciário!
O que não é verdadeiro (Ex: documentos do tríplex, no Guarujá e Sítio em Atibaia), os fazem ser!

Tolentino e Silva – Virginópolis/MG

Fontes pesquisadas:
Conjur – 09/12/2020 – Revista Consultor Jurídico
Site Poder 360 – 04/08/2019
Site Brasil de Fato – 10/12/2020
Site Notícias UOL de 03/07/2020
Estado de Minas –
Agência Brasil – 26/11/2020 (STF)
Fonte: Portal G1 Globo – 04/09/2020
Rede Brasil Atual – 23/07/2019
Despacho do Ministro Bruno Dantas – TCU – Proc. 015.683/2019-2

 Comente este texto
 Paralerepensar


Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: AGSB (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.