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José Arthur de Oliveira
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Ensaio
 
Deus, Onisciência e Livre Arbítrio
Por: José Arthur de Oliveira

Deus, Onisciência e Livre Arbítrio

Dizem os céticos que a existência de um Deus onisciente retira de nós o Livre Arbítrio, pois ele já conhece de antemão nossas ações e suas consequências.

É natural o entendimento de que nosso comportamento e nossas escolhas são derivados da educação.
Importa, contudo, considerar que essa educação sofre influência psicológica marcante do meio, ou seja daquele grupo em que nossa personalidade se desenvolve.
No entanto embora a educação deva atender a requisitos formais que visam integrar o jovem ao seu ambiente social e fazer dele um cidadão produtivo, os conhecimentos a ele apresentados não são totalmente assimilados ou igualmente interpretados.

A principal razão para isso é, em primeiro lugar, as aptidões e as peculiaridades que cada um apresenta.
Não adianta apresentar ao jovem excelente material abrangendo conceitos de filosofia e história da humanidade quando sua inclinação principal está voltada para as ciências naturais. Como exigir seu melhor rendimento em música se tem forte inclinação para a pintura.

Há que se considerar que a amplitude de seus conhecimentos se enquadrará ao potencial intelectual que apresenta, este, compreendido pelos recursos de inteligência e memória.

Essa digressão inicial visa destacar a importância de fatores objetivos, tais como inteligência, memória e saúde física, ao lado de fatores subjetivos, como aptidões, caráter e personalidade.
Não se pode, contudo, desdenhar a complexidade que aqueles fatores representam quando falamos de livre arbítrio.
Isto porque se estamos escolhendo a cor da camisa que vamos usar, ou a sobremesa após a refeição, em que para essas escolhas não existe o certo e o errado, simples questão de gosto ou opinião, o mesmo não ocorre em relação a outras importantes decisões que devemos tomar ao longo da vida.

As amizades para as quais dedicamos tempo e importância; a escolha da profissão, ou aquela pessoa com a qual nos comprometeremos definitivamente em ligação afetiva.

Estas escolhas não estão pre-formatadas em qualquer estrutura cerebral pois são as oportunidades e contingências que, em sua maior parte definirão os caminhos de nossas vidas.

E aí está a importância do Livre Arbítrio pois, se para as escolhas simples ele não é questionado por não ter peso e significância, as outras, em grande parte, são contingenciais, ou seja, definidas pelas circunstâncias, desde que não comportem tais decisões aspectos relacionados com a ética e moralidade.
A conclusão a que chegamos é, mesmo um Deus onisciente sempre se omitirá ante nossas escolhas, desde que não interfiram com as escolhas de outrem.
Isto pode até ser bonito mas acarreta enorme responsabilidade na condução de nossos destinos.

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