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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Oportunismo, descaso e inabilidade política
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quando a ordem não pode ser obedecida cegamente

O brasileiro tenta aprender, depois de tantas decepções com os gestores públicos, com as ações e medidas implementadas pelos ocupantes de cargos eletivos na administração do país. Dependendo de quem as toma, imediatamente surgem as opiniões contra e a favor do autor das decisões. Inevitavelmente a pessoa é tachada de oportunista, se demonstra publicamente a intenção de se candidatar a um cargo eletivo acima do atual. Por outro lado, o titular do Executivo, seja municipal, estadual ou federal, que não atua é tachado de omisso, inoperante e preguiçoso.
Diz-se que as ações em tempos de anormalidade, tipo guerra, crises econômica, financeira e sanitária, catástrofes geradas por fenômenos naturais e outras ocorrências desconhecidas, devem receber um tratamento diferenciado das autoridades e da sociedade. As normas e regras usuais preveem atuações de acordo com a gravidade do problema. Quem não aceita a desobediência às leis regulamentadas nos casos de gravidade que atingem a população como um todo? Lei e Justiça não podem engessar os gestores públicos, deixá-los sem alternativa.
Mas quando há um descaso com as providências diante de uma ameaça anunciada... Qual deve ser o comportamento do contribuinte com o responsável pelas medidas preventivas e corretivas, se as ações foram ignoradas? Por que chamar de oportunista o gestor que procurou a solução para o problema? A preocupante pandemia que nos assusta e faz o Brasil chorar mostrou isso claramente. Muitos preferiram criticar o governador de São Paulo, João Dória, por buscar parcerias na obtenção da vacina, mas defenderam a inoperância do presidente Bolsonaro.
Alguém desconhece a postura do Mito e do atual ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, diante das mortes e dos pedidos de providências do governo federal? Quando ficou definitivamente claro o início da campanha de vacinação no país? Como entender o que significam o dia D e a hora H, citados pelo titular da Pasta mais importante na crise atual? Se o produto milagroso dependia de Ciência e Tecnologia... Onde está o ministro desta Pasta, o astronauta Marcos Pontes? À parte gostar ou não de João Dória, mas que todo oportunista aja desta forma.
Infelizmente a nossa referência mundial nos programas de vacinação contra doenças perdeu o lugar no pódio. A confusão, dizem os críticos que proposital, merece um troféu inquestionável. Provavelmente os responsáveis pelo processo não conversam entre eles, haja vista os desencontros nas informações que chegavam ao conhecimento da população. O grau de incerteza aumentava quando o presidente da República resolvia fazer uma declaração à Nação. Mais de 200 mil mortos e milhares de infectados depois, os sobreviventes ainda têm dúvidas.
Pouco importa se o Brasil só iniciou a vacinação depois que 50 países já estavam em campanha. Mas o que chamou a atenção do país, talvez do mundo, foi a indiferença do presidente Bolsonaro diante da primeira brasileira a ser vacinada contra a Covid-19. Ele só se pronunciou para dizer que a vacina é do Brasil e não do governador João Dória. A ironia é que ele recusou o produto desenvolvido pelo convênio Sinovac/Instituto Butantan, por causa do viés ideológico do parceiro chinês. Noves fora o oportunismo do governador, o povão sabe quem buscou a solução.
Sabe-se que na política brasileira tudo é possível: alianças inimagináveis, afagos entre ex-inimigos, farpas contra ex-aliados e contradições nas crenças e valores sagrados. Será por isso que o presidente Bolsonaro continua sem partido? Isso lhe dá a liberdade para agradar o Centrão e distribuir emendas parlamentares ao seu bel prazer? Ele ganhou as eleições criticando as gestões petistas, com a ajuda da mídia, do Judiciário e dos grupos empresariais poderosos locais e estrangeiros. Quem sabe corre o risco de perder a reeleição para uma ineficaz vacina?


J R Ichihara
19/01/2021

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